Viscossuplementação: novo tratamento efetivo contra a artrose
Com o envelhecimento da população mundial, a incidência da artrose vem aumentando e acomete a maioria dos indivíduos acima de 50 anos.
“A artrose é a degeneração progressiva das articulações, sendo os principais fatores relacionados a esta doença: a idade (incide sobre aproximadamente 100% das pessoas aos 80 anos), a sobrecarga mecânica das articulações (como no excesso de peso) e após traumas ou cirurgias, como por exemplo após uma fratura no joelho. As principais conseqüências são dor, creptação, inchaço e a redução dos movimentos, podendo chegar até a grandes limitações, como impossibilidade de andar em casos mais graves.”, ensina o Dr. Rodrigo Kaz, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – e especialista em Cirurgia do joelho e Medicina do Esporte pela Universidade de Pittsburgh, EUA.
Novo Tratamento para a Artrose
A boa notícia, no entanto, é que os tratamentos estão cada vez mais avançados e trazem ótimos resultados, devolvendo ao paciente sua melhor qualidade de vida. Segundo o especialista, de acordo com a gravidade de cada caso, diferentes opções de tratamento podem ser oferecidas. “Em nossa clínica, além do tratamento medicamentoso, utilizamos protocolos de reabilitação física com sessões de hidroterapia, cinesioterapia específica, acupuntura e fisioterapia. Uma novidade de tratamento que incluímos recentemente em nosso protocolo é a Viscossuplementação, que apresenta resultados muito satisfatórios em casos leves e moderados da doença”, frisa Rodrigo Kaz.
– A Viscossuplementação consiste de injeções intra-articulares de ácido hialurônico, que é o mesmo componente que já existe no líquido sinovial de uma articulação saudável. De acordo com recentes estudos, o líquido sinovial perde sua capacidade funcional com a idade e com o processo de artrose, e o uso do dessas injeções de ácido hialurônico exógeno vem sendo utilizado com sucesso. Este método faz parte do algoritmo de tratamento da osteoartrose do joelho da American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS) e American College of Rheumatology. – explica o médico do CREB.
A viscossuplementação é feita em consultório, por médico especialista, de 3 a 5 aplicações. “As injeções trazem alívio para a dor e melhora da função. E é bom esclarecer que não se trata de um corticóide, antiinflamatório que tem vários efeitos colaterais”, diz ele. O CREB oferece esse tratamento, com a aplicação em sala utilizada especialmente para esse fim.
Alívio já! :: Fibromialgia
Fibromialgia
A fibromialgia é uma doença dolorosa, não inflamatória, caracterizada por dor músculo-esquelética difusa, ou seja, dor em vários músculos, tendões e articulações, sendo mais comum em mulheres com idade entre 30 e 60 anos’, explica Haim Maleh, reumatologista do Centro de Reumatologia e Ortopedia de Botafogo (CREB).
Principais sintomas: As pessoas com fibromialgia geralmente apresentam dores na nuca, na lateral do pescoço, na musculatura entre o pescoço e o ombro, no ombro, na segunda costela, no cotovelo, nas nádegas, no quadril e no joelho, além de sintomas como cansaço, depressão, dores na cabeça e tonteira.
Tratamento: Segundo o reumatologista, não existe uma pílula mágica contra a fibromialgia: ‘O tratamento deve ser individualizado e com o uso de medicamentos associados a hidroterapia, RPG, pilates, acupuntura e outras medidas de reabilitação’.
Tipo popular de operação de joelho tem pouca eficácia na maioria dos pacientes
Milhares de pessoas podem estar se submetendo a um popular procedimento para o joelho sem necessidade. Comumente realizada por atletas e idosos, a artroscopia é pouco eficiente na maioria dos casos, segundo um estudo publicado no “New England Journal of Medicine”. Mas, por ser pouco invasiva, é hoje a cirurgia ortopédica mais comum nos EUA: são cerca de 700 mil por ano, representando um custo estimado de US$ 4 bilhões.
Cientistas finlandeses avaliaram indivíduos com rompimento do menisco, uma cartilagem em forma de meia lua que ajuda a amortecer e estabilizar os joelhos. E sugerem que a cirurgia, cujo nome técnico é meniscectomia parcial artroscópica, é até eficiente, mas para um número reduzido de pacientes. Cerca de 80% das lesões ocorre por degeneração das articulações, o que está relacionado à artrose. Alguns pesquisadores acreditam que, nestes casos, a operação não tem muito resultado.
— Pesquisadores vêm gradualmente mostrando que esta operação não tem muito valor — afirmou ao “New York Times” David Felson, professor de Medicina e Epidemiologia na Universidade de Boston.
No Brasil, também é popular. Geralmente, durante o procedimento, é feita uma pequena incisão com o bisturi e, em seguida, acomodado um artroscópio, um dispositivo acoplado a uma câmera. A partir das imagens geradas, o médico suaviza as bordas irregulares do menisco. É um processo relativamente simples e de rápida recuperação, o que aumenta o número operações.
Para o ortopedista especialista em cirurgia do joelho, João Maurício Barretto, chefe da do serviço de Ortopedia da Santa Casa da Misericórdia do Rio, ela tem baixo risco e alivia as fortes dores na articulação. Porém, concorda que muitas vezes é contra-indicada.
— O resultado da cirurgia tem uma íntima relação com a qualidade da indicação, ou seja, por que ela está sendo feita. O que se vê hoje é que há um abuso. Médicos indicam a operação baseados só em ressonância magnética. Às vezes, o paciente tem outros problemas, e a cirurgia acaba adiantando pouco ou nada — comenta Barretto.
O especialista explica que a primeira abordagem deve ser clínica: com fisioterapia e exercícios. Eventualmente, se as dores não melhorarem e o paciente não tiver outros motivos relacionados aos sintomas, é indicada a artroscopia.
— A cirurgia deve ser o último recurso. Ele tem que estar com muita dor, que não tenha melhorado com tratamento conservador, e tenha uma diminuição grande da mobilidade — avalia Arnaldo Libman, fisiatra e diretor médico do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo (Creb).
Para evitar a cirurgia, Libman aconselha tentar antes medicamentos, sessões de hidroterapia, acupuntura, reabilitação, fortalecimento da musculatura no entorno do joelho e até a chamada disco suplementação (injeções de ácido hialurônico). Outros exames, como a avaliação tridimensional do movimento do pé, também são indicados.
Cirurgia falsa para estudo
No estudo finlandês, os voluntários receberam anestesia e incisões. Enquanto alguns passaram pelo procedimento cirúrgico, outros, apenas por simulações. Um ano depois, a maioria disse se sentir melhor, inclusive os da cirurgia falsa.
— Isto dá mais credibilidade a outras pesquisas que têm demonstrado que a artroscopia nem sempre faz diferença — disse ao “New York Times” David Jevsevar, presidente de um comitê da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos.
O estudo envolveu cinco hospitais e 146 pacientes, com idades entre 35 e 65 anos, com lesões e dor no joelho. Metade ainda tinha problemas mecânicos, como travamento ou estalos na articulação.
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