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CREB inaugura nova iluminação, com cromoterapia, nas piscinas para hidroterapia

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Dando prosseguimento à prática de investir nos melhores e mais modernos recursos que auxiliam nos tratamentos de seus pacientes, o CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – acaba de reformar e reinaugurar suas duas piscinas, utilizadas exc...

Dando prosseguimento à prática de investir nos melhores e mais modernos recursos que auxiliam nos tratamentos de seus pacientes, o CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – acaba de reformar e reinaugurar suas duas piscinas, utilizadas exclusivamente para a prática da hidroterapia. As piscinas ganharam nova iluminação, de última geração, que se utiliza da cromoterapia para reforçar ainda mais o tratamento dos pacientes. A cromoterapia – utilização das cores para auxiliar a cura de doenças diversas – vem desde as antigas civilizações, como Egito, Índia e Grécia, tem como objetivo harmonizar o corpo e desde 1976 é reconhecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde).


Chikungunya: fisioterapia é indicada para combater dores articulares provocadas pela doença

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A persistência da dor articular é uma das principais queixas dos pacientes com chikungunya – estatísticas dão conta de que mais de 90% dos pacientes no início da doença têm febre de início repentino, fadiga, cefaleia e, finalmente, dores nas articula...

A persistência da dor articular é uma das principais queixas dos pacientes com chikungunya – estatísticas dão conta de que mais de 90% dos pacientes no início da doença têm febre de início repentino, fadiga, cefaleia e, finalmente, dores nas articulações das mãos, punhos, joelhos e tornozelos. Segundo o Dr. Haim Maleh, professor da UFRJ e Reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo -, é muito comum que pacientes acometidos pela doença também sintam dores intensas nas articulações dos membros superiores e inferiores extremamente incapacitantes, com presença de edema e sensação de dormência nas extremidades.

“As dores podem ser intensas. Há necessidade de repouso, além do tratamento medicamentoso. Mas por conta das dores, que geralmente se manifestam em variadas articulações, orientamos o paciente a utilização da fisioterapia, que tem recursos para melhorar esse quadro”, explica o Dr. Haim. “A dor nas articulações pode ser intensa, e altera a qualidade de vida do paciente. A utilização da fisioterapia é muito importante nesse momento, porque ela combate e alivia a dor”, acrescenta o ortopedista do CREB, Dr. Bernardo Stolnicki.

A dor nas articulações pode ser intensa

O Dr. Haim pontua que após dois meses de início da chikungunya, pacientes podem manifestar um quadro de artrite, o que têm sido observado pelos médicos que atendem pessoas acometidas pela doença, que reclamam, mesmo após a fase aguda da chikungunya, de dificuldades para andar e inflamação das juntas das mãos e pés, por exemplo. “A doença pode funcionar como um gatilho no sistema imunológico. Isso justificaria o quadro inflamatório nas articulações e a baixa resposta aos analgésicos”, afirma o Reumatologista. O Dr. Bernardo acrescenta que as estatísticas apontam que 70% das pessoas que adoecem não têm complicações articulares e que o quadro se resolve em três semanas, mas diz que é importante fazer fisioterapia e consultar um médico especialista.

O próprio Ministério da Saúde está atento a esta questão, e preparou um documento, com orientações para os médicos que atendem pacientes com chikungunya. Esse documento contém dez orientações, entre as quais a recomendação do uso de fisioterapia. As outras nove são: a principal manifestação clínica da chikungunya é a forte dor muscular; o tratamento medicamentoso deve ser prescrito exclusivamente por um médico, sendo que a dose deve ser ajustada segundo a intensidade da dor do paciente; o medicamento a ser utilizado é o paracetamol e a dipirona, para alívio da dor e da febre; outros analgésicos podem ser utilizados em caso de dores severas; anti-inflamatórios não esteroides preferencialmente devem ser utilizados com cautela na fase aguda, devendo-se excluir possibilidade do diagnóstico de dengue; uso de compressas frias de quatro em quatro horas, por 20 minutos; repouso e hidratação; pacientes devem evitar esforço sobre as articulações e carregar peso; e é importante movimentar as articulações acometidas cinco vez ao longo do dia, além da hora de acordar e antes de dormir.


