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Saiba o que é a Fascite Plantar

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A fascite plantar é uma doença de característica inflamatória da membrana de tecido conjuntivo que recobre a parte inferior do pé, se estendendo do osso calcâneo aos dedos.

Esse tipo de lesão é provocado por repetidas trações na fáscia plantar no ponto de inserção do calcâneo, levando a micro lesões da aponeurose.

“A aponeurose é um tecido de grande importância para o equilíbrio e apoio para as arcadas longitudinais do pé. Isso explica o quadro doloroso mediante a desorganização das fibras que geram tensão muscular, surgindo tentativas de adaptação e compensação do organismo para o controle do desequilíbrio. Sua manifestação e sua sintomatologia é mais evidente pela manhã, ou após um período de descanso, devido a tendência da retração da fáscia em repouso”, explica Handerson Meurer, Coordenador de Fisioterapia do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

Segundo ele, em alguns casos mais duradouros, se instalando uma lesão crônica, as forças de tensão da fáscia e dos músculos que se inserem no tendão do calcâneo, estimulam a formação de espículas ósseas, que são conhecidas popularmente como esporão de calcâneo.

“Os fatores mais conhecidos como influenciadores para o aparecimento da lesão são: erros de exercícios físico, calçados sem amortecimentos para o calcanhar e em mal estado, alterações morfológicas do pé, diminuição da força de flexão plantar e entre outras atividades de esforço repetitivo ao calcâneo”, conclui o fisioterapeuta.


Manipulação vertebral está disponível no CREB

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Conjunto de manobras e técnicas físicas, feitas a mão e sem aparelhos, a manipulação vertebral tem como objetivo o desarme de pontos gatilho-vertebrais (trigger-points) que são os locais, na coluna vertebral, onde a dor se origina. “A manipulação ver...

Conjunto de manobras e técnicas físicas, feitas a mão e sem aparelhos, a manipulação vertebral tem como objetivo o desarme de pontos gatilho-vertebrais (trigger-points) que são os locais, na coluna vertebral, onde a dor se origina. “A manipulação vertebral realiza pequenos reajustes das facetas intervetebrais, e como consequência temos o relaxamento muscular e o alívio da dor. É uma excelente opção para diversos quadros, como dores de coluna lombar, cervical, dores do meio das costas, dores erradicadas para os braços ou pernas, tonteiras, formigamentos, entre outros”, garante o fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – Dr. Antônio d’Almeida, um dos poucos médicos especializados em manipulação vertebral no Brasil,  formado nesta técnica há 20 anos, na França.

52% das enxaquecas são de origem muscular

 

Segundo ele, as estatísticas comprovam que 52% das enxaquecas são de origem muscular, que aparecem a partir de um pequeno desalinhamento entre as 2ª e 3ª vértebras cervicais.

“Em uma sessão eliminamos a dor e com mais alguns encontros realinhamos a coluna e a enxaqueca some”, garante o médico. Ele explica que há três técnicas que se utilizam da mobilização vertebral, cada qual com suas particularidades: a oriental, chamada quiropraxia, a linha americana, conhecida como osteopatia e a linha européia, a manipulação vertebral. “A osteopatia pode ser praticada, por exemplo, por fisioterapeutas, mas apenas e tão somente médicos podem exercer a manipulação vertebral. As estatísticas mostram as diferenças entre as técnicas: segundo os estudos, 23,5% dos atendimentos de quiropraxia produzem algum tipo de lesão leve ou moderada no paciente; 10,5% dos atendimentos de osteopatia produzem essas lesões e apenas em 2,75% dos casos atendidos por um manipulador vertebral geram problemas posteriores”, acrescenta ele.

O Dr. Antônio pontua que a manipulação vertebral está disponível no CREB. Na primeira sessão, é feita uma radiografia da coluna do paciente para se identificar desalinhamentos. Já nesta consulta o trabalho de manipulação vertebral é iniciado. E os resultados são excelentes. “Em casos de lombalgia, por exemplo, temos uma melhora de até 80% dos pacientes e em caso de hérnia de disco a melhora chega a 52%”, relata o médico do CREB.


A atuação do médico fisiatra

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Aprimorar e restaurar a capacidade funcional e, principalmente, a qualidade de vida de pessoas com algum tipo de deficiência física ou outro tipo qualquer de limitação momentânea.

Esse é, em suma, o papel do médico fisiatra, ramo da medicina também conhecida como medicina física e de reabilitação.

O médico fisiatra é especializado em cuidar de pacientes com lesões nos músculos, ossos, ligamentos e, ainda, no sistema nervoso. As alterações da marcha, sejam por alterações neurológicas, ortopédicas ou reumatológicas, bem como lesão na medula espinhal, pacientes que sofreram acidente vascular cerebral (AVC), lesão cerebral traumática e outras lesões debilitantes são algumas das doenças avaliadas e tratados pelo fisiatra.

