Artrose no joelho
Aqueles que sofrem de artrose no joelho podem perder a agilidade, resultante dos sintomas da doença, ou seja, dores, fraqueza e dificuldade física. Estes pacientes tendem, também, a sofrer de hipertensão, diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares. Porém, este quadro tem como ser revertido através de exercícios, que podem causar a diminuição das dores e aumentam a qualidade de vida do paciente. O importante é o paciente praticar exercícios de forma contínua, que ajuda na produção de glycosoaminoglicanas na cartilagem, substância esta que é um indicador fundamental da propriedade viscoelástica.
Muitos pacientes vivem de forma restrita e sofrem constantemente com dores. A visita ao médico é de extrema importância para o acompanhamento clínico e medicamentoso adequado e personalizado; mas, em contra-partida, as consultas não podem se restringir a prescrição de medicamentos: o médico deve indicar e estimular o paciente a praticar exercícios, como aqueles dentro da água – hidroterapia -, caminhadas, bicicleta e até mesmo musculação. Tudo, porém, deverá ser analisado sempre caso a caso e após a avaliação e a orientação do médico reumatologista, ortopedista ou fisiatra.
Além de medicar e acompanhar o desenvolvimento do paciente, o médico deve orientar o paciente a encontrar o melhor caminho: o da atividade física.
1) informar ao paciente da importância e da necessidade de se exercitar;
2) motivá-lo, formulando um simples programa de exercício, que o paciente possa realizar sozinho e no momento que seja possível;
3) orientar a melhor forma de fisioterapia para o seu caso, podendo ser analgésica, preventiva ou de melhora da qualidade muscular.
Segundo um estudo feito nos Estados Unidos, com reumatologistas e pacientes com artrite reumatóide, aqueles que foram orientados a seguir um programa de exercícios por seu médico acabaram praticando a atividade física contínua e obtiveram algum tipo de melhora. No caso da artrose no joelho, o médico deve sempre conversar com o paciente sobre a necessidade e os benefícios do exercício.
O exercício deve começar em casa
Os pacientes que sofrem de uma forma mais branda de artrose no joelho podem se beneficiar de um simples programa de exercícios possíveis de serem feitos em sua própria casa. Porém, o ideal é que estes programas de exercícios sejam seguidos com supervisão, para seu correto cumprimento. No site www.kcl.ac.uk/gppc/escape encontra-se um programa para as primeiras 6 semanas, próprio para aqueles pacientes que estão lidando com a artrose no joelho.
O ideal é recomendar que o paciente inicie a atividade física com um programa de fortalecimento muscular e aumento da flexibilidade, combinado com caminhadas, ou até mesmo bicicleta, ou seja, exercícios básicos e fáceis de serem feitos em casa. No site www.the-rheumatologist.com, em “download issues”, pode-se baixar um programa de exercícios. É preciso incentivar os pacientes a praticarem os exercícios em casa, no momento apropriado, aliados ao tratamento medicamentoso ou fisiátrico proposto.
Evidências Mostradas em Estudos
Aprender como se exercitar corretamente é fundamental para a melhora do paciente, pois será através da prática de exercícios físicos que ele sentirá uma diferença a longo prazo. A continuidade e a disciplina na realização é que permitirá com que se sinta alguma diferença. Aqueles pacientes que iniciam estes tipos de programas apresentam uma melhora significante.
Estes programas poder ser encontrados nos sites:
-Arthritis Foundation Chapter programs:
www.arthritis.org/programs.php
-CDC State Arthritis Program:
www.cdc.gov/arthritis/state_programs/programs/index.htm
-Enhance Fitness, a senior exercise program developed by the University of Washington:
www.projectenhance.org
-A list of self-management programs, including chronic disease, offering in Spanish, and international locations:
http://patienteducation.stanford.edu.
Vale ressaltar que pacientes com artrose no joelho precisarão de instruções e supervisão específica, para que possam aprender, de forma precisa, como devem se exercitar.
