Vitamina D é fundamental para quem tem osteoporose
A ingestão de cálcio é fundamental no tratamento da osteoporose. Seja através de uma alimentação balanceada e rica neste elemento ou mesmo por meio de comprimidos, o paciente deve consumir 1 mil miligramas de cálcio diariamente, afirma o especialista em osteoporose, o Dr. Bernardo Stolnicki, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
“Muitos médicos receitavam dois comprimidos diários de cálcio, totalizando 1 mil miligramas, o que garantiria a ingestão da quantidade correta do elemento. Assim, mesmo que o paciente não buscasse uma alimentação rica em cálcio, estaria seguindo as necessidades do tratamento. Mas chegou-se a discutir que pacientes que ingeriam dois comprimidos diários de 500 miligramas cada de cálcio tinham o risco de doença cardíaca aumentado. Após muitos estudos, chegou-se a conclusão de que isso não era verdade, mas o lado positivo desta polêmica é que os médicos passaram a dividir a ingestão de cálcio, prescrevendo metade em comprimido e a outra metade na alimentação, o que é muito saudável”, explica o médico, citando o leite e seus derivados, o salmão e verduras como fontes de cálcio.
Segundo ele, pacientes que têm nível normal de vitamina D no organismo, porém, só precisam de 500 miligramas de cálcio diariamente. “A vitamina D é muito importante na mineralização óssea. É ela quem leva o cálcio para o osso, é a condutora. E hoje sabemos que pacientes idosos que tomam vitamina D melhoram o tônus muscular e o equilíbrio”, diz.
Reumatologista do CREB explica o que é Gota
Reumatologista do CREB explica o que é Gota
A gota é uma doença reumatológica, caracterizada pelo depósito de cristais de ácido úrico nas articulações. Segundo o reumatologista Sebastião Carlos Ferreira da Silva, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – trata-se de uma doença metabólica, já que está geralmente associada a altos níveis de ácido úrico no sangue.
“A gota também é uma doença inflamatória, pois à medida que os cristais de ácido se depositam nas articulações, resulta num quadro de artrite”, pontua o médico do CREB. Ele ressalta que os sintomas da doença geralmente se iniciam pelas articulações dos membros inferiores, sendo que a articulação do primeiro dedo do pé é a primeira a ser acometida. “A artrite aguda, com dor, calor e vermelhidão dessa articulação é denominada de podagra, sendo de início súbito, geralmente no período da noite”, explica.
O Dr. Sebastião alerta que há alimentos que aumentam os níveis de ácido úrico no sangue, podendo precipitar um quadro de gota: carne vermelha, frutos do mar e miúdos, como, por exemplo, coração de galinha. Bebidas alcoólicas, pontua, também podem provocar tal precipitação.
“A gota é caracterizada por períodos de crise aguda de artrite com duração de cinco a sete dias. Com a progressão da doença, cristais de ácido úrico acumulam em algumas articulações, tais como cotovelos, tornozelos, formando os denominados tofos. Existe diagnóstico e tratamento para doença sendo necessário a avaliação reumatológica para que haja um controle da doença”, finaliza ele.
Desafio da Longevidade : Osteoporose Aumenta
Número de internações pela doença Osteoporose cresceu 8%
O aumento da longevidade do brasileiro já começa a se refletir negativamente nas estatísticas médicas: o número de internações por osteoporose cresceu nos últimos anos. Fraturas de fêmur, uma das maiores consequências da doença, levaram 8% mais pessoas aos hospitais entre 2005 e 2008. Neste ano, o Ministério da saúde gastou R$ 58,6 milhões com 32.908 internações deste tipo, contra R$ 48,8 milhões em 30.273 internações realizadas em 2005. O governo também incrementou os investimentos em remédios nesse período. No ano passado foram gastos R$ 39 milhões em medicamentos.
– Os casos de osteoporose estão aumentando, até porque a população idosa esta aumentando. Ao ter mais pessoas idosas, os casos de osteoporose acabam surgindo com mais frequência – afirmou José Telles, coordenador Nacional de Saúde do Idoso, do Ministério da Saúde.
A fratura de fêmur, o maior osso do corpo humano, está entre as causas relevantes de morbidade e mortalidade dos idosos. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, cerca de 10 milhões de pessoas tem osteoporose. A maioria acima de 60 anos. A doença está, ao lado da diabetes e da hipertensão, no rol das crônico-degenerativas com maior incidência na população idosa. Entre as causas externas, as quedas são responsáveis por 24% das mortes em idosos, enquanto correspondem a 6% no restante da população. Cerca de 30% das pessoas idosas sofrem quedas a cada ano. Essa taxa aumenta para 40% entre aqueles com mais de 80 anos. Na grande maioria das vezes, as fraturas de fêmur demandam cirurgia.
– Há uma cultura na sociedade de que é normal a pessoa idosa cair – disse Telles.
Segundo ele, os profissionais de saúde vêm sendo orientados a fazer uma avaliação criteriosa do paciente idoso que sofrer queda para investigar se ele tem osteoporose. Para quem já tem a doença, a ordem é evitar quedas. O Guia prático do Cuidador, do Ministério da Saúde, dá dicas como à eliminação de tapetes, capachos, tacos e fios soltos na casa. A instalação de barras de apoio na parede do chuveiro e ao lado do vaso sanitário também e sugerida.
A alimentação balanceada, exercícios físicos regulares e abstinência de tabaco e álcool são hábitos que, se praticados da juventude á velhice, podem evitar o desenvolvimento da doença. Telles diz que há comprovação científica de que pessoas com 80 anos que fazem musculação melhoram sua capacidade funcional e recuperam massa óssea.
– Se vamos viver mais, a questão é como viveremos esses anos a mais, numa cadeira de rodas ou com saúde – afirmou.
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