“Dor do crescimento” é muito comum em crianças de 3 a 13 anos
Problema que atinge principalmente a panturrilha, os joelhos e as coxas, a chamada “dor do crescimento” é muito mais comum do que se imagina e atinge crianças de 3 a 13 anos. De acordo com a ortopedista Flávia Junqueira, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – os pais devem ficar atentos e levar os filhos a um especialista quando a dor se tornar mais frequente.
“As crianças brincam muito, se exercitam o tempo inteiro, correm e abusam do movimento. Elas têm energia para isso. Durante a fase de crescimento, os ossos, os músculos e os tendões não crescem de maneira uniforme. Então, a dor é uma consequência natural, associada a esforço físico exagerado e movimentos excessivos”, explica a médica. Segundo ela, as dores normalmente acontecem à noite ou logo pela manhã, quando a criança acorda.
Apesar de ser considerada normal, a “dor do crescimento”, se sentida regularmente e for acompanhada de inchaços, vermelhidões e formigamentos, deve ser motivo para que os pais levem a criança a um ortopedista. “Embora não haja estatísticas oficiais, a ‘dor do crescimento’ é muito mais comum do que se imagina. E devemos ficar atentos a isso. Ainda que seja um reflexo natural do crescimento, nenhuma criança precisa ficar sentindo dor, o que é muito desagradável e pode até ser acompanhada de distúrbios emocionais. Nenhuma criança precisa parar de fazer sua atividade física, que é fundamental para sua saúde. Um ortopedista saberá como aliviar essas dores”, finaliza ela.
Pilates é excelente para desequilíbrios dos músculos dos pés
Os pés são a base da maioria dos nossos movimentos.
Para caminharmos, por exemplo, utilizamos força e equilíbrio nos pés. Para nos mantermos em pé, na condução, na fila do supermercado ou em qualquer situação cotidiana, também. Dores nos pés podem ser sinal de alguma patologia e um médico especialista deve ser consultado prontamente.
“Dores constantes nos pés podem ser sinal de uma doença osteomuscular ou de órgãos e sistemas. Para marcharmos bem, com segurança, precisamos de fortalecimento, mobilidade, alongamento e propriocepção dos pés. O equilíbrio também é fundamental, porque durante a marcha todo o corpo trabalha, por meio de cadeias cruzadas. O pé precisa sempre de uma mecânica boa, para oferecer estímulos corretos aos membros inferiores e ao tronco”, explica o reumatologista e fisiatra do CREB - Centro de Reumatologia, Ortopedia e Fisioterapia -, Dr. Eduardo Sadigurschi.
Segundo ele, a prática de pilates é excelente para combater os desequilíbrios dos músculos dos pés. Exercícios de fortalecimento, alongamento, coordenação e propriocepção ajudarão no trabalho de reeducação neuromuscular do pés, garante o Dr. Eduardo. “É preciso oferecer por meio dos exercícios os estímulos corretos, para que a pessoa perceba seus pontos de apoio no pé.
O pé plano é o mais comum, e tem tendência a ter o apoio maior no calcanhar pela fraqueza dos flexores dos dedos e desabamento do arco plantar. Já o pé cavo tem a tendência de apresentar o encurtamento e a tensão da musculatura profunda dos dedos, provocando o encurtamento da musculatura posterior dos membros inferiores e coluna devido ao mecanismo da fáscia muscular que envolve todo o nosso corpo”, finaliza ele, pontuando, antes, que o CREB dispõe de um exame chamado baropodometria dinâmica computadorizada, que indica a forma de pisar e as áreas de pressão do paciente, permitindo ao médico identificar a doença e orientar o tratamento determinado para aquele tipo específico de pé.
Condromalácia Patelar é uma das principais lesões de joelho
Condromalacia
A dor na região do joelho, ou mais comumente a dor patelofemoral que está relacionada com a disfunção da articulação patelofemoral, é uma das lesões do joelho que mais acomete as pessoas, principalmente atletas, podendo ter uma grande variedade de etiologias potenciais, entre elas, a condromalácia. “A patela é um osso com formato entre o circular e o triangular que se encontra na região anterior do joelho. Ela encaixa na porção final do fêmur (tróclea do fêmur), formando assim a articulação femoropatelar. A patela é ponto de inserção para o quadríceps, o principal músculo do joelho, e pela sua localização, funciona como uma polia, que facilita os movimentos de flexão e de extensão dessa articulação”, explica o fisioterapeuta Jefferson Brandão, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
“Para proteger, amortecer a possíveis cargas que passam constantemente pela articulação e favorecer um adequado deslizamento entre os ossos durante a movimentação tanto a superfície articular do fêmur quanto da patela são revestidas por tecido cartilaginoso. Esta cartilagem que reveste a patela é uma da mais espessas do organismo, exatamente porque a articulação femoropatelar sofre grande impacto devido as atividades esportivas e de vida diária. Na condromalácia há amolecimento e surgimento de fissuras da superfície da patela. Possui alta incidência, principalmente em mulheres, e aumenta com o passar da idade. Seus sintomas relacionam-se à crepitação, bloqueio e dor retropatelar, agravada por atividades esportivas que envolvem apoio com carga na flexão do joelho, ou ao subir e descer escadas, por aumentar a compressão entre a patela e o fêmur”, acrescenta o profissional.
Segundo ele, a etiologia multifatorial da condromalácia pode incluir instabilidade, trauma direto, fratura, subluxação patelar, aumento do ângulo do quadríceps, músculo vasto medial ineficiente, mau alinhamento pós-traumático, síndrome da pressão lateral excessiva e até lesão do ligamento cruzado posterior. “A condromalácia patelar possui precedentes desconhecidos, porém existem fatores comumente relacionados ao amolecimento e posterior desgaste da cartilagem. Fatores de risco extrínsecos que são relacionados a aspectos não ligados ao corpo, como o tipo de atividade esportiva, a maneira com que o esporte é praticado, as condições ambientais e o equipamento utilizado; fatores anatômicos ou estruturais, que comprometem o encaixe da patela com o fêmur, alterando as áreas de contato entre os dois ossos e também fatores biomecânicos, como desequilíbrio ou fraqueza muscular e o déficit do controle dos membros inferiores que, de forma dinâmica, também resulta na alteração do encaixe entre a patela e o fêmur”, diz Brandão.
O fisioterapeuta do CREB pontua que dependendo do estágio da doença, o paciente tem uma sensação de “areia no joelho”, com estalos, cansaço e dor nas pernas. “A condromalácia em seu último grau apresenta um osso subcondral já exposto devido ao desgaste intenso da cartilagem e as dores neste nível tendem a ser incapacitantes”, destaca ele. “Assim que já se obtém um diagnóstico é importante que o tratamento seja iniciado o mais breve possível para evitar que a patologia progrida. A fisioterapia é um dos principais caminhos para o tratamento da condromalácia uma vez que a cirurgia, em grande parte dos casos, apresenta pouca eficiência”, finaliza.
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