Consumo maior de peixe pode controlar inflamação da artrite reumatoide
Doença inflamatória crônica, que afeta a membrana sinovial das pequenas articulações, podendo provocar inchaço e dores, principalmente nas mãos e nos pés, a artrite reumatoide não tem causa totalmente conhecida, mas é possível tratá-la e devolver ao...
Doença inflamatória crônica, que afeta a membrana sinovial das pequenas articulações, podendo provocar inchaço e dores, principalmente nas mãos e nos pés, a artrite reumatoide não tem causa totalmente conhecida, mas é possível tratá-la e devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. Mais de dois milhões de brasileiros têm a doença, que acomete uma em cada cem pessoas, sendo duas vezes mais mulheres na faixa entre 40 e 60 anos do que os homens.
Em muitos casos o paciente apresenta incapacidade funcional
“A sensação de rigidez e dores nas juntas, pela manhã, é um dos sintomas da doença. A Artrite Reumatoide pode ser tratada. É possível diminuir os sintomas, preservar a capacidade funcional do paciente e devolvê-lo sua qualidade de vida perdida. A Artrite Reumatoide também pode atacar os olhos, pulmão . Mas cada caso é um caso, e o tratamento é individualizado. Em muitos casos, o paciente apresenta incapacidade funcional, comprometendo o seu dia a dia. Ao menor sinal de dores nas articulações, um médico reumatologista deve ser consultado imediatamente, pois quando mais cedo o tratamento é iniciado, melhor é a resposta”, afirma o Dr. Haim Maleh, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e professor de reumatologia da UFF (Universidade Federal Fluminense).
Segundo o Dr. Haim, vários estudos têm se dedicado a relacionar a influência da dieta no controle dos sintomas da doença. “Estudos apontam, por exemplo, que suplementos a base de óleo de peixe ou uma dieta rica em óleo de peixe pode ajudar a controlar a inflamação da artrite reumatoide, ou mesmo reduzindo a probabilidade de desenvolver a doença. De fato, sabe-se que a doença é menos comum em locais onde o consumo de peixe é mais alto. Uma pesquisa foi realizada com 176 portadores da doença. Aqueles que comiam mais peixe, mais de duas porções semanais, tiveram um melhor controle da artrite reumatoide”, relata ele.
“Às vezes, funções simples, como pentear o cabelo ou escovar os dentes, passam a ser um suplício. Temos tido sucesso no tratamento da doença, no CREB. Além do uso de medicações específicas e prática de regular de exercício físico controlado, adotamos protocolos que podem incluir acupuntura, para alívio da dor, pilates, hidroterapia e RPG. O CREB dispõe de duas piscinas exclusivas e adequadas à prática da hidroterapia. Também contamos com um estúdio completo de pilates”, finaliza o Dr. Haim.
Lesão na virilha: um médico deve ser consultado imediatamente
Um simples movimento de pisar em falso ou um esforço extra na hora de exercitar pode termina em uma lesão na virilha, o que é muito comum em atletas profissionais, mas também nos desportistas amadoras e entre aqueles que não praticam exercício físico...
Um simples movimento de pisar em falso ou um esforço extra na hora de exercitar pode termina em uma lesão na virilha, o que é muito comum em atletas profissionais, mas também nos desportistas amadoras e entre aqueles que não praticam exercício físico regular, mas vez por outra arriscam, por exemplo, uma partida de futebol com os amigos. A lesão na virilha pode trazer dificuldade na mobilidade, dor e muitas vezes é preciso um longo tempo para curar.
É comum que o paciente sinta fisgadas ao andar
Segundo o ortopedista e especialista em medicina esportiva João Marcelo, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – os sintomas são dor ao longo do interior da coxa (principalmente na área onde o osso pélvico se encontra com a parte interna da coxa) e é comum que o paciente sinta fisgadas ao andar ou ao apertar ou separar as pernas. “É muito importante tratar adequadamente, para eliminarmos o inchaço e a inflamação e para o eficaz desenvolvimento de tecido cicatricial. Um médico deve ser consultado, sempre, para um eficaz diagnóstico e tratamento. É preciso, primeiro, descartar a possibilidade de uma hérnia”, explica o médico. Mais uma vez inovando, o CREB está realizando a avaliação isocinética muscular computadorizada, que detecta desequilíbrios musculares e tendinosos ao redor dos quadris e dos joelhos.
