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Dor- Escoliose

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Sei que tenho escoliose na coluna lombar e problemas de hérnia de disco. Como devo proceder e a quem devo procurar para alívio das minhas dores. Há alguma solução?

Sei que tenho escoliose na coluna lombar e problemas de hérnia de disco. Como devo proceder e a quem devo procurar para alívio das minhas dores. Há alguma solução? (Rute Maria – Madureira)

A escoliose é o desvio lateral da coluna e a hérnia de disco é um deslizamento do disco intervertebral que escorrega, saindo da sua posição natural. Com isto, pode ocorrer a compressão de alguma estrutura nervosa na coluna (como, por exemplo, o nervo ciático), ocasionando dor, queimação ou mesmo desconforto na coluna, com irradiação ou não da dor pelas nádegas, coxa, perna e mesmo o pé, com sensação de formigamento e dormência, ou mesmo diminuição da força ou sensibilidade da perna. É importante definir o diagnóstico, e a boa notícia e que há tratamento clínico, geralmente sem necessidade de cirurgia (cerca de 95% dos casos melhoram com tratamento clínico). Podemos alcançar ótimos resultados através de medicamentos, reabilitação física (exercícios corretivos e  R.P.G), acupuntura e a hidroterapia, que é excelente para estes casos. Sugiro que você procure a sua clínica de reumatologia e ortopedia, para iniciar o tratamento, já que você poderá ficar muito bem e sem dor, inclusive prevenindo e evitando novas crises.
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Eduardo Sadigurschi – Reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e da Sociedade Brasileira de Reumatologia


Tabagismo pode ter papel preponderante no surgimento da artrite reumatoide

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O tabagismo é mais conhecido como fator de risco para o câncer, problemas cardiovasculares e doenças respiratórias, mas também pode ter um papel preponderante na artrite reumatoide. Ainda não se sabe a causa exata dessa doença, mas estudos comprovam...

O tabagismo é mais conhecido como fator de risco para o câncer, problemas cardiovasculares e doenças respiratórias, mas também pode ter um papel preponderante na artrite reumatoide. Ainda não se sabe a causa exata dessa doença, mas estudos comprovam que a artrite reumatoide está relacionada a fatores genéticos e externos, entre os quais o tabagismo.

“Trata-se de uma doença inflamatória crônica e autoimune, que provoca dores e inchaço nas articulações, com rigidez importante, levando a limitação das atividades de vida diária. Especialmente mãos e punhos, cotovelos, ombros, joelhos e pés. Essa doença afeta duas vezes mais mulheres, na faixa entre 40 e 60 anos, porém pode ocorrer em outras faixas etárias. Apesar de ser uma doença crônica, tem tratamento”, explica Dra. Elisa Fernandes, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. Segundo ela, a artrite reumatoide atinge o tecido conjuntivo, principalmente das articulações, mas também pode afetar o coração, o pulmão e os rins. “Podemos devolver ao paciente a qualidade de vida. Além de tratamento medicamentoso, podemos realizar outras medidas como fisioterapia, hidroterapia, acupuntura, RPG e pilates. Temos tido excelentes resultados no CREB”, acrescenta ela.

O tabagismo pode ser mais um gatilho para o desencadeamento da doença

Segundo a médica, fumantes com predisposição genética para a doença apresentam maior risco de desenvolvê-la. Os estudos sobre o assunto são contundentes. “O cigarro aumenta à suscetibilidade à doença, além de provocar tantos outros males. Definitivamente, pacientes com artrite reumatoide fumantes precisam parar de fumar. O tabagismo pode ser mais um gatilho para o desencadeamento da doença, e pode agravar o quadro de pacientes com artrite reumatoide. Sem falar que o tabaco pode comprometer o tratamento, já que pacientes fumantes não respondem, em geral, tão bem aos tratamentos, quanto pacientes não fumantes”, afirma Dra. Elisa.


Dor no pescoço pode indicar um problema de coluna

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Uma leve dor no pescoço pode ser conseqüência de uma noite mal dormida ou de um movimento mais brusco e, por isso, é passageira. Mas em muitos casos, é uma indicação muito comum de problemas na coluna, especificamente na parte cervical. “As estatísticas demonstram que em torno de 85% da população mundial sentiu, sente ou sentirá dores na coluna. E dores no pescoço são indicativas de cervicalgia ou mesmo uma radiculopatia, que é a compressão de nervos da coluna. Se a dor persistir, a pessoa deve procurar um médico para avaliar o problema”, explica o Dr. Mendel Finkielman, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo o médico do CREB, a cervicalgia – dores na coluna cervical (que está localizada na região do pescoço) – pode causar dor, sensação de peso, desconforto nas costas e ombros, dores localizadas, dormência e formigamento nos braços e mãos. Pode também estar acompanhada de zumbido no ouvido, lacrimejamento e tonteira, assim como sensação de edema nas mãos, principalmente pela manhã. Uma das principais causas, diz ele, é a má postura. “A má postura traz problemas para a coluna. Mas o tipo de trabalho da pessoa também pode ser determinante. Pessoas que ficam muitas horas sentadas, de frente para o computador, por exemplo, podem ter cervicalgia”, explica o reumatologista.

O Dr. Mendel recomenda que a pessoa que está sentindo dores regulares no pescoço consulte um médico reumatologista. “Logo nos primeiros sintomas, a pessoa deve se consultar, pois agindo assim poderá evitar o agravamento do quadro. E quanto mais cedo iniciado, melhores são os resultados do tratamento”, garante ele. “O tratamento pode ser divido em medicamentosos e não medicamentoso. Além de anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares, utlizamos alguns protocolos de reabilitação que trazem ótimos resultados, associando, dependendo do caso, a eletroterapia analgésica, cinesioterapia, RPG, pilates, manipulação vertebral, a acupuntura e a hidroterapia. Uma vez iniciado o tratamento, temos resultados extremamente satisfatórios e a pessoa volta a ter sua qualidade de vida”, afirma o médico. Para finalizar, o Dr. Mendel alerta para o que os médicos chamam de “lesão silenciosa”.

– Há pessoas que têm problemas na coluna, mas não sabem, pois não sentem dores regulares. O ideal é procurar um reumatologista para fazer uma avaliação – garante.



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