Tendinite não tratada pode causar afastamento do trabalho
Após um longo e pesado dia de trabalho é possível chegar em casa com alguma dor específica, no punho, nas costas ou nas pernas. Na maioria das vezes, a pessoa relaciona a dor ao dia estafante e não toma nenhuma providência. Mas o problema pode ser maior que uma dor passageira…“Essas dores podem ser uma consequência de inflação dos tensões, a famosa tendinite. É preciso consultar um especialista, para tratar do problema, evitando o agravamento do caso”, afirma Haim Maleh, reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
Segundo o médico do CREB, podem ser várias as causas da: postura de trabalho, mobiliário (cadeira, monitor, teclado e mouse), tensão emocional e rotina estressante, entre outros motivos. Ele garante que a tendinite pode ser evitada se tomados alguns cuidados no nosso dia-a-dia.
“Procure sempre sentar com as costas apoiadas no encosto da cadeira ou do sofá e os pés no chão. É muito importante alternar 50 minutos de trabalho com 10 minutos para uma pausa, onde a pessoa deve levantar, fazer uma pequena caminhada, no próprio escritório. Exercícios de alongamento e relaxamento ao longo da jornada de trabalho também ajudam muito. Praticar atividade física ao menos três vezes por semana é fundamental para a qualidade de vida”, explica ele.
– Essas dicas precisam ser incorporadas no nosso dia-a-dia, se transformando em um hábito. Ainda assim, se a pessoa sentir dores deve procurar um especialista o quanto antes, para que o tratamento seja mais fácil, rápido e para evitar o agravamento do quadro. Muitas vezes, a tendinite causa até o afastamento do trabalhador de suas atividades profissionais. É preciso estar atento – finaliza ele.
Quem pode (e sabe) tratar dor crônica?
Qual médico especialista pode (e sabe) tratar dor crônica? A Revista Veja tratou do polêmico tema em sua edição 2231, de 24 de agosto deste ano, com o sugestivo título “A Luta contra Inimiga Ancestral”, onde discorre sobre os aspectos históricos da dor, diferenças entre a dor aguda e do crônica, fisiopatologia da sensibilização da dor crônica e suas opções terapêuticas.
“O que chamou a atenção da SPMFR foi citação pela repórter da recente aprovação do Conselho Federal de Medicina a respeito da especialidade que pode tratar/abordar dor. Esse flagelo, descrito recentemente pela OMS como um dos sinais e sintomas cardinais, sempre foi restrito aos neurologistas e anestesistas para especialização sobre o tema apesar de ser uma das maiores, senão a principal, queixa nas consultas do médico fisiatra. O fisiatra sabe tratar dor crônica como nenhuma outra especialidade porque ele consegue ver o paciente no sentido holístico, integral e completo, respeitando suas necessidades funcionais, sociais e psíquicas. Ele consegue oferecer abordagens não-medicamentosas, apesar de dominar a farmacologia dos analgésicos. Conhece a importância dos meios físicos, da cinesioterapia, da acupuntura, da mesoterapia, da terapia cognitivo-comportamental, da terapia por onda de choque, do agulhamento seco, da hidroterapia, só para citar algumas estratégias que podem ser abordadas para dor, uma das mais importantes causas de incapacidade e prejuízo da qualidade de vida dos pacientes”, discorreu a Sociedade Paulista de Medicina Física e Reabilitação, em nota oficial.
A reportagem, pontua a nota da SPMFR, informa sobre “o baixo contigente de especialistas em dor – 1100 médicos, o que corresponde a 0,3% da classe médica brasileira. Por isso, médicos fisiatras, reumatologistas, clínicos, neurocirurgiões, ortopedistas e acunpunturistas também podem se dedicar a tratar dor com mais foco”. E finaliza: “A resolução da CFM é mais um passo para a conquista do respeito e importância que a Fisiatria merece no cenário da medicina brasileira”.
