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Dores nas costas e dores na coluna são a mesma coisa?

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Dor nas Costas

A maioria das pessoas certamente responderiam sim para a pergunta “dores nas costas e dores na coluna são a mesa coisa?”. A resposta, no entanto é não. E a explicação interessa a todos, já que 85% da população mundial sente, sentiu o sentirá dores na coluna em algum momento da vida, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

  • Dores na região lombar são cada vez mais frequentes e afetam e afetam pessoas de todas as idades. É um erro imaginar que se trata de um problema exclusivo da terceira idade. Já as dores nas costas estão, em geral, associadas a fatores musculares ou problemas em algum órgão do corpo. No caso de fatores musculares, podem ser tensões ou lesões musculares as responsáveis pela dor após, por exemplo, movimentos repetitivos que exigiram esforço físico grande – explica o ortopedista Márcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo ele, outras doenças podem comprometer as costas, como a osteoporose, por exemplo. As doenças renais, por exemplo, não causam dores lombares, mas em alguns casos de infecção urinária o paciente pode sentir dores na região, com irradiação para a virilha.

  • A dor na coluna, por sua vez, está relacionada a problemas ósseos, como alterações degenerativas nos discos intervertebrais ou articulações, escorregamento de vértebras, desvios dos eixos normais da coluna, acometimento da coluna por patologias como hérnia de disco, artrose, estenose do canal vertebral e osteofitose – explica o Dr. Márcio.

Independente do tipo de dor, se na coluna ou nas costas, a orientação do médico do CREB é uma só: procurar imediatamente um especialista. O Dr. Márcio pontua que quanto mais cedo um tratamento é iniciado, mais rápido ele alcança o sucesso.


Dor crônica aumenta no inverno

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Nada menos do que 37% da população brasileira – quase quatro em cada dez brasileiros – sofrem com algum tipo de dor crônica, aquela dor que persiste por mais de três meses. A maior parte deste grupo é composto por mulheres, com idade média de 41 anos...

Nada menos do que 37% da população brasileira – quase quatro em cada dez brasileiros – sofrem com algum tipo de dor crônica, aquela dor que persiste por mais de três meses. A maior parte deste grupo é composto por mulheres, com idade média de 41 anos, moradoras das regiões Sul ou Sudeste. Esse é o resultado de uma pesquisa da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED), recém divulgada.

Quatro em cada dez brasileiros – sofrem com algum tipo de dor crônica

No primeiro lugar do ranking das dores crônicas – no Brasil e em todo o restante do mundo – estão as dores crônicas provenientes de algum problema na coluna vertebral. Em seguida estão as dores de cabeça e relacionadas a algum tipo de câncer. Também são muito comuns nos consultórios médicos pacientes com alguma doença reumática, com dores crônicas nas articulações. No inverno, essas dores tendem a aumentar.

– Muitas vezes, o paciente com artrose chega a apresentar limitação de movimentos por conta das dores crônicas. As vezes, atividades tão cotidianas, como pentear os cabelos ou escovar os dentes, são impossíveis de serem feitas. No inverno, isso se intensifica. Com as baixas temperaturas, as pessoas tendem a ficar mais retraídas e contraídas. Isso gera uma tensão muscular que pode se traduzir em mais dor. Muitas vezes, as pessoas acabam se exercitando menos, o tecido se contrai involuntariamente e as pessoas não percebem mas também andam mais curvadas para se protegerem do frio. É fundamental não abandonar as atividades físicas no inverno, aquecer bem antes de iniciar o treino e utilizar roupas aquecidas. Também é melhor realizar as atividades em um horário mais convidativo, como de manhã, quando há sol – afirma o Dr. Haim Maleh, reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, e professor de reumatologia da Universidade Federal Fluminense – UFF.


Exercício físico e alimentação balanceada são fundamentais na terceira idade

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O idoso sofre com a perda natural da elasticidade e do tônus muscular do corpo e isso pode ser ainda mais intenso pela falta do hábito da atividade física regular e de uma alimentação balanceada. Assim, atividades que podem parecer simples, como segurar uma panela de feijão pelo cabo ou coçar as próprias costas podem significar um grande sacrifício para aqueles que têm comprometimento por causa de doenças degenerativas, como a osteoporose, artrite, artrose, problemas neurológicos e ortopédicos, agravados pelo sobrepeso e sedentarismo.

“A idade avançada é um dos fatores que contribuem para essa condição. E anos de má postura geram efeitos cumulativos que alteram o funcionamento músculo-esquelético do indivíduo. As doenças degenerativas também têm impacto na postura, mesmo que seus efeitos não sejam sobre o esqueleto ou grupos musculares, porque podem desencadear um mecanismo de compensação. O paciente sente dor ou desconforto ao realizar um movimento, por exemplo, e altera o alinhamento postural para compensar a sensação ruim. Isso muda todo o equilíbrio físico e compromete as demais articulações. Um joelho afetado pela artrite, por exemplo, pode alterar o padrão da caminhada, o alinhamento do quadril, da coluna e até o movimento dos braços”, explica Eduardo Sadigurschi, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Mas há como recuperar um pouco da qualidade de vida perdida e o primeiro passo é deixar o sedentarismo para trás, praticar exercícios regulares e adotar uma dieta balanceada, rica em cálcio, por exemplo. “O sedentarismo deixa articulações ainda mais rígidas. O exercício moderado constante, ao longo da vida, ajuda a adiar essa degeneração. Além disso, o exercício regular fortalece os músculos, realinha a postura, promove o alongamento e dá consciência corporal. Bem orientado, o idoso poderá praticar uma atividade física regular de baixo impacto, como a hidroginástica”, explica o médico do CREB. “A prática de exercícios físicos e uma alimentação adequada são condições básicas na busca pela melhor qualidade de vida”, finaliza ele.



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