Artrite Reumatóide: pesquisa mostra que paciente acha que o dano articular pode ser reversível, o que não é verdade

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A artrite reumatóide é uma doença inflamatória auto imune crônica e progressiva, que destrói as articulações do corpo. Amarrar o cadarço do tênis, pentear os próprios cabelos, abrir a torneira ou simplesmente segurar um copo são tarefas que podem deixar de ser simples para mais de 1,5 milhão de brasileiros, segundo as estatísticas oficiais, que têm artrite reumatóide e muitas vezes ficam impossibilitados de trabalhar e realizar atividades simples do cotidiano.

Uma pesquisa intitulada “O Impacto da Artrite Reumatoide no Brasil” revela que 61% dos entrevistados no Brasil (contra 74% da média mundial) acreditam ter um bom conhecimento sobre como controlar a doença, enquanto 81% (contra 91% da média mundial) sabem que é fundamental ter um controle sobre ela. Mas 74% dos entrevistados (contra 66% da média mundial) acham que o dano articular pode ser reversível, o que não é verdade. Ainda que em torno de quatro em cinco pacientes brasileiros tenham consciência de que a artrite reumatoide pede cuidados especiais, somente três em cinco entendem o caráter degenerativo da doença e que ela pode afetar outras partes do organismo, além das juntas.

“A artrite reumatóide caracteriza-se por inflamação das articulações, provocada por uma reação inflamatória, com presença de algumas substâncias, entre elas a interleucina 6, que destroem progressivamente a cartilagem e os ossos ao redor das articulações, causando dor, edema e prejudicando sua função e limitando os movimentos. Além do comprometimento das articulações, ocorrem sintomas físicos como cansaço intenso, decorrente da anemia que a doença provoca. Os sintomas iniciais são fadiga inexplicável, rigidez prolongada das articulações pela manhã, além de edema e vermelhidão. Esse quadro muitas vezes é confundido com o reumatismo comum, o que retarda o diagnóstico correto e o início precoce do tratamento”, explica o Dr. Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, e professor de reumatologia da UFRJ.

Segundo ele, “ao contrário do que muita gente pensa, a atrite reumatóide não é uma doença que acomete apenas pessoas da terceira idade. Mulheres na faixa dos 30 aos 50 anos são as principais vítimas da doença. Muitas pessoas acreditam que as doenças reumáticas são exclusivas na terceira idade, o que é um engano. A artrite reumatóide, por exemplo, afeta diretamente a qualidade de vida do paciente e logo que surge, aos primeiros sinais, como por exemplo dor nas juntas, em especial das mãos e dos pés, deve-se procurar um médico reumatologista”.

A doença persiste por toda a vida do paciente e normalmente se inicia nas mãos ou pés, seguindo para cotovelos, ombros, joelhos e quadris. Sua causa é desconhecida, mas acredita-se que pode estar associada a fatores genéticos e ambientais, determinadas infecções, hormônios femininos, resposta do organismo a episódios de extremo stress, traumas físicos ou emocionais. O Dr. Haim Maleh explica que o maior problema encontrado é a demora para diagnosticar a doença, que exige tratamento contínuo. Para chegar ao diagnóstico da artrite reumatóide, o reumatologista analisa a história clínica do paciente, realiza exames físicos das articulações e solicita análise laboratorial, radiografias. A ultrassonografia com power doppler também é um exame complementar que permite visualizar a presença de inflamação ativa na articulação, auxiliando no diagnostico, acompanhamento e resposta ao tratamento dos pacientes com a doença . Além disso, exames de sangue também auxiliam na avaliação do processo inflamatório.

O Dr. Haim Maleh acha preocupante os resultados da pesquisa, já que a erosão óssea provocada pela doença pode ser prevenida, porém nunca revertida. Ele lembra que é fundamental que o paciente procure um especialista para estabelecer um tratamento que devolva a qualidade de vida perdida. “A artrite reumatóide é uma doença de longa evolução. Há tratamentos, que estão cada cada vez mais avançados, sendo possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. O tratamento traz alívio da dor, bem estar e principalmente pode evitar e prevenir alterações articulares, quando iniciado precocemente. O tratamento deverá sempre, além de medicamentos, contar com a reabilitação física, entre as quais eletroterapia, cinesioterapia ,acupuntura e hidroterapia, que é uma medida de grande auxílio para esses pacientes, especialmente quando realizada em piscinas apropriadas, como nas que utilizamos no CREB”, diz ele.



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