A fisioterapia deverá ser indicada pelo médico fisiatra, reumatologista ou ortopedista em casos que:
• o paciente sinta dor;
• o paciente tenha suas funções limitadas;
• haja tentativas sem sucesso de se exercitar; e
• para aqueles que apresentam fraqueza nos joelhos ou até mesmo para os que sofrem com o desalinhamento do pé ou tornozelo.
A tabela 2 (ao final) apresenta os problemas mais comuns, que limitam a habilidade e a mobilidade do paciente, sendo necessário o tratamento com a fisioterapia.
Para controlar a artrose no joelho, o paciente deve se exercitar, pois será através destas atividades físicas que apresentará uma diminuição nas dores, melhorará sua qualidade muscular e amplitude articular e alcançará maior capacidade em sua rotina.
TABELA 1: guia e recomendações de exercícios em pacientes com artrose
Bibliografia: Ottawa Panel:Evidence-based Clinical Practice Guideline for AO
Recomendações:
-Alongamento dos membros inferiores, reduzindo as dores e aumentando a capacidade do paciente. Estes exercícios incluem a isometria, treinamento de resistência dos quadríceps, posterior da coxa e outras extremidades, incluindo o fortalecimento muscular, melhora na
mobilidade e coordenação motora.
– exercícios que utilizam todo o corpo são os melhores para o tratamento de pacientes que sofrem de artrose. São eles: caminhar e correr dentro da água, pois ajudam a fortalecer e, como conseqüência, diminuem as dores. Sugerimos iniciar a hidrginástica quando já liberado da hidroterapia.
Bibliografia: MOVE Consensus for Pain
Recomendações:
– Tanto os exercícios de alongamento quanto os aeróbicos podem reduzir as dores e melhorar a capacidade de movimentos dos paciente com artrose.
– Para que estes programas de exercícios apresentem resultados, é preciso que o médico alerte e informe o paciente sobre os benefícios da atividade física.
-Não há diferença entre resultados de exercícios praticados só ou em grupos. Por isso, o que vale é a preferência do paciente.
-O paciente deve adotar estratégia para fortalecer e manter a continuidade da atividade física, como por exemplo, levar consigo um parente ou amigo para se exercitar junto.
Bibliografia: 2002 Exercise and Physical Activity Conference
Recomendações:
1. Exercícios aeróbicos para o quadril e joelhos em pacientes com artrose:
• 3 A 5 vezes por semana durante 30 minutos por cada vez, com a freqüência cardíaca em no máximo 50-70%.
• Se estiver com sobrepeso, procure fazer uma dieta, além de praticar exercícios.
• Se reeducar para a continuidade e importância de se exercitar.
2. Reabilitação neuromuscular para pacientes com artrose no joelho:
• Deve o paciente se ater a exercícios dos membros inferiores, resultando em fortalecimento, melhor coordenação motora, equilíbrio, capacidade em suas funções e melhor forma física.
• Os programas de exercícios somente irão trazer resultados se forem feitos durante longos períodos de tempo.O paciente deve acompanhar sua evolução com o seu médico.
TABELA 2: os benefícios do programa de reabilitação para aqueles que sofrem de artrose
Dificuldades e limitações: dores
Sintomas:
– dores antes e durante as atividades físicas.
– dores enquanto parado.