Acerte o passo
Já tentou contar quantos passos você dá em meia hora de caminhada, na academia ou ao longo do dia? Não precisa nem fazer os cálculos, porque a gente sabe que os nossos pés não têm descanso mesmo! A dor e a dormência que vira e mexe sentimos são a prova disso. Portanto, nada mais justo e essencial do que cuidar bem dos nossos pés – a gente dá atenção a todo o resto, não é mesmo? E a saúde deles começa na escolha do melhor calçado. Então, antes de se exercitar, veja as dicas para você andar, correr, pedalar, ir ao clube ou entrar na academia com o pé direito!
Modelos, cores e tendências até ajudam a decidir qual tênis levar para casa, mas detalhes como o material, o solado, o sistema de amortecimento e a ventilação não podem passar despercebidos. É comprovado, inclusive, que muitas das lesões musculares e nas articulações causadas pela prática de exercícios físicos poderiam ser evitadas se déssemos atenção especial à escolha do calçado. Dessa forma, comprar um par de tênis não se resume em voltar os olhos apenas para a beleza do produto.
Segundo a ortopedista Flávia Junqueira, especialista em pés do CREB (Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo), no Rio, os calçados devem ser confortáveis, práticos e precisam se adaptar bem à nossa pisada. “É muito importante que eles tenham a forma dos pés e não que os pés se deformem para caber nos calçados”, frisa a médica.
De acordo com ela, está provado que sapatos apertados, por exemplo, causam deformidades nos pés. Assim, a principal “regra” na hora de escolher o calçado é: desde o primeiro momento em que você os coloca, sinta os seus pés confortáveis, sem nenhum ponto de pressão ou de atrito exagerado. “Procure comprar calçados no final da tarde ou no início da noite, depois de um dia normal de trabalho, porque nesse momento os pés estão um pouco inchados e sensíveis em virtude do esforço do dia”, ensina Flávia.
A ortopedista explica, ainda, que os calçados devem estar “folgados”, mesmo se você estiver usando meias. “Eles devem ter o formato dos seus pés e espaço suficiente para que você possa movimentar os dedos livremente. Além disso, o material deve permitir a ventilação e transpiração. Opte pelo couro ou pela lona, por exemplo, mas nunca pelo plástico”, aconselha a médica.
No caso dos calçados esportivos, cuja indústria deu um enorme salto de qualidade e tecnologia nos últimos anos, a especialista em pés do CREB condiciona a escolha do tênis ideal em função da atividade a ser praticada. “As diferentes coberturas, revestimentos internos, palmilhas, solas, tirantes e os mais variados modos de fixar o calçado nos pés visam à proteção do atleta ao mesmo tempo em que otimizam a sua atuação”, explica Flávia Junqueira.
De acordo com Christiane Elmazi, supervisora de varejo da rede Deny Sports, as empresas aprimoram cada vez mais os modelos de tênis levando em conta as características de cada esporte, mas é tanta variedade que é natural ficarmos perdidos em frente às vitrines. Por isso, ela nos deu as dicas de como escolher os melhores tênis para você se movimentar com conforto, alta performance e segurança.
Academia – os mais indicados são os cross training em nylon e couro, com amortecimento e reforço nos tornozelos e nas laterais dos pés. Os tênis são mais robustos para serem usados nas mais diversas atividades dentro da academia.
Corrida – os tênis devem ser em nylon, com bastante ventilação para que os pés não fiquem úmidos. Eles são mais leves e devem ter bom sistema de amortecimento para absorver o impacto do pé no chão.
Vôlei – opte pelos tênis em nylon com reforços em couro. O sistema de amortecimento também é importante para dar maior impulsão e amenizar o impacto na descida das cortadas.
Tênis – escolha um par de tênis em couro, com reforço na parte frontal, pois os tenistas raspam o bico do calçado na hora do saque. A sola deve ser lisa para que o atleta possa deslizar na quadra facilmente para pegar a bola.
