Pilates, atividade ideal para a terceira idade
A prática de atividade física regular na terceira idade é tão importante quanto necessária, e o número de pessoas que seguem essa orientação cresce a cada dia. Uma das opções mais procuradas – e recomendadas pelos médicos – é o Pilates. “O pilates é uma atividade que fortalece a musculatura mais profunda e, assim, ajuda a prevenir doenças como artrose, osteoporose e artrite”, garante o fisiatra e reumatologista Eduardo Sadigurschi, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O Dr. Eduardo pontua que a pessoa da terceira idade deve ter alguns cuidados na prática regular de exercícios físicos, e que o Pilates é ideal porque pode ser feito no tempo e dentro das possibilidades do praticante. “A atividade pode ser praticada três vezes por semana. No CREB, possuímos um estúdio de pilates bem equipado, onde os pacientes são orientados por fisioterapeutas. Antes de iniciar a atividade, o idoso deve, porém, consultar um especialista”, avisa ele.
O Dr. Eduardo diz que o Pilates traz, também, a melhora do equilíbrio, melhora da postura, fortalecimento muscular, aumento da autoestima, melhor flexibilidade e coordenação motora e traz o idoso para o convívio social. “O pilates é uma atividade excelente para pessoas da terceira idade. Traz inúmeros benefícios e não exige mais do que o praticante pode oferecer de esforço físico”, finaliza ele.
Dores articulares são comuns no frio
Basta a temperatura cair para as pessoas começarem a sentir mais dores.
Não há uma relação direta, que embase a afirmação de que o frio provoca dores, mas a verdade é que as estatísticas apontam que as clínicas de reumatologia e ortopedia, como o CREB – Centro de Reumatologia, Fisioterapia e Ortopedia – percebem um aumento do número de consultas em até 20% nessa época do ano.
Pacientes procuram as clínicas com dores no joelho, coluna, pernas e pescoço, principalmente aqueles que têm doenças reumáticas como artrose.
No frio, as pessoas ficam mais retraídas, provocando uma tensão muscular maior
– Cada pessoa reage diferentemente ao frio. Tem quem seja muito friorento, tem que adore o frio, mas a verdade é que no frio as pessoas ficam mais retraídas, provocando uma tensão muscular maior. Isso pode contribuir para um quadro de dor, é verdade. Além disso, muita gente deixa de praticar atividade física no frio, o que é um erro – explica o reumatologista e fisiatra do CREB, Eduardo Sadigurschi.
O médico do CREB diz que pacientes com algum tipo de artrose e artrite costumam sofrer mais no frio. Ele revela que uma pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública com mais de 12 mil pessoas, mostrou que 36% dos entrevistados sentiam dores nas costas, que se intensificam no frio.
O Dr. Eduardo afirma que são três as principais doenças reumáticas que costumam ser mais afetadas pelo frio: Artrose (desgaste da cartilagem articular, também é conhecida como osteoartrite), Esclerose Sistêmica (um tipo de esclerodermia que afeta a pele e os órgãos internos do organismo) e, finalmente, Lúpus Erimatoso Sistêmico (uma doença inflamatória crônica autoimune cujos sintomas são febre, emagrecimento, perda de apetite, desânimo e fraqueza).
– Andar bem agasalhado é fundamental. Não deixar a atividade física também, lembrando que é preciso aquecer bem antes. Mas ao menor sinal de dor, um médico deve ser consultado – avisa o Dr. Eduardo.
Bursite trocantérica provoca dor na lateral do quadril e coxa
Dor lateral no quadril e, também, na coxa, apresentando dificuldade no caminhar, pode ser uma consequência de uma bursite trocantérica.
“Como a pressão direta sobre a bursa aumenta a dor, geralmente é difícil para o paciente deitar sobre o lado afetado. Sendo assim, a bursite trocantérica pode prejudicar o sono, apresentar dificuldade no caminhar e dor constante e, consequentemente, reduzir a qualidade de vida do paciente”, acrescenta o ortopedista João Marcelo, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia e da equipe médica do futebol profissional do Clube de Regatas do Flamengo.
Dificuldade no caminhar e dor constante
Ele explica que “a bursa trocantérica é um tecido sinovial localizado superficialmente ao trocanter maior, a parte do fêmur proximal que é saliente lateralmente no quadril. Todas as pessoas têm quatro mais bursas trocantéricas em cada quadril. Estas bursas funcionam como se fossem um ‘saco vazio’ sobre as proeminências ósseas, o que facilita o deslizamento de tendões e fáscias sobre o osso”.
A bursite trocantérica é a inflamação de uma ou mais bursas trocantéricas. “Em geral, é causada por movimentos exagerados dos tendões e fáscias sobre o trocânter maior. “Essa pressão direta pode causar ou agravar os sintomas da bursite trocantérica. A partir da evolução da inflamação, a Bursa vai perdendo sua função deslizante. Geralmente, pacientes com bursite trocantérica também podem apresentar doença na coluna lombar; diferença de comprimento entre os membros inferiores; doença na articulação sacroilíaca; artrose do joelho e entorse do tornozelo”, diz o ortopedista do CREB, pontuando que um exame importante a ser feito nesses casos é a baropodometria computadorizada, que avalia o movimento e a pisada do paciente.
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