Tabagismo pode ter papel preponderante no surgimento da artrite reumatoide
O tabagismo é mais conhecido como fator de risco para o câncer, problemas cardiovasculares e doenças respiratórias, mas também pode ter um papel preponderante na artrite reumatoide. Ainda não se sabe a causa exata dessa doença, mas estudos comprovam...
O tabagismo é mais conhecido como fator de risco para o câncer, problemas cardiovasculares e doenças respiratórias, mas também pode ter um papel preponderante na artrite reumatoide. Ainda não se sabe a causa exata dessa doença, mas estudos comprovam que a artrite reumatoide está relacionada a fatores genéticos e externos, entre os quais o tabagismo.
“Trata-se de uma doença inflamatória crônica e autoimune, que provoca dores e inchaço nas articulações, com rigidez importante, levando a limitação das atividades de vida diária. Especialmente mãos e punhos, cotovelos, ombros, joelhos e pés. Essa doença afeta duas vezes mais mulheres, na faixa entre 40 e 60 anos, porém pode ocorrer em outras faixas etárias. Apesar de ser uma doença crônica, tem tratamento”, explica Dra. Elisa Fernandes, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. Segundo ela, a artrite reumatoide atinge o tecido conjuntivo, principalmente das articulações, mas também pode afetar o coração, o pulmão e os rins. “Podemos devolver ao paciente a qualidade de vida. Além de tratamento medicamentoso, podemos realizar outras medidas como fisioterapia, hidroterapia, acupuntura, RPG e pilates. Temos tido excelentes resultados no CREB”, acrescenta ela.
O tabagismo pode ser mais um gatilho para o desencadeamento da doença
Segundo a médica, fumantes com predisposição genética para a doença apresentam maior risco de desenvolvê-la. Os estudos sobre o assunto são contundentes. “O cigarro aumenta à suscetibilidade à doença, além de provocar tantos outros males. Definitivamente, pacientes com artrite reumatoide fumantes precisam parar de fumar. O tabagismo pode ser mais um gatilho para o desencadeamento da doença, e pode agravar o quadro de pacientes com artrite reumatoide. Sem falar que o tabaco pode comprometer o tratamento, já que pacientes fumantes não respondem, em geral, tão bem aos tratamentos, quanto pacientes não fumantes”, afirma Dra. Elisa.
Hidroterapia é uma excelente opção para quem é acometido pela artrose
Você sabia que nada menos do que 10% de toda a população mundial sofrem de alguma doença reumática?
Uma das mais comuns doenças reumáticas é a osteoartrite, mais conhecida como artrose. A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) informa que 20% dos adultos brasileiros são acometidos pela doença, sendo uma das principais causas de incapacidade e afastamento do trabalho.
A artrose provoca dores nas articulações dos joelhos, do tornozelo, da coluna e dos quadris. Trata-se do desgaste da cartilagem e alterações ósseas, sendo que mais de 60% das pessoas acima dos 60 anos são acometidos pela doença.
- No começo, a artrose pode não apresentar sintomas, sendo diagnosticada por meio de exame radiográfico. O principal sintoma da doença é a dor, que começa apenas com a movimentação da articulação afetada, melhorando com descanso, mas que pode progredir para dores intensas até mesmo no repouso.
O paciente pode apresentar diminuição dos movimentos, ruído na articulação (crepitações), inchaço na articulação, deformidades e falta de firmeza ao realizar movimentos- explica o Dr. Eduardo Sadigurshci, reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Hidroterapia no tratamento da Artrose
Além do uso de medicamentos específicos, no CREB são adotados protocolos que incluem hidroterapia, em piscinas próprias da clínica adequadamente aquecidas, e acupuntura, além de pilates terapêutico, RPG e fisioterapia.
- O impacto do exercício físico pode ser um fator limitante para muitos pacientes, mas o trabalho feito dentro da água, aquecida, supervisionado por profissionais, traz muitos resultados positivos. Não se pode esquecer de adotar uma alimentação regrada, o que é muito importante – finaliza o médico do CREB.
Verdades e Mitos da Fibromialgia
Pessoas que vivem com fibromialgia, relatam dores diárias nas articulações e no corpo. Muitas vezes observa-se a negação do diagnóstico de fibromialgia por profissionais de saúde, pois não há um teste diagnóstico específico para fibromialgia. Para o diagnóstico dessa doença é necessário a exclusão de outras possíveis doenças osteoarticulares reumatológicas que cursam com dores pelo corpo. Quais são os mitos e verdades a respeito da fibromialgia?
MITO: Fibromialgia não é real.
A fibromialgia é uma condição crônica real. É caracterizada por uma dor generalizada nos músculos, articulações e tendões em todo o corpo. Outros sintomas da fibromialgia incluem: Síndrome do intestino irritável, fadiga, problemas de memória, insônia, depressão, dores de cabeça, dormência e formigamento. A fibromialgia é uma síndrome, e uma síndrome é um conjunto de sinais e sintomas diferentes, sendo que todos esses sintomas em conjunto levam a um diagnóstico de fibromialgia. Embora não haja exames de rotina para diagnosticar a fibromialgia, os médicos diagnosticam a fibromialgia descartando outras condições e realizando um exame físico adequado.
MITO: Para diagnosticar a fibromialgia, uma pessoa precisa ter “tender points“
Os “pontos de gatilho” ou “tender points “, costumavam fazer parte dos requisitos de diagnóstico da fibromialgia. Mas eles realmente caíram em desuso, pois, na verdade, estão ausentes em cerca de 20% das pessoas com fibromialgia.
MITO: Os pesquisadores identificaram as causas da fibromialgia
Infelizmente, não há causa conhecida para fibromialgia. Pode ser genético. Pode ser ambiental. Pode ser uma combinação de ambos. Em alguns pacientes, vemos alguns fatores desencadeantes, tais como um acidente de carro, um trauma físico ou mesmo um trauma psicológico. Esses eventos podem estar associados ao início de alguns sintomas da fibromialgia.
MITO: Não existem tratamentos para o trauma da fibromialgia
O tratamento da fibromialgia se baseia na utilização de medicamentos específicos, associados a técnicas de reabilitação, para alívio dos sintomas álgicos. Dentre os medicamentos pode-se utilizar analgésicos e relaxantes musculares, para alívio das dores difusas. Antidepressivos auxiliam no tratamento da depressão e muitas vezes e na melhora do sono não restaurador. A hidroterapia é uma técnica fisioterápica fundamental, pois combina exercícios de alongamento muscular na água quente resultando no alívio da dor. A acupuntura é outra técnica utilizada para o manejo da dor.
VERDADE: Mude seu estilo de vida para obter sucesso no tratamento da fibromialgia
O tratamento da fibromialgia não vem na forma de uma pílula mágica. Ele vem através da modificação do estilo de vida. Trabalhar e se exercitar o suficiente, desenvolver atividades de baixo impacto, como caminhar e praticar ioga, são ótimos. Tente também reduzir os fatores que lhe causam estresse. Ou, Procure um psicólogo para ajudar no manejo da depressão. Torne-se um especialista em fibromialgia, para compreender melhor essa condição.
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