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Congresso Americano de Reumatologia apresenta novos medicamentos e tratamentos

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Congresso Americano de Reumatologia apresenta novos medicamentos e tratamentos

Realizado de 8 a 13 de novembro, em Atlanta, nos Estados Unidos, o Congresso Americano de Reumatologia (ACR- American College of Rheumatology) reuniu especialistas de todo os cinco continentes e apresentou inovações, novos tratamentos métodos diagnósticos e medicamentos na área de reumatologia.

“Uma grande novidade apresentada nesse congresso foi um novo tratamento para artrose moderada a severa de joelho. Um novo fármaco, estudo ainda em fase 3, atua inibindo a vias de osteoproliferação (via wnt), resultando em alívio da dor, redução da inflamação e regeneração da cartilagem.

Caso aprovado, o novo fármaco promete ser uma grande opção de tratamento para artrose de joelho”, informa o reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – e reumatologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Dr. Haim Maleh, que esteve presente ao evento.

Segundo ele, outro ponto de destaque foi o lançamento cada vez mais de drogas biológicas e moléculas cada vez mais guiadas para inibição de interleucinas específicas na artrite reumatoide , artrite da psoríase, lúpus e vasculites. “Também tivemos o lançamento de novas drogas para o tratamento da Gota e da Osteoporose.

Essas drogas futuramente devem estar disponíveis no Brasil”, acrescenta o Dr. Haim, que destaca, ainda, a atualização de novos consensos de tratamento, principalmente das vasculites, doenças autoimunes que levam a inflamação dos vasos, com manifestações na pele, rins e pulmões. “Esses novos consensos guiam o reumatologista no esquema de tratamento dessas doenças, que são graves e complexas”, explica ele. O médico do CREB disse que o evento permitiu uma riquíssima troca de experiências, além da oportunidade de aprimoramento profissional, e que replicará aos colegas da clínica todo conhecimento adquirido.


Capsulite adesiva tem tratamento

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A Capsulite adesiva, também conhecida como “ombro congelado”, apresenta dor e rigidez da articulação glenoumeral aos movimentos realizados passivamente. Segundo a fisioterapeuta Júlia Cavalcante Xavier, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, em geral a doença se dá devido à longos períodos de imobilidade que causam o desuso da articulação.

A doença tem três fases: a congelante, a adesiva e a de resolução

“Na capsulite adesiva, ou “ombro congelado”, ocorre um processo inflamatório dentro da articulação que leva a uma redução progressiva do fundo de saco axilar, a um encurtamento de todos os ligamentos, a formação de aderências e a um aumento da espessura da capsula a qual perde seu alongamento”, explica a fisioterapeuta. Segundo ela, a causa desta patologia não é muito bem definida, por conta de uma variedade de fatores que contribuem com a rigidez articular.

O ortopedista Ricardo Sheps, do CREB, acrescenta que mesmo em repouso, o paciente sente uma dor intensa, principalmente pela noite. “A mobilidade torna-se rapidamente limitada em todos os movimentos do ombro.  Ocorre um processo inflamatório dentro da articulação levando ao encurtamento de todos os ligamentos, a formação de aderências e ao aumento na espessura da cápsula”, explica o médico.

A doença tem, segundo explica o médico do CREB, três fases: a fase congelante e dolorosa, que dura de dez a 26 semanas e há aumento gradativo da dor; a fase adesiva, de 4 a 12 meses, quando a dor começa a diminuir, e a fase de resolução, de 12 a 42 meses, quando há melhora progressiva do ombro. “O diagnóstico é feito por exame de radiografia e clínico”, diz ele.

A boa notícia é que a doença pode ser tratada e curada. “Dentro dos tratamentos fisioterapêuticos convencionais mais utilizados estão a crioterapia, recursos de eletroterapia e termoterapia, a cinesioterapia convencional ou a utilização de técnicas manuais específicas, todas com o objetivo de aliviar a dor e retomar a biomecânica normal da articulação do ombro. O alongamento é uma manobra terapêutica, que tem como finalidade aumentar o comprimento de estruturas que foram encurtadas devido a patologia. A mobilização passiva das articulações também pode ser uma das técnicas de tratamento, com a intenção de soltar a articulação e nutrir a cartilagem com a estimulação da produção de líquido sinovial, com o objetivo de “soltar” a articulação do ombro. A fisioterapia pode ser associada a termoterapia e cinesioterapia objetivando aumentar a amplitude de movimento do membro superior afetado. Quanto mais precoce, melhor o prognóstico do paciente, sendo a fisioterapia imprescindível para o retorno do paciente as atividades de vida diária, pois a capsulite limita muito o movimento do indivíduo”, finaliza o Dr. Ricardo.


O que são Trigger Points ou Pontos de Gatilho?

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Os pontos de gatilho são nódulos musculares palpáveis, podendo gerar dor espontânea, ou quando são pressionados

Sabe aquela dor na coluna, na altura do pescoço, que se irradia ao longo da musculatura até o meio dos ombros? Você  já passou por isso? Esse quadro de dor localizada pode ser um trigger point, também conhecido como ponto de gatilho.

Os pontos de gatilho são nódulos musculares palpáveis, podendo gerar dor espontânea, ou quando são pressionados. Não há sinais inflamatórios, vermelhidão ou calor sobre a região. Suas causas podem ser trauma, esforço, desvios posturais, sobrecarga muscular e até mesmo, estresse emocional.

Segundo o fisiatra e reumatologista do CREB, Dr. Antônio D’Almeida, para realizar o diagnóstico é fundamental uma avaliação médica e exames específicos, para identificar a causa do ponto de gatilho, como a ultrassonografia.

O tratamento pode ser realizado através de medicação, porém técnicas fisioterápicas são grandes aliadas, auxiliando no alívio da dor e promovendo melhora na qualidade de vida.

COMO IDENTIFICAR UM PONTO DE GATILHO?

Dor ao pressionar um ponto muscular;
Aumento da tensão no músculo dolorido;
Diminuição da amplitude de movimento;
Alívio da dor ao realizar o alongamento do músculo;
Identificou os sintomas? Fale com o seu médico.

Dr. Antonio D’Almeida Neto
Médico Reumatologista e Fisiatra; Especialista em Reumatologia, Osteopatia, Medicina Física, Reabilitação e Terapia por Ondas de Choque; Ex Presidente da SBMTOC; Ex Presidente da Ibero Americana de Ondas de Choque.


Este artigo é meramente informativo e não deve ser utilizado para autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte um médico.



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