Futebol – os calçados para futebol dividem-se em três categorias: campo, society e salão. Feitos em couro sintético (os top de linha são em couro de canguru), todos devem ter um bom sistema de amortecimento. As variações estão na sola. As chuteiras de futebol de campo têm travas mais altas para dar estabilidade no gramado. Já as de society têm travas mais baixas, ideais para grama sintética ou areia. As de futebol de salão têm solado em látex, oferecendo maior aderência ao piso.
Basquete – Os tênis devem ser em couro, ter cano alto para segurar a região dos tornozelos, evitando lesões, e amortecedor para absorver o impacto dos pulos.
Confira, ainda, algumas tecnologias empregadas por grandes marcas:
Olympikus – a tecnologia Tube é baseada nos sistemas antiterremoto usados em cidades como Los Angeles e Tóquio, onde as construções ficam apoiadas em blocos flexíveis tubulares capazes de absorver o impacto. Assim, os tênis com essa tecnologia possuem tubos em seu solado que permitem o deslocamento do ar, absorvendo grande parte do impacto.
Já o BoxSystem® é uma estrutura de sola com borracha resistente que garante aderência em pisos escorregadios. Além disso, o DuoFlow® protege os calcanhares. Essa tecnologia diminui o impacto na região, proporcionando estabilidade para as passadas e diminuindo o risco de lesões nas articulações e nos ligamentos.
Mizuno – a nova linha de tênis da Mizuno é baseada na tecnologia Dynamotion Fit, mecanismo que evita o estresse” do calcanhar, fazendo com que o movimento do pé interaja perfeitamente com o movimento do calçado, potencializando a performance e evitando o risco de lesões. O sistema especial de lingueta – 3D Tongue – proporciona ajuste a todos os tipos de pés.
Rainha – utilizando-se de moderna tecnologia de injeção e de uma formulação nobre de EVA, a marca apresenta a tecnologia Superleve de solados, que garante leveza, conforto, amortecimento, durabilidade e aderência. A marca conta, ainda, com o Rainha System, sistema de amortecimento interativo onde você escolhe a melhor combinação de acordo com o seu peso e condição de uso (tipo de terreno, frequência de uso, etc).
Reebok – são três novas linhas de tênis com tecnologias para diferentes tipos de atividades. A linha Diamond é ideal para caminhadas e para o uso em academia. Vem com cabedal em microfibra e acabamento em poliuretano, sendo bastante flexível e liberando a umidade facilmente. O fechamento é feito com duas tiras de velcro, permitindo ajuste exato ao pé, a entressola é em TPU, garantindo leveza, e a sola é feita em EVA 3D emborrachada, trazendo amortecimento e aderência ao solo. Além disso, há aplicação em refletivo, que traz segurança à noite.
A linha Equilibrium também é perfeita para academias e pistas de corrida, trazendo alta tecnologia na absorção de impacto, leveza e resistência. Já a linha SmoothFit Cushion é sem costura, feita com malha sintética de alta durabilidade, entressola de IMEVA para amortecimento, solado de borracha DMPRTEK, que também amortece, trazendo, além disso, tração e durabilidade, entre outras tecnologias.
Athletics – ponte de transição entre os elementos fashion e tecnológico, o sistema ATH Non Torsion (placa estabilizadora) tem a função de centralizar a pisada, além de dar uma levantada no look.
A dupla visual/funcionalidade também está presente na tecnologia Oxisys (bolhas de oxigênio). Composta por oito galerias de oxigênio interligadas, distribuídas pelo calcanhar, o sistema utiliza o deslocamento do ar entre as bolhas para potencializar a absorção de impacto.
A ATH Pro Gripp, solado emborrachado que cobre toda a região de contato com o chão, completa o solado. Sua função é aumentar a aderência ao solo, evitando escorregões e quedas. Para finalizar, os modelos contam com o reforço da palmilha ATH MAX. Por meio de uma camada de EVA de alta memória, a peça potencializa o amortecimento – chegando até a 90% – sem, no entanto, prejudicar a leveza dos tênis.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 1989
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619