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Sarcopenia: a perda progressiva de massa muscular deve ser tratada

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A redução da quantidade e do tamanho das nossas fibras musculares é um processo natural do corpo humano, principalmente a partir dos 50 anos.

Como consequência deste processo natural, podemos perder força, diminuir nosso desempenho físico e até mesmo perder o equilíbrio. Tal situação pode chegar a um ponto que até mesmo atividades cotidianas e simples, como subir escadas ou mesmo calçar um sapato, podem se tornar um suplício.

A sarcopenia é uma doença caracterizada justamente por esta perda de massa muscular. “Ela acomete homens e mulheres, principalmente a partir dos 50 anos. Nosso corpo sofre um processo natural de perda de massa e redução da atividade física e de hormônios, como o estrogênio e a testosterona. Em grau elevado, a doença pode prejudicar muito a nossa qualidade de vida. Muitas vezes, atividades tão simples como caminhar até a esquina de casa se tornam extremamente difíceis de se realizar. A doença também pode mexer com o equilíbrio, o que é um perigo pois aumenta o risco de quedas, o que significa aumento do risco de fraturas”, explica o reumatologista e fisiatra Eduardo Sadigurschi, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

Doença silenciosa

Assim como a osteoporose, a sarcopenia também é considerada uma doença silenciosa. De acordo com o médico do CREB, a osteoporose se caracteriza principalmente pela diminuição de massa óssea, com o desenvolvimento de ossos frágeis, finos e de extrema sensibilidade, tornando-os mais sujeitos a fraturas. E na maior parte das vezes, aparece quando há uma fratura.

“É natural que uma pessoa da terceira idade fique mais cansada, diminua a intensidade de exercício físico e tenha perda muscular. Isso é um processo natural. Mas quando caminhar até a padaria da esquina se torna uma tremenda dificuldade e o equilíbrio já não é o mesmo, aí começamos a desconfiar da sarcopenia. Diminuição da resposta aos movimentos, quedas mais frequentes e até depressão são indicativos da doença. É, assim como a osteoporose, uma doença silenciosa”, explica o Dr. Eduardo. A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia informa que no Brasil 15% da população com 60 anos ou mais são acometidos pela sarcopenia. Este número salta para 46% quando se fala em idosos com 80 anos ou mais. “Diante da diminuição da força física e do equilíbrio, um médico deve ser consultado”, determina o reumatologista do CREB.

Tratando a sarcopenia

O Dr. Eduardo pontua que a atividade física regular é fundamental para qualquer pessoa, inclusive para idosos. A atividade física atua sobre a força muscular, o que é muito importante para uma boa qualidade de vida na terceira idade. “É claro que a atividade física deve ser compatível. Hidroginástica é uma opção excelente para os idosos. São atividades prazerosas, que respeitam as condições físicas de cada um”, garante ele.

Para pacientes com sarcopenia, ele recomenda a fisioterapia com foco em exercícios de fortalecimento (cinesioterapia). Outra opção excelente, que tem trazido muito sucesso no tratamento proposto pelo CREB, é o elastic.

“Este aparelho, disponível na nossa clínica, diagnostica a fraqueza muscular e aponta o tratamento ideal para o problema apresentado. É um software e um dinamômetro capazes de captar a força muscular do paciente em diversas partes do corpo. O software disponibiliza para o médico assistente gráficos e relatórios extremamente úteis para a avaliação”. Segundo o Dr. Eduardo, o elastic é indicado em casos de fraqueza muscular, pós-engessamento, pós-covid, pós-internação e para qualquer paciente que esteja sentindo perda de força por algum motivo “O elastic permite medir e quantificar o grau de fraqueza muscular e pode ser utilizado de forma evolutiva para aferir o ganho de força durante o tratamento de pacientes com sarcopenia”, diz ele.


Sapato de salto alto e bico fino pode ser um inimigo das mulheres

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Um calçado inadequado pode trazer inúmeros problemas aos pés a um ponto que apenas uma cirurgia poderá eliminar esse problema, alerta ortopedista do CREB.

Nosso pé é composto por 26 ossos, que nos mantém em pé boa parte do dia, nos levam para lá e para cá e ainda sustentam cargas, como bolsas, mochilas e sacolas cheias. Mas pouca gente dá atenção a ele. Por exemplo: ao escolher um sapato ou tênis, em geral as pessoas se preocupam tão somente com a estética do calçado desejado.

Devemos buscar beleza, sim, isso é muito importante. Mas é preciso deixar claro que o principal atributo do calçado deve ser o seu conforto, segurança, qualidade e, sobretudo, que seja adequado ao tipo de pé e pisada de quem irá comprá-lo. Junto a isso tudo, o consumidor deve pensar na beleza do produto, mas só depois disso tudo.

O calçado ideal para o seu tipo de pé

Um calçado inadequado pode trazer inúmeros problemas aos pés a um ponto que apenas uma cirurgia poderá eliminar esse problema, alerta o ortopedista do CREB.

É um grande erro não buscar o calçado ideal para o seu tipo de pé. O grande vilão, sem dúvidas, é o sapato alto, de bico fino. As mulheres adoram, mas ele pode se transformar no maior inimigo dos seus pés.

Seu uso constante pode causar alterações sensíveis na postura da pessoa e em sua própria marcha. Isso pode causar desequilíbrio muscular, dores, estresse articular e até degeneração nas articulações. O uso frequente de sapatos com salto alto provoca o encurtamento nos músculos da parte de trás da perna, danos à coluna, dores no joelho, calosidades, joanetes e unhas encravadas, entre tantos outros possíveis problemas.

E isso piora ainda mais quando falamos de adolescentes e jovens, que estão em um período em que o corpo ainda está moldando a postura.


Você sabe o que é cifose?

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A cifose é um desvio postural da coluna vertebral, também popularmente conhecido com “corcunda”

Segundo o ortopedista Márcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – a doença pode se desenvolver tanto em homens quanto em mulheres, sendo que a má postura é a causa mais comum da cifose ao nível da coluna torácica, devido ao enfraquecimento de longo prazo dos músculos extensores torácicos.

“Estão expostos a esse risco pessoas que passam longo períodos sentados, com uma postura inadequada, principalmente no ambiente de trabalho. Mas existem outras causas possíveis. Na osteoporose, uma fratura vertebral pode causar alteração na curvatura da coluna, resultando na cifose. Já em doenças congênitas, são muito menos frequentes, resultantes de uma formação inadequada da coluna durante a gestação”, explica o Dr. Márcio.

Médico do CREB diz que a prevenção da cifose é possível

“Inicialmente, é realmente fundamental uma avaliação postural com um médico especialista, para diagnóstico correto do desvio postural. Dentre as recomendações, pode-se realizar exercícios de fortalecimento da musculatura da coluna vertebral, sendo o RPG uma técnica para reabilitação postural permitindo o fortalecimento e alongamento da coluna vertebral, minimizando os sintomas álgicos”, relata ele, pontuando que o CREB dispõe de RPG. O Dr. Márcio destaca que na clínica é possível realizar o diagnóstico do desvio postural para indicação do tratamento adequado.



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