Pilates, atividade ideal para a terceira idade
A prática de atividade física regular na terceira idade é tão importante quanto necessária, e o número de pessoas que seguem essa orientação cresce a cada dia. Uma das opções mais procuradas – e recomendadas pelos médicos – é o Pilates. “O pilates é uma atividade que fortalece a musculatura mais profunda e, assim, ajuda a prevenir doenças como artrose, osteoporose e artrite”, garante o fisiatra e reumatologista Eduardo Sadigurschi, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O Dr. Eduardo pontua que a pessoa da terceira idade deve ter alguns cuidados na prática regular de exercícios físicos, e que o Pilates é ideal porque pode ser feito no tempo e dentro das possibilidades do praticante. “A atividade pode ser praticada três vezes por semana. No CREB, possuímos um estúdio de pilates bem equipado, onde os pacientes são orientados por fisioterapeutas. Antes de iniciar a atividade, o idoso deve, porém, consultar um especialista”, avisa ele.
O Dr. Eduardo diz que o Pilates traz, também, a melhora do equilíbrio, melhora da postura, fortalecimento muscular, aumento da autoestima, melhor flexibilidade e coordenação motora e traz o idoso para o convívio social. “O pilates é uma atividade excelente para pessoas da terceira idade. Traz inúmeros benefícios e não exige mais do que o praticante pode oferecer de esforço físico”, finaliza ele.
Bursite trocantérica é tratada com medicamentos e fisioterapia
Uma das causas mais comuns de dor no quadril é a bursite trocantérica, uma inflamação de qualquer uma das bursas trocantéricas. É o fisioterapeuta Vitor Gomes dos Santos, do staff de reabilitação do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo,...
Uma das causas mais comuns de dor no quadril é a bursite trocantérica, uma inflamação de qualquer uma das bursas trocantéricas. É o fisioterapeuta Vitor Gomes dos Santos, do staff de reabilitação do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, quem explica. “A bursa trocantérica é um tecido sinovial localizado superficialmente ao trocânter maior, a parte do fêmur proximal que é saliente lateralmente no quadril. Todo indivíduo tem quatro ou mais bursas trocantéricas em cada quadril. Estas bursas funcionam como se fossem um ‘saco vazio’ sobre as proeminencias ósseas, facilitando o deslizamento de tendões e fáscias sobre o osso. Bursite trocantérica é uma causa comum de dor no quadril e os pacientes frequentemente sofrem limitação nas suas atividades físicas e dormem com dificuldade”, diz ele.
Algumas pesquisas sugerem que não é somente a inflamação da bursa que causaria dor. As bursas trocantéricas, prossegue Vitor, possuem pequenos nervos em seu interior que irritados ou comprimidos podem causar dor. “Outras doenças podem evoluir com dor na região trocantérica, como a ruptura dos tendões abdutores. Por estes motivos, alguns autores têm sugerido o nome síndrome da dor trocantérica lateral em substituição a bursite trocantérica”, ilustra ele.
O fisioterapeuta explica que essa inflamação é causada por movimento exagerado dos tendões e fáscias sobre o trocânter maiore que a pressão direta pode causar ou agravar os sintomas. “Com a evolução da inflamação, a bursa progressivamente perde a sua função deslizante e engrossa suas paredes. Os pacientes com bursite trocantérica frequentemente apresentam uma ou mais das seguintes condições: doença na coluna lombar; diferença de comprimento entre os membros inferiores; doença na articulação sacroilíaca; artrose do joelho e entorse do tornozelo. Acredita-se que estas anormalidades possam alterar a marcha e consequentemente irritar a bursa trocantérica”, enumera.
A bursite trocantérica causa dor na lateral do quadril e na coxa, podendo causar dificuldade para caminhar. A pressão direta sobre a bursa aumenta a dor e é difícil deitar sobre o lado afetado. Por todas estas manifestações, a bursite trocantérica pode prejudicar o sono, evitar a realização de atividades físicas e reduzir significativamente a qualidade de vida. Vitor pontua que o médico poderá solicitar raio-x para excluir o diagnóstico de algumas outras doenças e que ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética podem ser muito úteis no auxílio do diagnóstico.
A boa notícia e que o tratamento não cirúrgico da bursite trocantérica alcança resultados satisfatórios na maioria dos pacientes, incluindo o uso de medicações, fisioterapia e infiltrações. “A cura da bursite trocantérica pode ser difícil de ser alcançada em alguns casos, o que não significa que não haverá melhora dos sintomas com o tratamento. Mas temos tido excelentes resultados no CREB. A fisioterapia associa medidas locais de temperatura com exercícios de alongamento dos tecidos que fazem pressão sobre a bursa.
Alterações na marcha e função muscular também podem ser corrigidas pela fisioterapia em alguns casos. O uso do Ultrassom, estimulação elétrica percutânea (TENS) ou terapias por ondas de choque (TOC) podem eventualmente ser indicados. A Terapia por Ondas de Choque oferece excelentes resultados para esses casos, melhorando em muito a dor. No CREB, temos a possibilidade de também indicar a hidroterapia assistida para esses pacientes, ajudando a melhorar a dor e a mobilidade”, finaliza ele.
Dores articulares são comuns no frio
Basta a temperatura cair para as pessoas começarem a sentir mais dores.
Não há uma relação direta, que embase a afirmação de que o frio provoca dores, mas a verdade é que as estatísticas apontam que as clínicas de reumatologia e ortopedia, como o CREB – Centro de Reumatologia, Fisioterapia e Ortopedia – percebem um aumento do número de consultas em até 20% nessa época do ano.
Pacientes procuram as clínicas com dores no joelho, coluna, pernas e pescoço, principalmente aqueles que têm doenças reumáticas como artrose.
No frio, as pessoas ficam mais retraídas, provocando uma tensão muscular maior
– Cada pessoa reage diferentemente ao frio. Tem quem seja muito friorento, tem que adore o frio, mas a verdade é que no frio as pessoas ficam mais retraídas, provocando uma tensão muscular maior. Isso pode contribuir para um quadro de dor, é verdade. Além disso, muita gente deixa de praticar atividade física no frio, o que é um erro – explica o reumatologista e fisiatra do CREB, Eduardo Sadigurschi.
O médico do CREB diz que pacientes com algum tipo de artrose e artrite costumam sofrer mais no frio. Ele revela que uma pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública com mais de 12 mil pessoas, mostrou que 36% dos entrevistados sentiam dores nas costas, que se intensificam no frio.
O Dr. Eduardo afirma que são três as principais doenças reumáticas que costumam ser mais afetadas pelo frio: Artrose (desgaste da cartilagem articular, também é conhecida como osteoartrite), Esclerose Sistêmica (um tipo de esclerodermia que afeta a pele e os órgãos internos do organismo) e, finalmente, Lúpus Erimatoso Sistêmico (uma doença inflamatória crônica autoimune cujos sintomas são febre, emagrecimento, perda de apetite, desânimo e fraqueza).
– Andar bem agasalhado é fundamental. Não deixar a atividade física também, lembrando que é preciso aquecer bem antes. Mas ao menor sinal de dor, um médico deve ser consultado – avisa o Dr. Eduardo.
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