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Dor nas costas? Saiba como evitá-la

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80% a 85% das pessoas em todo o planeta tiveram, têm ou terão dor nas costas.

Pode parecer quase impossível fugir de uma estatística tão implacável: segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% a 85% das pessoas em todo o planeta tiveram, têm ou terão dor nas costas. Mas, acredite, é possível adquirir hábitos simples, que lhe ajudarão a manter sua coluna saudável, longe destas estatísticas. “São várias as razões que nos trazem dores nas costas. Má postura, sobrepeso, sedentarismo e estresse são algumas delas. Mas é absolutamente possível buscar uma qualidade de vida que traga saúde para sua coluna. Basta seguir algumas poucas dicas à risca”, garante o reumatologista e fisiatra Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

Como prevenir dores nas costas?

Estar em forma física adequada é, certamente, o primeiro passo para uma coluna saudável, diz o médico. Segundo ele, coluna e músculos abdominais fracos, aliados à falta de condicionamento, aumentam as dores nas costas. “O alongamento é fundamental. São exercícios rápidos e fáceis de praticar por qualquer pessoa. Músculos bem alongados estão menos expostos a contusões. Bicicleta ergométrica ou normal, natação e caminhada são as atividades de baixo risco e alto benefício para quem sente dor na coluna. Já futebol, tênis, remo, lutas, corrida  e levantamento de peso, entre outros, tem relativo risco de contusão para a coluna por causa do impacto e peso. Procure um especialista para lhe orientar”, ensina.

Manter um peso saudável também é regra na luta contra dores na coluna. “O excesso de peso é uma causa primária de dores nas costas. Além disso, pode retardar a recuperação de contusões. Quanto mais peso, maior carga para a coluna vertebral”, afirma o médico. O fumo é outro inimigo da coluna. “Nem é preciso falar dos inúmeros malefícios do cigarro, isso todo mundo sabe muito bem. Mas pesquisas mostram que fumantes sentem mais dores na coluna do que não fumantes. Acredita-se que a nicotina contribui para as dores, impedindo o fluxo de sangue para as vértebras e discos. Isso sem falar que fumaentes perdem cálcio mais rapidamente, o que leva a osteoporose, outra causa muito comum de dor na coluna”, explica.

O Dr. Haim Maleh dá mais duas dicas na luta contra as dores na coluna. Uma delas é aliviar a carga diária. Mochilas e bolsas pesadíssimas fazem parte do nosso dia a dia e certamente fazem muito mal à coluna vertebral, pois sobrecarregam a região, além de causar fadiga muscular e o hábito de se curvar para frente involuntariamente. “Jamais utilize uma mochila em apenas um dos ombros, como muita gente gosta de fazer. Se precisar carregar muito peso, arrume os itens mais pesados o mais próximo possível do centro da coluna. Algumas mochilas têm rodinhas, o que facilita seu transporte”, determina o reumatologista e fisiatra.

Por último, o Dr. Haim Maleh diz que é preciso ter atenção a pequenos detalhes no dia a dia. “Não fique sentado ou de pé na mesma posição por muito tempo. Alongue, dê uma pequena caminhada de vez em quando. Vá até a cozinha beber água, por exemplo. Quando se curvar a partir da cintura, use sempre as mãos para ajudar a sustentar o corpo. E ao se sentar, mantenha os joelhos um pouco elevados em relação ao quadril, em um ângulo de 90 graus. Sente-se com os pés confortavelmente no chão. Se seus pés não alcançarem o chão, coloque um livro ou um pequeno banquinho para apoiá-los. E lembre-se: ao menor sinal de dor constante, procure um médico especialista”, finaliza ele.


Os aspectos psicológicos da enurese

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Enurese é o hábito involuntário de urinar durante o sono, mais conhecido como “xixi na cama”.

Até 5 anos, esse comportamento é considerado normal, mas após os 7 anos, crianças com enurese noturna devem ser tratadas. “A enurese pode ser considerada um problema biocomportamental, pois, além do processo físico de molhar-se, é um comportamento inadequado não provocado por uma condição clínica, como uma doença ou o uso de remédios. Sendo assim, muitas vezes associa-se a diversos fatores emocionais, comportamentais e de relacionamento”, explica a fisioterapeuta Waleska Rocha, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

Muitos pais acreditam que seus filhos molhem a cama por terem o sono pesado. De fato, crianças enuréticas podem ser mais difíceis de acordar do que outras crianças, mas não há diferença no padrão de sono entre um grupo e outro.

