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Uso regular de salto alto: problemas à vista

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A Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, promoveu uma pesquisa que comprova que o uso de sapato de salto alto pode causar danos à saúde da mulher.

Através de sensores, câmeras e outros modernos equipamentos de baropodometria, como o utilizado no CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia -, os pesquisadores mediram as forças e ondas de choque nos pés de mulheres, entre 18 e 40 anos, enquanto caminhavam com sapatos com saltos de cinco e 7,5 cm.

A pesquisa mostrou que o uso do salto alto altera a postura, causando a inclinação do tornozelo para dentro e desestabilizando as articulações. Também foi observada uma carga bem maior sobre os joelhos, especialmente quando se usava sapato com 7,5 cm de salto.

Outra pesquisa, desta vez realizada na Inglaterra, constatou que mulheres que usavam salto alto ao menos cinco vezes na semana tinham os músculos da panturrilha até 13% menores do que mulheres que usam sapato de salto baixo ou tênis. Além disso, o tendão de Aquiles destas mulheres que usam sapato de salto alto regular era mais rígido e grosso. Essas mulheres disseram que sentem dor na panturrilha quando caminham sem sapatos.

“O uso regular de sapato de salto alto é ruim e dores são consequência disso. As mulheres que usam salto alto sabem disso. Mas quanto maior o salto e mais regular o uso, maior é o risco do desenvolvimento de doenças como a artrose. O uso frequente de sapatos com salto alto provoca o encurtamento nos músculos da parte de trás da perna, danos à coluna, dores no joelho, calosidades, joanetes e unhas encravadas, entre tantos outros possíveis problemas. E isso piora ainda mais quando falamos de adolescentes e jovens, que estão em um período em que o corpo ainda está moldando a postura”, explica o ortopedista Marcio Taubman, do CREB.

– O uso de sapato de salto alto, por horas seguidas, como é tão comum, pode trazer sérios problemas para a mulher. Causa alterações sensíveis na postura e na marcha e isso, a  longo prazo, gera dor, desequilíbrio muscular, estresse articular e até degeneração nas articulações. Outro problema que encontramos é o uso de sapatos menores do que o tamanho do pé e sapatos de bico fino. Isso realmente contribui para o aparecimento de problemas que podem ser sérios. Se a pessoa sente dores nos pés, joelho, quadril, tornozelo ou coluna, deve fazer uma avaliação com um especialista. Há um moderno exame,  chamado de baropodometria dinâmica,  que é capaz de oferecer essas informações, que ajudarão a identificar o diagnóstico e a melhor orientação de tratamento – diz o médico do CREB.


Uma postura correta significa uma maior qualidade de vida

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De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), os problemas relacionados à coluna só perdem para doenças psiquiátricas e doenças ocupacionais relacionados ao trabalho (DORT) e lesões por esforço repetitivo (LER). Ou seja, estão em 3º lug...

De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), os problemas relacionados à coluna só perdem para doenças psiquiátricas e doenças ocupacionais relacionados ao trabalho (DORT) e lesões por esforço repetitivo (LER). Ou seja, estão em 3º lugar no número de queixas e afastamentos do trabalho. Trata-se de um assunto muito sério, ainda mais quando nos deparamos com as estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS): 85% da população mundial teve, têm ou terá dores na coluna.

Uma postura correta garante uma maior qualidade de vida, evitando uma série de problemas de coluna. E a boa notícia é que cuidar da postura ao realizar as atividades do dia a dia é muito mais simples do que se imagina.

– As pessoas geralmente se curvam para abaixar. Ao realizar o movimento desta forma, as costas poderão sofrer uma lesão. Ao carregar peso ou durante a atividade física, lesões também podem ocorrer. A posição correta ao abaixar com maior conforto é flexionando ou apoiando os joelhos no chão. Jamais sobrecarregue suas costas, curvando-se ao pegar algum objeto pesado no chão. É preciso flexionar os joelhos para dividir o peso do corpo e da carga com as pernas. E jamais tente levantar algum peso que está acima de sua capacidade. Procure ajuda – explica Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo e professor de reumatologia da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Alongamento é importante e ajuda a relaxar

Segundo ele, é preciso ter cuidado quando se passa horas diante de um computador:

– Muitos trabalhadores que passam horas em frente ao computador se queixam de dores na coluna lombar e cervical. É preciso manter a cadeira próxima à mesa de trabalho. As costas devem estar retas e totalmente apoiadas no encosto. Uma boa dica é observar a altura da cadeira, para que a mesa fique numa determinada altura que possibilite que seu cotovelo forme um ângulo próximo a 90 graus e os ombros fiquem relaxados. Os pés devem ficar apoiados sobre o chão ou em um apoio apropriado. As pernas também devem formar um ângulo de 90 graus. De tempos em tempos, é bom interromper o trabalho para levantar e esticar o corpo. Alguns exercícios de alongamento são importantes e lhe ajudarão a relaxar – finaliza o médico do CREB.


É na infância que começamos a tratar da saúde da nossa coluna

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Ao contrário do que se possa imaginar, crianças também sentem dores na coluna. Elas não estão imunes a este problema tão sério que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atinge a 85% da população mundial. A OMS garante que 85 pessoas em cada...

Ao contrário do que se possa imaginar, crianças também sentem dores na coluna. Elas não estão imunes a este problema tão sério que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atinge a 85% da população mundial. A OMS garante que 85 pessoas em cada 100, incluindo crianças, sentiram, sentem ou sentirão dor de coluna. No caso dos pequenos, vícios de postura, sedentarismo, obesidade e as pesadíssimas mochilas escolares são os principais motivos para dores na coluna.

 É na infância que é mais fácil e adequado fugir dessa estatística.

As crianças fazem parte da estimativa da OMS, mas é justamente na infância que é mais fácil e adequado fugir dessa estatística. É o que apontou, por exemplo, uma pesquisa feita na Bélgica, por dois anos consecutivos, com 190 crianças, de nove a 11 anos. Esse grupo participou de um amplo programa de conscientização e correção de postura, e foi comparado a um outro grupo, com 170 crianças com as mesmas idades, que não foi submetido ao tal programa. O grupo que participou do programa apresentou apresentaram menos queixas de dor nas costas e desenvolveram uma postura correta, inclusive ao sentar, em sala de aula.

Buscar uma coluna saudável, desde a infância, é um grande investimento na nossa saúde. Os pais devem estar atentos a isso, pontua o ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – Márcio Taubman. “Definitivamente, a prevenção é o melhor investimento. Quanto mais cedo a gente se preocupar com a saúde de nossa coluna, mais chances a gente tem de não sofrer de dores na coluna. Os pais devem estar atentos e orientar seus filhos sobre a correta postura, e isso vai fazer toda a diferença no futuro. É fundamental que os pais levem seus filhos para uma consulta de avaliação e orientação. Quanto mais cedo começarem as medidas de prevenção, menos doenças de coluna elas terão no futuro”, afirma o Dr. Márcio.

 



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