Travesseiro inadequado provoca problemas na coluna cervical
Uma recente pesquisa realizada pelo Hannover Medical School, na Alemanha, e publicada no jornal científico International Journal of Rehabilitation and Research, indica que dores na coluna, no pescoço, torcicolo e cansaço podem ser consequências de uma noite mal dormida com um travesseiro inadequado.
A pesquisa reuniu 149 pessoas que sofriam com dores na coluna cervical para um teste: um grupo utilizou o travesseiro considerado correto e o outro utilizou o travesseiro habitual. Depois de um ano, o grupo que utilizou o travesseiro correto deixou de sentir os desconfortos na região do pescoço e passou a acordar mais descansado.
“Esse desconforto tem reflexos no dia a dia e pode trazer problemas mais sérios, influindo na qualidade de vida da pessoa. O travesseiro inadequado pode provocar, ainda, dormência nas mãos. A longo prazo, pode trazer dor crônica nas costas, artrose, pequenos desgastes nas vértebras, e desvio na coluna. O uso do travesseiro inadequado fazer com que a pessoa acorde com aquela sensação ruim de que não dormiu bem, não descansou. É importante observar, no entanto, que esses sintomas são também muitas vezes causados por outros fatores como genética, erros de postura, obesidade, falta de atividade física e movimentos repetitivos”, explica Eduardo Sadigurschi, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia .
Qual a melhor forma de dormir para evitar dores de coluna
O médico do CREB explica que a forma correta para dormir é de lado, pois assim a coluna permanece alinhada. “As pernas devem estar dobradas, com os joelhos flexionados, em posição fetal, o que ajuda a aliviar a tensão da lordose lombar – aquela curvatura logo acima do quadril”, ilustra ele, pontuando que dormir sem travesseiro é tão ruim quanto dormir com o travesseiro errado.
“As pessoas que tem problemas para respirar ou refluxo, por exemplo, devem optar por modelos que mantenham o corpo mais elevado, para evitar um mal estar durante a noite. Basicamente, o mais importante é saber se o modelo escolhido ajuda a relaxar e não força a coluna, mas do que ele é feito também é um dos pontos a ser considerado. Quem tem alergia deve buscar tipos específicos. É preciso que o material permita ventilação, principalmente para quem transpira muito durante a noite”, explica. O Dr. Eduardo Sadigurschi lembra que travesseiros devem ser trocados regularmente, pois tem prazo de validade de uma dois anos.
Lúpus: doença tem tratamento, mas um reumatologista deve ser consultado
Doença de causa desconhecida e de longa evolução, o lúpus acomete principalmente mulheres, na maior parte das vezes na faixa etária entre os 15 e 35 anos. “O lúpus não é contagioso, tem tratamento e, ao contrário do que acontecia há duas décadas, o prognóstico é hoje muito favorável. Mas é preciso procurar um reumatologista”, explica Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, e professor da UFRJ.
De acordo com ele, os sintomas da doença podem variar de paciente para paciente, mas as principais queixas são dores articulares, manifestações de pele, principalmente nas áreas expostas ao sol, inflamação da pleura e do pericárdio, anemia, alterações dos glóbulos brancos e plaquetas e doença renal. “O diagnóstico da doença é clínico e laboratorial. É fundamental que a paciente se consulte com um reumatologista experiente, que identifique o lúpus e proponha o melhor tratamento”, explica o Dr. Haim Maleh.
O médico do CREB explica que o tratamento varia de acordo com o quadro clínico apresentado, sendo indicado, normalmente, anti-inflamatórios e, em alguns casos, corticoides. “O reumatologista prescreverá os remédios, e faz parte do tratamento uma dieta equilibrada e saudável e a prática de exercícios físicos regulares. Uma orientação muito importante é que a pessoa com lúpus não deve se expor ao sol. É preciso usar sempre bloqueadores solares. E a mulher com a doença pode engravidar, mas é preciso que o lúpus esteja controlado há pelo menos dois anos e que não haja doença renal”, acrescenta o médico.