“Às vezes, atribui-se a causa do problema a fatores emocionais. É sabido que o estresse provoca mudanças fisiológicas. Situações estressantes como divórcio dos pais, nascimento de um irmão, perda de um ente querido, ou uma forte ansiedade podem levar a criança a voltar a molhar a cama, mesmo após já ter obtido o controle. Um outro fator complicador da enurese é o medo do escuro ou de levantar à noite, ao ponto de impedir a ida ao banheiro. Contudo, já foi observado que crianças enuréticas, ao dormir fora de casa, mantêm-se secas a noite inteira. É um fenômeno cujo funcionamento não se compreende inteiramente. Assim sendo, requer-se dos familiares compreensão diante da situação”, observa Waleska.

Ao tratar a enurese, espera-se uma melhora no ajustamento social da criança

Alguns fatores psicossociais podem estar associados ao xixi na cama. Por exemplo, a enurese tende a ser mais frequente em ambientes sociais menos favorecidos. “Crianças enuréticas geralmente são altamente impactadas pela sua condição, passando por isolamento social, humilhação, estresse, ansiedade, medo da exposição e sensação de imaturidade. Com isso, espera-se que, ao tratar a enurese, haja também uma melhora no ajustamento social da criança, na relação familiar e na própria percepção da criança ou adolescente sobre si mesmo”, finaliza a fisioterapeuta, pontuando que o CREB dispõe dos mais modernos recursos de fisioterapia urológica, que alcança excelentes resultados no tratamento da enurese.


Osteoporose tem tratamento e é possível ser prevenida

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Mais de 10 milhões de pessoas têm osteoporose no Brasil, número que chega a 200 milhões de pessoas no mundo todo. Caracterizada pela diminuição da massa óssea, com consequente enfraquecimento e fragilidade do osso e, portanto, maior possibilidade de fraturas, a Osteoporose tem apresenta estatísticas realmente preocupantes: uma em cada quatro mulheres, após a menopausa, tem osteoporose e uma a cada cinco mulheres que já tiveram fratura sofrerão outra fatura, em menos de um ano.

Muito comum na terceira idade, a osteoporose deve ser tratada a partir de um amplo programa orientado pelo médico reumatologista, que inclui a prática regular de exercício físico e uma dieta balanceada. Mas a doença pode ser prevenida “A osteoporose pode ser diagnosticada, com precisão e precocemente, através de um exame de fácil realização, indolor e de alta precisão chamado densitometria óssea. Enquanto com o raio-x somente podemos detectar a osteoporose quando já há perda de 30% da massa óssea, com esse exame podemos detectá-la quando há perda de menos de 1%. E detectada precocemente, podemos tratá-la com êxito”, explica o reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – Dr. Eduardo Sadigurschi.

O médico do CREB explica que a osteoporose se manifesta clinicamente através de fraturas e que dores e diminuição da altura também podem estar associadas à doença. “Os principais fatores de risco da doença são: ser mulher; ter pele e/ou olhos claros; ser baixa e/ou magra; quem não toma leite ou ingira pouco alimento com cálcio; quem não faz exercício físico; quem toma pouco sol; quem tem parente com a doença; quem sofre de asma (bronquite), artrite ou alergia; fumantes; quem bebe muito café e bebida alcoólica; quem tem menopausa precoce por cirurgia ou não; quem usa antiácidos, anticonvulsivantes, certos diuréticos, heparina e/ou corticóides; e quem tem problema de tiróide”, explica o Dr. Eduardo.

O reumatologista recomenda que mulheres adultas adotem uma dieta de 1.000 mg de cálcio por dia, número este que sobe para 1.500 mg quando há o risco detectado da osteoporose. Deve-se ingerir alimentos ricos em cálcio, como leite, iogurte natural com pouca gordura, queijo ricota, queijo suíço, queijo provolone, sorvete de baunilha e outras fontes secundárias de cálcio, como sardinha, ostras, ervilhas, couve e brócolis. “A casca do ovo é composta em quase 100% de carbonato de cálcio. Sugerimos aos nossos pacientes lavar a casca do ovo, colocar no forno em alta temperatura, com a finalidade de buscar uma melhor higienização. Depois, pegue essa casca e a triture muito bem até ficar muito fina. Coloque uma colher de chá ao dia desse material na comida misturada e você terá aí os 1.500 mg ao dia de cálcio necessários em sua dieta”, acrescenta o Dr. Eduardo.

 A prática de exercício físico também é fundamental. “É fundamental que a pessoa tenha uma boa qualidade muscular para sua coluna”, avisa o reumatologista, que indica a hidroterapia, entre outras medidas de atividade física. “Até a idade de 30 anos, a mulher constrói e armazena cálcio eficientemente. Então, como parte do processo natural da idade, a formação de novo tecido ósseo diminui e a perda permanente de cálcio se acelera depois da menopausa. Pense no osso como uma espécie de caderneta de poupança. Você somente terá massa óssea na sua poupança na medida que você depositar. Acredita-se que mulheres jovens podem aumentar sua massa óssea em cerca de 20%, um fator crítico na proteção contra a osteoporose”, finaliza o médico do CREB.



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