O fisiatra buscará promover a melhora da qualidade de vida do seu paciente

Para tratar destes pacientes, o médico fisiatra pode contar e liderar uma equipe multidisciplinar, que inclui fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e assistentes sociais. A principal função e objetivo do médico fisiatra é ajudar a pessoa momentaneamente incapacitado a otimizar suas habilidades e recuperar a qualidade de vida perdida. Por meio de medidas e orientações fisiátricas, é possível aliviar a dor, restabelecer movimentos e oferecer a qualidade de vida que todos nós merecemos ter.

Histórico – A fisiatria é uma especialidade recente. Foi criada em 1947, nos Estados Unidos, quando um conselho independente de medicina física foi estabelecido sob a autoridade do American Board of Medical SpecialIties. Na primeira metade do século 20, as especialidades não oficiais medicina física e reabilitação se desenvolveram em separado, embora ambos tratassem de pacientes em situação semelhante, ou seja, com lesões incapacitantes. Frank H. Krusen foi o pioneiro da fisiatria, enfatizando o uso de agentes físicos, como a hidroterapia e oxigênio hiperbárico, por exemplo. O termo fisiatria foi criado por ele em 1938.

A fisiatria ganhou um espaço cada vez maior durante as duas guerras mundiais, no tratamento de soldados e civis feridos. O médico Howard A. Rusk tornou-se o pioneiro da fisiatria, após ser nomeado para reabilitar pilotos da força aérea norte-americana, durante a segunda guerra mundial.

Em 1943, o Comitê Baruch, liderado pelo filantropo Bernardo Baruch, definiu a especialidade como a combinação da medicina física e reabilitação. Este comitê arrecadou fundos e os distribuiu para a adoção de programas de treinamento e pesquisa em todos os Estados Unidos. Em 1949, finalmente, a especialidade mudou seu nome para medicina física e reabilitação, ou fisiatria.

Subespecialidades da Fisiatria

Há seis subespecialidades da fisiatria: medicina neuromuscular, analgésico, medicina da reabilitação pediátrica, medicina da lesão da medula espinhal, medicina esportiva e medicina de lesões cerebrais. Há, ainda, o estudo mais específico das áreas hospitais e medicamentos paliativos, manejo da dor musculoesquelética, fisiatria da intervenção, reabilitação cirúrgica, reabilitação reumatológica, obesidade e outras modificações na doença de estilo de vida, reabilitação cardiopulmonar, cuidados de amputados e reabilitação do câncer.

A medicina neuromuscular inclui doenças que afetam parte do sistema neuromuscular, como os nervos periféricos (os braços, as pernas, o rosto e o pescoço), os neurônios motores musculares e a junção neuromuscular (onde os nervos e os músculos se juntam). São tratados os distúrbios que afetam tanto adultos como crianças, muitos dos quais genéticos. Como na maior parte das vezes esses distúrbios são de longa evolução, o fisiatra buscará promover a melhora da qualidade de vida do seu paciente, reduzindo os sintomas, como a dor, a marcha e o equilíbrio, por exemplo.

A Medicina Esportiva, também conhecida como medicina do esporte e do exercício, trata da aptidão física e do tratamento e prevenção de lesões relacionadas ao esporte e ao exercício físico. O médico fisiatra trata de atletas, de alto rendimento ou não, mas também de atletas amadores, que sofreram lesões incapacitantes. Essa subespecialidade surgiu somente no final do século 20.

Indicação da Fisiatria

O grande benefício que a fisiatria traz é restabelecer a qualidade de vida perdida, eliminando, na media do possível, os sintomas, como a inflamação, a dor e a limitação de movimento, por exemplo. Ela é indicada para todas as pessoas, independente de sexo e idade, que possuam algum tipo de deficiência cerebral, óssea, muscular, etc. O fisiatra trata do corpo inteiro. Ele não se limita ao local onde está o problema apresentado pelo paciente, buscando foco no corpo inteiro e na qualidade de vida de seu paciente.

Entre outras deficiências tratadas pelo fisiatra estão problemas cognitivos, anomalias ortopédicas, problemas de mobilidade, problemas intestinais e vesiculares, distúrbios do andar, incontinência urinária ou fecal, dor e rigidez muscular ou hipotonia. Este profissional vai tratar de temas que abordam cuidados, mobilidade, atividades da vida diária, como vestir, banhar e comer, educacional e vocacional e questões de vida útil. Em resumo, o fisiatra sempre buscará restaurar a qualidade de vida de seu paciente.



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