Exercício físico em excesso pode causar artrose
A artrose acomete 10 milhões de brasileiros. A cada dez adultos, dois têm a doença, também conhecida como osteoartrite e que é caracterizada pelo desgaste das cartilagens das articulações. Esse número é divulgado pela SBOT – Sociedade Brasileira de O...
A artrose acomete 10 milhões de brasileiros. A cada dez adultos, dois têm a doença, também conhecida como osteoartrite e que é caracterizada pelo desgaste das cartilagens das articulações. Esse número é divulgado pela SBOT – Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Engana-se, porém, quem pensa que trata-se de uma doença exclusiva da terceira idade. É verdade que é mais comum nessa faixa etária, mas o número de jovens adultos acometidos é cada vez maior.
O livro “Osteoartrite – Cenário Atual e Tendências no Brasil” prevê que o excesso de exercícios físicos será a causa de 45% dos casos de artrose no futuro. Segundo as pesquisas realizadas e divulgadas no livro, já são 163 mil casos de pessoas com até 19 anos que desenvolveram artrose.
– Obesidade e exercício em excesso são duas das causas mais comuns da artrose. As articulações se desgastam com exercícios físicos em excesso, independentemente da idade. O excesso pode prejudicar até os jovens. Mas não é apenas o exercício físico em excesso que ocasiona a artrose. Hereditariedade, alterações hormonais, inflamações e doenças metabólicas, como o diabetes, podem desenvolver a doença. Tabagismo e obesidade, reforçada com a falta de exercícios físicos, também agrava os sintomas da artrose – explica o fisiatra e reumatologista Eduardo Sadigurschi, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo o Dr. Eduardo, alguns sintomas da artrose são facilmente percebidos, como a articulação dolorida, inchada, falta de firmeza, rangidos e redução do movimento:
– Ao menor sinal destes sintomas, um médico deve ser consultado imediatamente. Quanto mais cedo tratarmos, melhor. As estatísticas apontam que apenas 42% dos pacientes com artrose são diagnosticados. A artrose não tem cura, mas é possível aliviar a dor e recuperar a qualidade de vida perdia com medicação e protocolos que incluem fisioterapia, Pilates, acupuntura e hidroterapia – garante o dr. Eduardo.
Pesquisas mostram avanços genéticos da artrite reumatóide
Estudos clínicos em pacientes com artrite reumatóide evidenciaram variantes genéticas em três posições de alelos do HLA-DRB1, que estão envolvidos na predisposição de uma doença mais agressiva e na influência da resposta ao tratamento. Segundo o Depa...
Estudos clínicos em pacientes com artrite reumatóide evidenciaram variantes genéticas em três posições de alelos do HLA-DRB1, que estão envolvidos na predisposição de uma doença mais agressiva e na influência da resposta ao tratamento. Segundo o Departamento de Estudos Genéticos de Manchester, a presença da valina na posição 11 está associado a um risco quatro vezes superior de desenvolvimento da doença. Já a presença de serina na mesma posição leva a um risco duas vezes menor de desenvolvimento da doença.
