Existe relação entre o reumatismo e a gengivite? Reumatologista do CREB responde
Existe relação entre o reumatismo e a gengivite? Reumatologista do CREB responde
Embora ainda não haja uma compreensão absoluta sobre a questão, há uma relação entre doenças reumatológicas – especificamente a artrite reumatoide – e a doença gengival. Segundo a reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – Dra. Liseth Acochiri Gutierrez, “a artrite reumatoide (AR) é uma doença auto-imune, ou seja, o sistema imunológico desregulado leva a uma inflamação nas articulações predominantemente das mãos e punhos, resultando em dor, calor e rigidez articular nessas articulações. Acredita-se que algum tipo de lesão gengival – possivelmente relacionada a uma infecção bacteriana – possa desencadear o surgimento da doença em pessoas geneticamente suscetíveis”.
A médica do CREB esclarece que a inflamação gengival é causada por um crescimento excessivo de bactérias e placas nos dentes, resultando em dano dos ossos e tecidos de suporte dentário. “Uma bactéria específica (Porphyromonas gingivalis), causadora de gengivite, pode desencadear a ativação e desregulação imune, em indivíduos geneticamente suscetíveis. O sistema imune ataca as estruturas articulares, resultando no surgimento dos primeiros sintomas da Artrite Reumatóide”.
A Dra. Liseth afirma que não é garantido que uma condição cause a outra. “No entanto, sugerimos que portadores de doença periodontal que iniciem dor nas articulações procurem um reumatologista para o correto diagnóstico”, finaliza ela.
Osteoporose não é uma doença exclusiva das mulheres
Ao contrário do que se imagina, a osteoporose não é, definitivamente, uma doença exclusiva das mulheres. Inclusive, esse foi um dos importantes temas do mais recente congresso da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo: um em cada cinco homens, em todo o mundo, são afetados pela osteoporose. E o número de dias não trabalhados por homens na faixa entre 50 e 65 anos, devido a fraturas, cresce vertiginosamente, tornando-se um problema social.
Várias estatísticas foram apresentadas e discutidas no congresso, como, por exemplo, que após a fratura de quadril, homens têm duas vezes mais que mulheres probabilidade de morrer. Outro dado importante é que o risco de um homem sofrer uma fratura osteoporótica é maior do que a possibilidade dele desenvolver um câncer de próstata. O alerta maior, porém, vem da constatação de que um terço de todas as fraturas de quadril no mundo ocorre em homens. Ou seja, é um mito a osteoporose ser uma doença de mulheres.
No Brasil, mais de 10 milhões de pessoas têm osteoporose. No mundo, esse número salta para 200 milhões. Segundo o Dr. Bernardo Stolnick, ortopedista e coordenador do centro de doenças osteometabólicas do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, a osteoporose é caracterizada pela diminuição da massa óssea, com consequente enfraquecimento e fragilidade do osso e, portanto, maior possibilidade de fraturas. “A osteoporose pode ser diagnosticada, com precisão e precocemente, através de um exame de fácil realização, indolor e de alta precisão chamado densitrometria óssea. Enquanto com o raio-x somente podemos detectar a osteoporose quando já há perda de 30% da massa óssea, com esse exame podemos detectá-la quando há perda de menos de 1%. E detectada precocemente, podemos tratá-la com êxito”, explica ele.
Os principais fatores de risco da doença são: ter pele e/ou olhos claros; ser baixa e/ou magra; quem não toma leite ou ingira pouco alimento com cálcio; quem não faz exercício físico; quem toma pouco sol; quem tem parente com a doença; quem sofre de asma (bronquite), artrite ou alergia; fumantes; quem bebe muito café e bebida alcoólica; quem tem menopausa precoce por cirurgia ou não; quem usa antiácidos, anticonvulsivantes, certos diuréticos, heparina e/ou corticóides; e quem tem problema de tireoide. O ortopedista explica que deve-se ingerir alimentos ricos em cálcio, como leite, iogurte natural com pouca gordura, queijo ricota, queijo suíço, queijo provolone, sorvete de baunilha e outras fontes secundárias de cálcio, como sardinha, ostras, ervilhas, couve e brócolis. A prática regular de exercício físico e banhos de sol são muito importantes também. “Até a idade de 30 anos, a mulher constrói e armazena cálcio eficientemente. Então, como parte do processo natural da idade, a formação de novo tecido ósseo diminui e a perda permanente de cálcio se acelera depois da menopausa. Pense no osso como uma espécie de caderneta de poupança. Você somente terá massa óssea na sua poupança na medida que você depositar. Acredita-se que mulheres jovens podem aumentar sua massa óssea em cerca de 20%, um fator crítico na proteção contra a osteoporose”, finaliza o médico.
Horas jogando videogame pode causar artrite em crianças e adolescentes
Reumatismo é uma doença da terceira idade. Essa é uma lenda que vem a cada dia se desfazendo: cada vez mais, os consultórios dos reumatologistas e fisiatras recebem a visita de crianças e adolescentes, que sofrem com as dores provenientes da artrite devido, principalmente, ao uso excessivo de videogames e telefones celulares. Tanto que o tema foi destaque da Reunião Anual da Liga Européia Contra o Reumatismo (Eular), que aconteceu entre os dias 25 e 28 de maio, em Londres.
“Crianças e adolescentes passam horas e horas jogando videogames como o Playstaion e também gastam muito de seu tempo livre navegando e utilizando os recursos do i-Phone. E essas atividades sem tempo discriminado estão causando reumatismo crônico nestes jovens. Antes, o reumatismo era considerado uma doença da terceira idade, mas cada vez mais recebemos em nossos consultórios crianças e adolescentes que se queixam de dores da tendinite ou dores articulares”, explica o reumatologista e fisiatra Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo ele, a dor crônica aparece devido ao extremo esforço realizado por estes jovens, que fazem movimentos repetidos durante várias horas, com os controles dos videogames e celulares. “Na Europa discute-se, inclusive, a necessidade de se expor esse efeito colateral nas embalagens dos jogos, tamanho o problema. Pesquisas mostram que esses adolescentes jogam videogames por até sete horas, as vezes seguidas”, afirma o médico.
Na Inglaterra, pelo menos 90% das crianças com idade em torno dois oito anos têm ao menos um videogame. Os números devem ser semelhantes em países desenvolvidos. “Os danos causados às mãos, dedos e braços destes meninos, devido às extensas horas diante do videogame, podem ser comparados aos danos que afastam milhares de profissionais do seu local de trabalho. É preciso saber lidar com essa questão, que é relativamente nova.
Uma criança não pode passar tantas horas diante do videogame. Temos tido cada vez mais casos assim e recomendamos aos pais que tragam seus filhos ao consultório de um especialista ao menor sinal de dor constante”, finaliza o médico do CREB.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
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- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
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Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
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