O tratamento inclui uso de medicamento e medidas fisioterapêuticas. No CREB, é utilizado protocolos que podem incluir hidroterapia, acupuntura e pilates terapêutico. “O descanso é essencial, para não agravar a lesão. Também usamos gelo na região afetada, a cada três horas, por um período de 15 a 30 minutos. Alongamentos são importantes, assim como fortalecer a musculatura. É fundamental que o paciente não pense que pode se tratar sozinho, tomando anti-inflamatórios por conta própria. A lesão na virilha pode se intensificar. Somente um médico fará o diagnóstico certo e irá propor o melhor tratamento”, finaliza o Dr. João Marcelo.
Tipo popular de operação de joelho tem pouca eficácia na maioria dos pacientes
Milhares de pessoas podem estar se submetendo a um popular procedimento para o joelho sem necessidade. Comumente realizada por atletas e idosos, a artroscopia é pouco eficiente na maioria dos casos, segundo um estudo publicado no “New England Journal of Medicine”. Mas, por ser pouco invasiva, é hoje a cirurgia ortopédica mais comum nos EUA: são cerca de 700 mil por ano, representando um custo estimado de US$ 4 bilhões.
Cientistas finlandeses avaliaram indivíduos com rompimento do menisco, uma cartilagem em forma de meia lua que ajuda a amortecer e estabilizar os joelhos. E sugerem que a cirurgia, cujo nome técnico é meniscectomia parcial artroscópica, é até eficiente, mas para um número reduzido de pacientes. Cerca de 80% das lesões ocorre por degeneração das articulações, o que está relacionado à artrose. Alguns pesquisadores acreditam que, nestes casos, a operação não tem muito resultado.
— Pesquisadores vêm gradualmente mostrando que esta operação não tem muito valor — afirmou ao “New York Times” David Felson, professor de Medicina e Epidemiologia na Universidade de Boston.
No Brasil, também é popular. Geralmente, durante o procedimento, é feita uma pequena incisão com o bisturi e, em seguida, acomodado um artroscópio, um dispositivo acoplado a uma câmera. A partir das imagens geradas, o médico suaviza as bordas irregulares do menisco. É um processo relativamente simples e de rápida recuperação, o que aumenta o número operações.
Para o ortopedista especialista em cirurgia do joelho, João Maurício Barretto, chefe da do serviço de Ortopedia da Santa Casa da Misericórdia do Rio, ela tem baixo risco e alivia as fortes dores na articulação. Porém, concorda que muitas vezes é contra-indicada.
— O resultado da cirurgia tem uma íntima relação com a qualidade da indicação, ou seja, por que ela está sendo feita. O que se vê hoje é que há um abuso. Médicos indicam a operação baseados só em ressonância magnética. Às vezes, o paciente tem outros problemas, e a cirurgia acaba adiantando pouco ou nada — comenta Barretto.
O especialista explica que a primeira abordagem deve ser clínica: com fisioterapia e exercícios. Eventualmente, se as dores não melhorarem e o paciente não tiver outros motivos relacionados aos sintomas, é indicada a artroscopia.
— A cirurgia deve ser o último recurso. Ele tem que estar com muita dor, que não tenha melhorado com tratamento conservador, e tenha uma diminuição grande da mobilidade — avalia Arnaldo Libman, fisiatra e diretor médico do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo (Creb).
Para evitar a cirurgia, Libman aconselha tentar antes medicamentos, sessões de hidroterapia, acupuntura, reabilitação, fortalecimento da musculatura no entorno do joelho e até a chamada disco suplementação (injeções de ácido hialurônico). Outros exames, como a avaliação tridimensional do movimento do pé, também são indicados.
Cirurgia falsa para estudo
No estudo finlandês, os voluntários receberam anestesia e incisões. Enquanto alguns passaram pelo procedimento cirúrgico, outros, apenas por simulações. Um ano depois, a maioria disse se sentir melhor, inclusive os da cirurgia falsa.
— Isto dá mais credibilidade a outras pesquisas que têm demonstrado que a artroscopia nem sempre faz diferença — disse ao “New York Times” David Jevsevar, presidente de um comitê da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos.
O estudo envolveu cinco hospitais e 146 pacientes, com idades entre 35 e 65 anos, com lesões e dor no joelho. Metade ainda tinha problemas mecânicos, como travamento ou estalos na articulação.
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