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Artrose não é uma doença exclusiva da terceira idade

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A Artrose – caracterizada pelo desgaste das cartilagens das articulações – não é uma doença exclusiva da terceira idade, como muita gente pensa.

Cada vez é maior o número de pessoas, na faixa dos 30 anos, que sofrem com a artrose, também conhecida como osteoartrite. Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), 20% dos adultos brasileiros já são acometidos pela doença. E mais: acredita-se que o excesso de exercícios físicos será a causa de 45% dos casos de artrose no futuro, segundo dados do livro “Osteoartrite – Cenário Atual e Tendências no Brasil”.

Mais de 10 milhões de brasileiros sofrem com a artrose. “É o desgaste nas cartilagens das articulações que leva a pessoa a desenvolver a artrose. Obviamente que a faixa etária mais afetada é a terceira idade, devido ao envelhecimento natural do corpo, mas é cada vez maior o número de pessoas, na faixa dos 30 anos, com artrose em joelhos, quadris, tornozelos e coluna. Obesidade e exercício em excesso são duas das causas mais comuns”, explica o fisiatra e reumatologista Eduardo Sadigurschi, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

Segundo o médico, as articulações se desgastam com exercícios físicos em excesso, independentemente da idade. O excesso pode prejudicar até jovens: segundo o livro, já são 163 mil casos de pessoas com até 19 anos que desenvolveram artrose.

“Alguns sintomas da artrose são facilmente percebidos, como a articulação dolorida, inchada, falta de firmeza e rangidos. Dificuldades e redução de movimento também são comuns. Não é apenas o exercício físico em excesso que ocasiona a artrose. Hereditariedade, alterações hormonais, inflamações e doenças metabólicas, como o diabetes, podem desenvolver a doença. Tabagismo e obesidade, reforçada com a falta de exercícios físicos, também agrava os sintomas da artrose..

– O paciente deve procurar um especialista imediatamente. Quanto mais cedo o tratamento começar, melhor para ele. As estatísticas dizem que apenas 42% dos pacientes que têm a doença estão devidamente diagnosticados. A artrose não tem cura, mas é possível aliviar a dor e recuperar a qualidade de vida perdia com medicação e protocolos que incluem fisioterapia, Pilates, acupuntura e hidroterapia – finaliza o dr. Eduardo.


Artrose no quadril: tratamento deve começar imediatamente

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Desconforto e uma sensação de rigidez na virilha, nádega ou coxa, ao acordar, pela manhã, são os primeiros sinais. Ao longo do dia, em movimento, as dores ficam mais fortes, mas melhoram quando há uma pausa para um descanso. Com o tempo, o alívio da...

Desconforto e uma sensação de rigidez na virilha, nádega ou coxa, ao acordar, pela manhã, são os primeiros sinais. Ao longo do dia, em movimento, as dores ficam mais fortes, mas melhoram quando há uma pausa para um descanso. Com o tempo, o alívio da dor diminui mesmo sem movimento, e a articulação do quadril fica “dura”. Esse é o quadro da artrose de quadril, que atinge um número cada vez maior de pessoas. Só nos Estados Unidos, mais de 10 milhões de norte-americanos estão diagnosticados com a doença no quadril.

“A cartilagem se desgasta e à medida que isso acontece os ossos começam a se atritar uns nos outros, o que causa dor durante o movimento. Com a aceleração desse processo, além da dor constante, a pessoa tem dificuldade de cruzar as pernas, de colocar meias e sapatos, lavar o pé, caminhar, dormir à noite, não consegue ficar em pé por longos períodos e tem uma marcha prejudicada. É muito importante que o tratamento comece cedo, pois assim será mais fácil devolver a qualidade de vida perdida. Ao menor sinal de dor, é preciso procurar um médico especialista”, alerta o Reumatologista e Fisiatra Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo e professor de reumatologia da UFF.

Ao menor sinal de dor, é preciso procurar um médico especialista

Além do exame clínico, o médico poderá solicitar um raio-x ou mesmo uma tomografia ou uma ressonância magnética para diagnosticar a artrose. Mas para um melhor resultado do tratamento, também poderá ser solicitado uma avaliação muscular isocinética por dinamometria computadorizada, moderno exame que indica exatamente o grupo muscular fragilizado, permitindo foco na reabilitação e, assim, resultados mais rápidos. “Idade avançada, obesidade e alguma lesão que tenha forçado a cartilagem do quadril, além de histórico familiar, são os principais fatores de risco da artrose”, explica o Dr. Haim.

A boa notícia é que é possível restabelecer a qualidade de vida perdida. Há tratamento para a artrose do quadril, que inclui medicamentos específicos e a utilização de protocolos que incluem hidroterapia (em piscina especial para essa atividade, com a temperatura da água entre 32 e 34 graus centígrados, com as duas piscinas disponíveis no CREB exclusivamente para esse fim, além de Pilates, acupuntura, RPG e fisioterapia. “O tratamento é individualizado. Temos alcançado sucesso, eliminando a dor e devolvendo ao paciente uma boa mobilidade articular. Em muitos casos, temos usado a viscossuplementação, para restaurar a qualidade visco elástica da articulação, melhorando a dor e a mobilidade da articulação. O importante é que podemos devolver a qualidade de vida perdida, mas reforço que ao menor sinal de dor, é preciso procurar um especialista”, finaliza o Dr. Haim.


Dez por cento da população mundial tem Artrose

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A Artrose é uma das mais comuns doenças reumáticas

A artrose acomete 10% da população mundial e, segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), 20% da população adulta brasileira. Trata-se de uma das principais causas de incapacidade e afastamento do trabalho.

A doença provoca nas articulações de joelhos, quadris, tornozelo e coluna. Segundo o Dr. Eduardo Sadigurshci, reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, a artrose é caracterizada por um desgaste da cartilagem e alterações ósseas.

Principal sintoma da Artrose

O principal sintoma é a dor, que começa apenas com a movimentação da articulação afetada, melhorando com descanso, mas que pode progredir para dores até mesmo durante o repouso. Pode ocorrer também diminuição dos movimentos, ruído na articulação (crepitações), inchaço na articulação, deformidades e falta de firmeza ao realizar movimentos. Ao menor sinal de dor, o médico deve ser consultado.

Utilizamos analgésicos e anti-inflamatórios para reduzir a dor do paciente. Mas o tratamento melhora a qualidade de vida. Além de medicamentos, contamos com protocolos que incluem hidroterapia, em piscinas adequadamente aquecidas, como temos no CREB, e acupuntura. O impacto do exercício físico pode ser um fator limitante para muitos pacientes, mas o trabalho feito dentro da água, aquecida, supervisionado por profissionais, traz muitos resultados positivos – afirma o médico do CREB.



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