Intervenção da fisioterapia:
– estimulação elétrica neuro transcutânea
– acupuntura
– termoterapia
Resultados: diminuição das dores
Dificuldades e limitações: desalinhamento
Sintomas:
– genuvalgo ou genuvaro
– pronação dop tornozelo
– pés com tamanhos diversos
Intervenção da fisioterapia:
– uso de orteses
Resultados:
-melhoras biomecânicas
– diminuição das dores
Dificuldades e limitações: medo de se exercitar
Sintomas:
Aqueles que obtiveram uma experiência ruim no passado com atividades físicas ficam amedrontados e evitam se exercitar
Intervenção da fisioterapia:
– programas individuais e personalizados de ativdades físicas
– supervisão durante estas atividades para que haja um feedback
Resultados:
experiência com muito sucesso e melhora na aderência
Dificuldades e limitações: fraqueza
Sintomas:– dificuldade para se levantar sem usar os braços como apoio
– fraca contração muscular
– dificuldade de se levantar na ponta do pé repetitivamente
Intervenção da fisioterapia:
– treinamento neuromuscular e de equilíbrio
– uso de estimulador elétrico
Resultados:– maior capacidade em suas funções
– diminuição da dor
– melhora no equilíbrio
Dificuldades e limitações: medo de se exercitar
Sintomas:
Aqueles que obtiveram uma experiência ruim no passado com atividades físicas ficam amedrontados e evitam se exercitar
Intervenção da fisioterapia:– programas individuais e personalizados de ativdades físicas
– supervisão durante estas atividades para que haja um feedback
Resultados:
experiência com muito sucesso e melhora na aderência
Dificuldades e limitações: falta de condicionamento físico
Sintomas:
cansaço após 10 minutos ou menos de caminahda leve
Intervenção da fisioterapia:
exercícios aeróbicos progressivos
Resultados:
melhora da forma física do paciente, diminuindo as dores
Dificuldades e limitações: perda de movimentos
Sintomas:
– não consegue flexionar os joelhos
– dificuldade de estender o joelho contra a gravidade
– perda de movimento no quadril e nos tornozelos
Intervenção da fisioterapia:– programa de flexibilidade, alongamento e equilíbrio
– terapia manual
Resultados:
diminuição de dores e aumento na capaidade de se movimentar/locomover
Ioga é ideal para prevenir dor nas costas
Um mal que não escolhe sexo nem idade, e aflige 80% dos adultos, tem solução com a prática de uma filosofia milenar: a ioga. Estudo realizado pelo Group Health Research Institute, em Seattle, nos Estados Unidos, com 228 participantes, mostrou que a prática das posturas e dos exercícios de respiração da ioga previne e alivia as dores crônicas nas costas, principalmente lombares. Depois de algumas semanas, os voluntários ganharam até mais mobilidade, segundo a pesquisa, que foi publicada na revista científica “Archives of Internal Medicine”.
Os participantes foram divididos em três grupos: um só praticou ioga, outro alongamento e último recebeu um livro de autoajuda com dicas de exercícios para o alívio de dores nas costas. Eles assistiram a doze aulas semanais, todas da modalidade Viniyoga – na qual as posturas são adaptadas de acordo com a condição de cada aluno -, com duração de uma hora e 15 minutos cada. Na avaliação dos resultados, o grupo da ioga relatou resultado um pouco melhor do que o grupo de
alongamento (foram usados 15 diferentes exercícios, num total de 52 minutos). Depois, os voluntários foram vistos em seis semanas, doze semanas e seis meses.
– Nossos resultados sugerem que tanto a ioga quanto o alongamento são opções boas e seguras para pessoas que querem praticar atividade física para aliviar dor moderada nas costas – diz Karen Sherman, líder do estudo.
Coaracy Nunes Neto, diretor da Blyss Yoga, em Ipanema, não se surpreendeu com a conclusão do estudo americano. Ele explica que a ioga vê a coluna vertebral como a parte principal do corpo. A força da gravidade pressiona o esqueleto para baixo, comprimindo as vértebras e os movimentos. A ioga corrige isso.
– A ioga evita que as cartilagens entre as vértebras se extravasem, prevenindo hérnia de disco, por exemplo – diz Coaracy.
