Médico fisiatra. Você certamente já precisou de um
Talvez você ainda não tenha feito uma consulta com um médico fisiatra, mas certamente já precisou de um. Afinal o médico fisiatra é o especialista que atende pessoas de todas as idades, inclusive crianças, e que estejam com alguma dor regular, que po...
Talvez você ainda não tenha feito uma consulta com um médico fisiatra, mas certamente já precisou de um. Afinal o médico fisiatra é o especialista que atende pessoas de todas as idades, inclusive crianças, e que estejam com alguma dor regular, que pode até interferir nos movimentos e na sua qualidade de vida. O fisiatra trata de doenças que vão de uma simples lombalgia – inflamação da lombar – a lesões com sequelas de um derrame cerebral, por exemplo.
A fisiatria é reconhecida como uma especialidade médica desde 1947, ano em que foi aprovada pela The American Board of Medical Specialties (Câmara Americana de Especialidades Médicas). Seu objetivo é restabelecer as funções do movimento prejudicadas por doenças na coluna vertebral, músculo, tendões, ligamentos e o osso. Muitas vezes, o fisiatra se associa a outros profissionais de saúde, como médicos de outras especialidades e fisioterapeutas, entre outros.
– O médico fisiatra trata de seus pacientes olhando-os como um todo. Não nos limitados apenas nos sintomas apresentados. O paciente é um indivíduo e tem que ser olhado de uma forma ampla, para que posamos compreender o que ele tem e como podemos ajuda-lo a recuperar a sua saúde e sua qualidade de vida. – explica Antônio D’Almeida, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Sendo assim, você deve procurar um fisiatra quando sofrer uma lesão que provoca dor e atrapalha seus movimentos, quando sente seu funcionamento físico limitado por alguma doença, quando tem dores crônicas na coluna, se sofrer uma lesão por esforço repetitivo (LER), se precisa se recuperar de uma cirurgia e se teve um acidente vascular cerebral, entre outros motivos.
– A fisiatria utiliza protocolos que podem incluir hidroterapia, acupuntura, RPG, Pilates, cinesioterapia e fisioterapia analgésica, Terapia por Ondas de Choque (TOC), reabilitação do movimento com toxina botulínica em pacientes pós acidente vascular cerebral e viscossuplementação para reabilitar e tratar a artrose de joelho muitas, vezes evitando cirurgia para devolver ao paciente a mobilidade, amplitude articular e a qualidade de vida perdida. Tratamento medicamentoso também é utilizado e o tratamento é absolutamente individual – finaliza o médico do CREB
Terapia por Ondas de Choque é utilizada em feridas crônicas de pele de pacientes com diabetes tipo II
A Terapia por Ondas de Choque – TOC – é um método praticamente indolor e não invasivo, através de ondas acústicas, que vem sendo utilizado com sucesso em substituição a vários tipos de cirurgia e é o que de mais novo há no tratamento das dores do sistema músculo esquelético, cuja eficácia já alcança a impressionante marca de 70 a 85% de bons resultados em pacientes que não obtiveram melhoria com outros tratamentos.
Mas a TOC começa a ser utilizada para outras patologias, também com sucesso, ampliando seu campo de atuação. No Congresso Mundial de Ortopedia, associado ao Congresso da Sociedade Internacional de Terapia por Ondas de Choque, que aconteceu no ano passado, em Toronto, no Canadá, foi relatada a experiência com pacientes diabéticos do tipo II, portadores de feridas crônicas não cicratizáveis. Estudos documentados comprovaram um resultado muito positivo após a aplicação de em média 15 sessões da TOC. “Essas feridas estão localizadas principalmente nas pernas ou nos pés e com a TOC conseguiu-se uma grande redução das feridas e até casos de cicatrização”, explica o fisiatra e reumatologista Antônio Rodrigues d’Almeida, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo ele, no próprio CREB há 4 casos documentados de sucesso de aplicação da TOC em paciente com diabetes tipo II. “Atendemos a quatro pacientes que apresentavam quadro de pés diabéticos. E após 15 sessões da TOC a resposta foi muito positiva, com redução acentuada das feridas e granulação de cicatrização. Um paciente tinha uma ferida na perna, com 18 centímetros em seu maior diâmetro e 2 centímetros de profundidade. Ao término das sessões, a ferida ficou com 6 centímetros em seu maior diâmetro e apenas 0,5 centímetro de profundidade, meio granulado, sendo encaminhado o paciente para enxerto de pele. Este caso está documentado fotograficamente”, conta o médico.
O tratamento da TOC é feito em consultório médico, por médico capacitado. Na maioria dos casos, a eficácia da TOC é percebida logo após as duas primeiras aplicações. Não há internação e também minimiza o uso crônico de medicações, reduzindo efeitos colaterais e os gastos com medicamentos. Segundo o Dr. Antônio Rodrigues d’Almeida, o uso da TOC em pacientes com diabetes tipo II continua sendo estudado no mundo inteiro e certamente apresentará evoluções.
Tendinite provoca dor, vermelhidão e edema. E pode tirar Cristiano Ronaldo da Copa
Dor, vermelhidão, edema e até perda funcional parcial do tendão ou tendões envolvidos do joelho, como no caso do jogador português Cristiano Ronaldo, podendo ser, também, em outras articulações, são as consequências de uma tendinite, inflamação no tendão, uma das maiores queixas dos pacientes que se dirigem aos consultórios dos ortopedistas. O fundamental é procurar um especialista, que irá avaliar o grau da lesão e propor o melhor tratamento, medicamentoso e que inclui protocolos que envolvem fisioterapia, eletroterapia, acupuntura, hidroterapia e Terapia por Ondas de Choque (TOC).
“Nossos músculos têm a função de promover o movimento. Em suas extremidades, existe uma transição entre o tecido muscular e o tecido fibroso, que se adere à parte óssea. Tendão é o nome desse tecido altamente resistente e fibroso. Mas nós exercitamos os nossos tendões o dia inteiro, seja caminhando ou praticando atividade física. Um movimento abrupto ou excessivo pode provocar uma inflamação. Quando isso acontece, o ideal é interromper qualquer exercício e mesmo uma caminhada. As vezes, a dor inicial não é tão intensa e a pessoa resolve continuar sua caminhada. E um especialista deve ser consultado”, explica o Dr. Antônio D’Almeida, fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo ele, é preciso evitar que uma simples lesão se transforme em um caso mais complicado, muitas vezes incapacitando para muitas atividades. “Em alguns casos, contamos, aqui no CREB, com a TOC – Terapia de Ondas de Choque -, que segundo estatísticas internacionais resolve 80% dos casos que o tratamento tradicional não dá conta. A Terapia de Ondas de Choque na realidade não é com choques, e sim com ondas acústicas.É uma terapia não invasiva e geralmente indolor, de fácil realização, aplicada em consultório, que em poucas sessões oferece resultados satisfatórios”, acrescenta o Dr. Antônio.
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