“Um dos medicamentos que pode ser usado é a Cloroquina, que é também utilizado nas manifestações de pele”, explica o reumatologista. Médicos e cientistas franceses têm avançado na pesquisa de novos medicamentos e anunciaram testes em humanos do medicamento cardiológico clopidogrel. Pesquisas com camundongos afetados por graves formas de lúpus, que ingeriram a substância regularmente, apresentaram melhores condições de saúde das cobaias e prolongamento significativo de sua expectativa de vida. O clopridogrel faz parte da família de medicamentos antiplaquetários, que ajudam a prevenir a formação de coágulos perigosos. Ele é prescrito para reduzir o risco de crise cardíaca (infarto) ou acidente vascular cerebral (AVC).
Você sente dores na parte de trás do tornozelo? Pode ser Tendinite de Aquiles
O principal sintoma da Tendinite de Aquiles é dor na parte de trás do tornozelo. A causa, pode ter a ver com a sobrecarga deste tendão e seu uso exagerado.
Muito comum entre atletas profissionais e amadores e cuja principal causa é a corrida de rua, a Tendinite de Aquiles é uma inflamação muito comum, que acontece no tendão calcâneo, popularmente conhecido como tendão de Aquiles. A prática excessiva de outros esportes pode acometer o atleta, como corrida com salto e salto com vara, por exemplo. Exercícios e atividades físicas que envolvem grandes impactos no tornozelo podem ocasionar a tendinite de Aquiles.
De acordo com o ortopedista Alexandre Blanc, do CREB – Centro de Reumatologia, Ortopedia e Fisioterapia – o principal sintoma da Tendinite de Aquiles é dor na parte de trás do tornozelo. A causa, diz ele, pode ter a ver com a sobrecarga deste tendão e seu uso exagerado. “Alguns estudos apontam que em torno de 10% a 20% dos atletas sofrem algum tipo de problema no tendão de Aquiles. É uma percentagem bem alta. Além da sobrecarga do tendão, problemas posturais com a pisada, treinamento em pisos inapropriados, uso de calçado inadequado e erros na adequação do treinamento podem provocar a tendinite de Aquiles.
Avaliando o paciente de Tendinite de Aquiles
O ortopedista do CREB acrescenta que é muito comum o acometido por esta inflamação no tendão de Aquiles se queixar de dor na região, principalmente ao acordar. Durante o dia a dor pode melhorar, mas volta com a atividade física. Ao procurar um médico, poderão ser solicitados dois importantes exames de alta tecnologia, não invasivos e sem dor: a baropodometria computadorizada e a avaliação isocinética computadorizada.
“Por meio da baropodometria, um exame excelente, de grande alcance, podemos localizar com precisão os pontos de apoio na planta do pé durante a pisada e fazer a exata mensuração da pressão exercida sobre cada um destes pontos. Essas informações serão fundamentais para o médico assistente. Já a avaliação isocinética computadorizada, muito usada nos melhores centros ortopédicos do mundo, registra o movimento articular, apontando déficit e desequilíbrios musculares, que podem levar ao desgaste prematuro das articulações, em números e gráficos, facilitando a atuação do médico”, esclarece o Dr. Alexandre.
Tratando a Tendinite de Aquiles
O CREB dispõe de um tratamento muito avançado chamado TOC – Terapia de Ondas de Choque, que utiliza ondas de choque sobre o local inflamado. “Prescrevemos três ou quatro sessões, muitas vezes eliminando a necessidade de intervenção cirúrgica nos casos mais avançados. A TOC é muito indicada para casos mais severos de tendinite de Aquiles, entre outras tendinites, tais como ombro, quadril, cotovelo e pé”, afirma o ortopedista do CREB.
O Dr. Alexandre garante que o tratamento medicamentoso, com apoio de fisioterapia e com protocolos que incluem acupuntura, por exemplo, além da TOC, pode resolver totalmente o problema do paciente. “Recomendamos veementemente que atletas mantenham a musculatura fortalecida e alongada, não treinem em locais inapropriados e utilizem calçados adequados”, finaliza ele.
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