E, apesar de os pesquisadores terem usado a Viniyoga na experiência, Coaracy afirma que todas as modalidades ajudam na prevenção das dores. O importante é o praticante seguir três regrinhas, ensina: respirar no seu próprio ritmo, manter a coluna erguida e o coração aberto. E isso não vale somente para aulas de ioga, mas para a vida em geral: Ele lembra que a nossa coluna é formada por duas curvas, uma no pescoço e outra na lombar; ela vai para os lados, para frente e para trás e gira em espiral, todo o tempo. Esses movimentos são feitos durante as aulas de ioga, que trabalha também a consciência corporal, sincronizando os exercícios físicos e com a respiração.
– Na nossa coluna tem um canal sutil, invisível, chamado sushumna nadi, no qual passa a energia da iluminação, um objetivo da prática da ioga, se a estrutura estiver saudável. Ou seja, para ioga a
coluna é tudo – comenta.
Deborah Weinberg, do Espaço Bellini, indica ioga para tratamento de dores nas costas.
– Acredito que existam poucos exercícios de fortalecimento das costas como os da ioga – comenta.
– Eu dou aulas de Iyengar e confio muito no método por sua atenção ao detalhe e alinhamento postural.
Rodrigo Kaz, especialista em medicina do esporte pela Universidade de Pittsburgh, afirma que doenças da coluna, em princípio, não são contraindicações à prática de ioga, mesmo em casos de corcunda (hipercifose) e hérnia. Porém é necessária a avaliação médica prévia. Algumas modalidades, como Asthanga e Power ioga, exigem mais preparo e podem não ser recomendadas para quem tem problemas de coluna. Portanto, é melhor consultar seu professor e médico para saber qual é o método adequado ao seu caso, se o objetivo for alongar e fortalecer a coluna e o tronco.
– Com as posturas e os exercícios de respiração, a ioga relaxa a musculatura e melhora a flexibilidade. É ótima opção no controle de dores ou na prevenção das mesmas. Assim como pesquisadores americanos, acho que a ioga deve ser personalizada, adaptada às limitações de cada um – diz.
Maioria dos amputados ainda sentem o membro amputado
Maioria dos amputados ainda sentem o membro amputado
É verdade, e há explicação para isso: em sua maioria, pessoas que sofreram algum tipo de amputação ainda sentem o membro amputado. É o que a medicina chama de dor do membro fantasma. Estudos científicos indicam que de 90% a 98% dos pacientes sofrem do membro fantasma logo após a amputação ou perda do membro, tanto inferiores quanto superiores.
“O membro fantasma é a sensação de que um membro removido ou amputado ainda está presente ali, desempenhando suas funções. A pessoa amputada geralmente ainda sente sensações daquele membro, inclusive dor. Tal situação acontece devido às alterações que ocorrem no córtex do cérebro, após a amputação de um determinado membro. O cérebro ainda recebe sinais a partir das terminações nervosas que originalmente são fornecidas por sinais deixados pelo membro amputado”, explica o fisiatra Antônio D’Almeida Neto, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
A clínica conta com um setor de reabilitação para amputados de membro inferior, tanto em fase pós-operatória mediata, visando preparo de coto, quanto na fase de protetização. O Dr. Antônio esclarece que pacientes amputados podem sentir até cócegas, contrações, formigamento, fisgadas, dormência e dor aguda, e também frio e calor. “Podem ser sintomas leves para uns, mas para outros debilitantes e que interferirem nas atividades o dia a dia. Entre os fatores de risco que contribuem para essa síndrome estão dor ou infecção antes da amputação, presença de coágulos de sangue no membro amputado, amputação traumática e o tipo de anestesia utilizada durante a amputação”, afirma o fisiatra do CREB.
O Dr. Antônio ressalta que há tratamento, utilizando-se relaxamento muscular, biofeedback e acupuntura, além de medicamentos. Cada caso é analisado individualmente. O CREB conta com um ginásio específico, com o que de melhor existe em termos de avaliação e equipamentos, bem como orientação na escolha da melhor e mais adequada prótese para cada caso.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 1989
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619