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No inverno as dores crônicas tendem a piorar

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Dor crônica inverno

A dor crônica é aquela que persiste por mais de três meses, e as estatísticas apontam que 37% da população brasileira são afetados, praticamente quatro em cada dez brasileiros. Um pesquisa da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED) indica que a maior parte desse grupo é composta por mulheres, com idade média de 41 anos, moradoras das regiões Sul ou Sudeste.

Tanto no Brasil como no resto do mundo, o ranking das dores crônicas é ocupado por dores provenientes de algum problema na coluna vertebral. Em seguida estão as dores de cabeça e relacionadas a algum tipo de câncer. Dores nas articulações, provenientes de doenças reumáticas também são muito comuns, e levam muitas pessoas ao consultório de um especialista, principalmente nessa época do ano – o inverno.

  • Pacientes com artrose, por exemplo, podem apresentar limitações de movimentos por conta das dores crônicas. Muitas vezes, uma atividade simples, como pentear os cabelos ou escovar os dentes, é uma tarefa penosa ou até mesmo impossível de ser realizada naquele momento. Isso tudo se intensifica no inverno. As dores crônicas tendem a aumentar nessa época do ano, e isso não é coincidência. As pessoas tendem a ficar mais retraídas e contraídas no inverno, por conta do frio. Também costumam andar mais curvadas, embora não percebam. E muitas vezes interrompem a atividade física regular. É fundamental não interromper a atividade física e também deve-se andar bem agasalhado – – garante o Dr. Haim Maleh, reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, e professor de reumatologia da Universidade Federal Fluminense – UFF.

Quem pode (e sabe) tratar dor crônica?

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Qual médico especialista pode (e sabe) tratar dor crônica? A Revista Veja tratou do polêmico tema em sua edição 2231, de 24 de agosto deste ano, com o sugestivo título “A Luta contra Inimiga Ancestral”, onde discorre sobre os aspectos históricos da dor, diferenças entre a dor aguda e do crônica, fisiopatologia da sensibilização da dor crônica e suas opções terapêuticas.

“O que chamou a atenção da SPMFR foi citação pela repórter da recente aprovação do Conselho Federal de Medicina a respeito da especialidade que pode tratar/abordar dor. Esse flagelo, descrito recentemente pela OMS como um dos sinais e sintomas cardinais, sempre foi restrito aos neurologistas e anestesistas para especialização sobre o tema apesar de ser uma das maiores, senão a principal, queixa nas consultas do médico fisiatra. O fisiatra sabe tratar dor crônica como nenhuma outra especialidade porque ele consegue ver o paciente no sentido holístico, integral e completo, respeitando suas necessidades funcionais, sociais e psíquicas. Ele consegue oferecer abordagens não-medicamentosas, apesar de dominar a farmacologia dos analgésicos. Conhece a importância dos meios físicos, da cinesioterapia, da acupuntura, da mesoterapia, da terapia cognitivo-comportamental, da terapia por onda de choque, do agulhamento seco, da hidroterapia, só para citar algumas estratégias que podem ser abordadas para dor, uma das mais importantes causas de incapacidade e prejuízo da qualidade de vida dos pacientes”, discorreu a Sociedade Paulista de Medicina Física e Reabilitação, em nota oficial.

A reportagem, pontua a nota da SPMFR, informa sobre “o baixo contigente de especialistas em dor – 1100 médicos, o que corresponde a 0,3% da classe médica brasileira. Por isso, médicos fisiatras, reumatologistas, clínicos, neurocirurgiões, ortopedistas e acunpunturistas também podem se dedicar a tratar dor com mais foco”. E finaliza: “A resolução da CFM é mais um passo para a conquista do respeito e importância que a Fisiatria merece no cenário da medicina brasileira”.


Polimialgia reumática: tratamento devolve a qualidade de vida perdida

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Doença inflamatória que causa dor muscular e rigidez, especialmente pela manhã, a polimialgia reumática acomete principalmente pessoas com mais de 65 anos. Mas pode afetar, também, quem tem mais de 50 anos. Não se sabe a causa exata da doença, mas ac...

Doença inflamatória que causa dor muscular e rigidez, especialmente pela manhã, a polimialgia reumática acomete principalmente pessoas com mais de 65 anos. Mas pode afetar, também, quem tem mais de 50 anos. Não se sabe a causa exata da doença, mas acredita-se que há dois fatores preponderantes diretamente ligados ao seu desenvolvimento: a genética e a exposição ambiental (como um gatilho ambiental, que aparece de ciclo em ciclo).

“Dor no ombro geralmente é o primeiro sintoma da doença que aparece. Mas os principais sintomas, além desse, são dores, dores no pescoço, as partes superiores, nas nádegas, quadris ou coxas, rigidez nas áreas afetadas, principalmente pela manhã ou após longo tempo inativo, amplitude do movimento limitada nas áreas afetadas, dor ou rigidez nos pulsos, cotovelos e até nos joelhos”, relata o Dr. Haim Maleh, reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e professor de reumatologia da UFF – Universidade Federal Fluminense.

O tratamento utiliza medicamentos e reabilitação física

Segundo ele, também são sintomas comuns febre baixa, fadiga, sentimento geral de mal-estar, perda de apetite e perda de peso involuntária. “Ao menor sinal desses sintomas, um especialista deve ser consultado. O tratamento utiliza medicamentos específicos, associados à reabilitação física. No CREB utilizamos protocolos que incluem a hidroterapia, a acupuntura, o RPG, que trazem bem-estar, alívio para a dor e o restabelecimento da qualidade de vida perdida”, finaliza o médico do CREB.



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