A artrite reumatódie é uma doença inflamatória auto imune, crônica e progressiva, que destrói as articulações do corpo. E é mais comum dos que se imagina: mais de 1,5 milhão de brasileiros têm artrite reumatóide e muitas vezes ficam impossibilitados de trabalhar e realizar atividades simples do cotidiano, como amarrar o cardaço do tênis, pentear os cabelos ou segurar um copo. “A artrite reumatóide caracteriza-se por inflamação das articulações, provocada por uma reação inflamatória, com presença de algumas substâncias, entre elas a interleucina 6, que destroem progressivamente a cartilagem e os ossos ao redor das articulações, causando dor, edema e prejudicando sua função e limitando os movimentos. Além do comprometimento das articulações, ocorrem sintomas físicos como cansaço intenso, decorrente da anemia que a doença provoca. Os sintomas iniciais são fadiga inexplicável, rigidez prolongada das articulações pela manhã, além de edema e vermelhidão. Esse quadro muitas vezes é confundido com o reumatismo comum, o que retarda o diagnóstico correto e o início precoce do tratamento”, explica Haim Maleh, professor de Reumatologia da UFRJ e Fisiatra e Reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Ele lembra que a doença não acomete apenas pessoas da terceira idade. Mulheres na faixa dos 30 aos 50 anos, diz ele, são as principais vítimas da doença. “A artrite reumatoide afeta diretamente a qualidade de vida do paciente e logo que surge, aos primeiros sinais, como por exemplo dor nas juntas, em especial das mãos e dos pés, deve-se procurar um médico reumatologista. O maior problema encontrado é a demora para diagnosticar a doença, que exige tratamento contínuo. Para chegar ao diagnóstico da artrite reumatóide, o reumatologista analisa a história clínica do paciente, realiza exames físicos das articulações e solicita análise laboratorial, radiografias e, em algumas ocasiões, ultrassonografia das áreas acometidas. Exames de sangue também auxiliam na avaliação do processo inflamatório. A artrite reumatóide é uma doença de longa evolução. Há tratamentos, que estão cada cada vez mais avançados, sendo possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. O tratamento traz alívio da dor, bem estar e principalmente pode evitar e prevenir alterações articulares, quando iniciado precocemente”, finaliza ele.
Lesões de Esforço Repetitivo podem provocar Síndrome do Túnel do Carpo
A Síndrome do Túnel do Carpo acontece a partir da compressão do nervo mediano no canal do carpo.
Se você está sentindo dores nos membros superiores, nos dedos, na mão ou nos punhos, com possível sensação de dormência e formigamento, talvez você esteja cometido pela Síndrome do Túnel do Carpo. Trata-se de uma neuropatia causada principalmente por lesões causadas por esforço repetitivo.
“A Síndrome do Túnel do Carpo acontece a partir da compressão do nervo mediano no canal do carpo. Trata-se de uma estrutura anatômica localizada entre a nossa mão e o antebraço. Por este túnel passam o nervo mediano e tendões flexores. Quando a pressão neste canal aumenta em demasia, o nervo mediano é comprimido e acontece a Síndrome do Túnel do Carpo”, explica o ortopedista especialista em mãos Francisco Werneck, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
L.E.R., a causa principal da Síndrome do Túnel do Carpo
O ortopedista do CREB conta que é absolutamente comum receber em seu consultório pacientes com muitas dores nas mãos e punhos, associadas a sensação de dormência e formigamento, principalmente causadas pelo uso excessivo de celular. Muitos são jovens que, em comum, passam horas com um smartphone nas mãos, navegando nas redes sociais ou se divertindo com joguinhos digitais.
A principal causa da Síndrome do Túnel do Carpo é, segundo o Dr. Francisco, a L.E.R. (Lesão do Esforço Repetitivo). “São aqueles movimentos repetitivos, em excesso, como digitar, navegar no celular ou tocar um instrumento musical sem parar. Mas a Síndrome do Túnel do Carpo também pode ser causada por quedas e fraturas, por inflamações, como a provocada pela artrite reumatoide, e por causas hormonais e medicamentosas”, ilustra ele.
Sintomas e tratamento da Síndrome do Túnel do Carpo
O sintoma mais comum, além da dor, é o que a medicina chama de parestesia, ou seja, a sensação de formigamento e de dormência que, segundo o ortopedista do CREB, costuma ser mais comum à noite. Muitas vezes, a dor pode ser tanta que o paciente não consegue segurar um copo.
Para diagnosticar a doença, além do exame físico, o ortopedista poderá solicitar um exame chamado eletroneuromiografia, disponível no CREB. Já o tratamento é medicamentoso e fisioterápico. “No CREB, utilizamos protocolos que incluem a acupuntura, que é excelente para aliviar a dor do paciente”, destaca o Dr. Francisco. Ele finaliza lembrando que ao menor sinal de dor, um especialista deve ser consultado o quanto antes.
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