Dores no Inverno: Descubra como Prevenir e Aliviar
Com a chegada do inverno, é comum as pessoas sentirem mais dores no corpo. Embora não haja uma relação direta entre o frio e as dores, a verdade é que as estatísticas apontam que as clínicas de reumatologia e ortopedia registram um aumento de até 20% no número de consultas nessa época do ano. As dores mais comuns incluem dor no joelho, coluna, pernas e pescoço, principalmente em pacientes que já sofrem de doenças reumáticas, como a artrose.
No frio, as pessoas tendem a ficar mais retraídas, o que pode aumentar a tensão muscular e contribuir para o surgimento de dores. Além disso, muitas pessoas deixam de praticar atividade física no inverno, o que pode agravar ainda mais as dores.
De acordo com o reumatologista e fisiatra do CREB - Clínica de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Eduardo Sadigurschi, pacientes com artrose, artrite e outras doenças reumáticas costumam sofrer mais no frio e as principais doenças reumáticas que costumam ser afetadas pelo frio são a artrose, esclerose sistêmica e o lúpus eritematoso sistêmico.
Para evitar as dores no frio, é importante andar bem agasalhado e manter a atividade física, desde que realizada com cuidado e aquecimento prévio. Ao menor sinal de dor, é importante consultar um médico para um diagnóstico e tratamento adequados.
Terapia por Ondas de Choque: experiência do CREB é tema de congresso
O fisiatra e reumatologista Antônio Rodrigues d’Almeida, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, participou como palestrante do Congresso de Medicina Esportiva do Cone Sul, que aconteceu em junho, em Gramado, no Rio Grande do Sul, associado ao Congresso Gaúcho de Ortopedia. Na ocasião, o Dr. Antônio falou sobre o tema “Terapia por Ondas de Choque em medicina esportiva”. Em sua palestra, o médico do CREB falou sobre sua experiência de 2.552 casos com aplicação de TOC, atendidos na clínica, de outubro de 2006 a junho deste ano.
Segundo o Dr. Antônio Rodrigues d’Almeida, o índice de positividade destes 2.552 casos de aplicação de Terapia por Ondas de Choque foi bastante elevado – 86%. “Tivemos sucesso no tratamento da TOC com, em média, 3 sessões. Na maioria dos casos, tratamos de fasciítes plantares, tendinopatias do manguito rotador e entesites aquiléias. Mesmo nos 14% restantes dos casos, tivemos melhoras significativas, mas com presença de algum sintoma”, explanou o fisiatra.
O palestrante destacou dois casos de bons resultados de aplicação da TOC em pacientes com pseudo artrose. “A pseudo artrose é uma fratura não consolidada corretamente há pelo menos 6 meses. Atendemos a dois pacientes com pseudo artrose, um na tíbia e outro na fíbola (perônio). Ainda que lá fora já se utiliza a TOC para estes casos, com sucesso, é uma novidade aqui no Brasil. Com 5 sessões para cada caso e após um intervalo de 6 a 8 meses após as aplicações, tivemos sucesso em ambos os tratamentos. Esses casos estão documentados e chamou muito a atenção no encontro”, conta o Dr. Antônio Rodrigues d’Almeida.
Outros dois casos também foram destacados pelo médico. Um corredor maratonista e um atleta profissional de vôlei apresentavam, respectivamente, calcificação no tendão de Aquiles e no ombro. A TOC resolveu o problema de ambos, que depois de 3 meses já voltaram a treinar. “A calcificação é um espessamento com depósito de material calcário, associado à fibrose, que limita o movimento, gerando dor. Com 4 sessões de TOC, a calcificação desapareceu. Seria caso para cirurgia, não necessária devido à aplicação de TOC”, explica.
A Terapia por Ondas de Choque – TOC – é um método praticamente indolor e não invasivo, através de ondas acústicas, que vem sendo utilizado com sucesso em substituição a vários tipos de cirurgia e é o que de mais novo há no tratamento das dores do sistema músculo esquelético, cuja eficácia já alcança a impressionante marca de 70 a 85% de bons resultados em pacientes que não obtiveram melhoria com outros tratamentos. O tratamento da TOC é feito em consultório médico, por médico capacitado, geralmente em três sessões. O CREB é pioneiro em TOC no Rio de Janeiro.
– Na maioria dos casos, a eficácia da TOC é percebida logo após as duas primeiras aplicações. Não há internação e também minimiza o uso crônico de medicações, reduzindo efeitos colaterais e os gastos com medicamentos – finaliza o Dr. Antônio Rodrigues d’Almeida.
As articulações podem fazer barulho? Ortopedista do CREB responde
O termo médico para os ruídos articulares é crepitação
Ossos e articulações podem ranger, causando um certo barulho? Essa é uma pergunta que geralmente pacientes fazem aos ortopedistas. De fato, isso acontece sim, em qualquer faixa etária, porém esses “barulhos” tornam-se mais comuns à medida que envelhecemos. “O termo médico para esses ruídos articulares é crepitação, apresentando diversas causas”, explica o ortopedista Bruno Vargas, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
“A crepitação articular pode estar relacionada a problemas nos tendões (que conectam o músculo ao osso), ligamentos (que conectam os ossos a outros ossos) ou cartilagem (a cobertura lisa das extremidades dos ossos nas articulações). O joelho geralmente é a articulação mais ruidosa, mas outras articulações também podem desenvolver sons, incluindo quadril, ombro, pescoço e coluna”, explica o médico.
Segundo o Dr. Bruno, há algumas possíveis razões para o barulho. “Uma delas pode ser porque um tendão ou ligamento faz um atrito sobre uma saliência óssea, durante o movimento articular. Outra possibilidade é que a cartilagem desgastada, como ocorre na artrose, forma áreas irregulares em sua superfície, resultando num atrito articular durante o movimento, resultando num som de trituração”, diz ele, acrescentando que um estudo publicado na Arthritis Care & Research apontou que mais de 75% das pessoas que desenvolveram osteoartrite no joelho relataram ranger ou estalar na articulação do local um ano antes do desenvolvimento dos sintomas álgicos.
Ao menor sintoma de crepitação – ressalta o Dr. Bruno – o paciente deve procurar o CREB para uma consulta com um especialista, para que seja feito o diagnóstico e proposto o tratamento adequado.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
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