Ortopedista do CREB dá dicas de cuidados com a coluna nas atividades domésticas
A Organização Mundial da Saúde (OMS) garante que 85% da população mundial teve, tem ou terá dores nas costas em algum momento de suas vidas. Ou seja, é muito difícil de escapar dessa estatística, mas não impossível. “Nossa coluna é muito prejudicada...
A Organização Mundial da Saúde (OMS) garante que 85% da população mundial teve, tem ou terá dores nas costas em algum momento de suas vidas. Ou seja, é muito difícil de escapar dessa estatística, mas não impossível.
“Nossa coluna é muito prejudicada pelo mau uso que fazemos dela, como vícios de má postura, causas genéticas, uso de tabaco, alimentação ruim e desregrada, pouca ingestão de água e sobrepeso, entre outros. Com o tempo, a coluna sobre um processo gradual de desgaste. Quando esse desgaste chega a osso, pode provocar uma hérnia de disco, entre tantas outras doenças da coluna”, afirma o ortopedista Márcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, que dá algumas dicas para evitar dores na coluna:
- Ao arrumar uma gaveta, jamais curve o tronco para frente, o que gera sobrecarga na coluna. O certo é sentar em um banco e fazer a atividade.
- Ao cozinhar, preste atenção a sua postura. Evite curvar a coluna para frente, sem contrair os músculos abdominais. Essa inclinação sobrecarrega as regiões lombar e cervical. Mantenha a coluna ereta.
- O mesmo vale para a tarefa de varrer a casa. Ao limpar embaixo de um móvel, em vez de se curvar, utilize um banco baixo ou fique agachado.
- Ao mover um móvel ou objeto grande de lugar, peça ajuda. Se não for possível, não incline-se para segurá-lo. Abaixe-se, mantendo os joelhos dobrados, os pés afastados e o abdômen contraído.
- Ao estender roupas no varal, evite elevar muito os braços, enquanto segura a roupa. O ideal é que o varal tenha uma altura tal que suas mãos não ultrapassem a altura de seus ombros.
- Ao se levantar da cama, o faça de lado, com a ajuda do cotovelo e da mão.
- Ao carregar um peso, nunca faça sobre a cabeça ou ombro. Carregue-o em sua frente, com os cotovelos levemente dobrados.
- Ao se calçar, evite curvar o tronco para frente, levando as mãos aos pés. Cruze a perna e calce seu sapato.
- Jamais suba uma escada com o corpo inclinado para frente. Fique atento e mantenha a coluna ereta.
Ortopedista do CREB apresentará trabalho na ECCEO 2014, em Sevilha, na Espanha
O ortopedista Bernardo Stolnicki, responsável pelo primeiro programa de refraturas no Brasil, com reconhecimento da IOF, representará o CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – no ECCEO 2014, congresso europeu de Osteoporose, que acontecerá em Sevilha, na Espanha, de 2 a 5 de abril. Na ocasião, ele apresentará um trabalho intitulado “Características dos pacientes com Fratura Proximal do fêmur em um Programa de Prevenção a Refraturas no Brasil”. O dr. Bernardo é coordenador de doenças osteometabólicas do CREB.
Ortopedista do CREB explica como se dá o envelhecimento ósseo
O osso é formado por fibras compactadas e flexíveis (denominadas colágeno), endurecidas por cálcio e fósforo, tendo a função de suportar o estresse mecânico de atividades como caminhar, correr e pular. Mas como os ossos mudam à medida que a gente envelhece?
De acordo com o ortopedista Bruno Vargas, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – o osso é um tecido vivo que se renova constantemente.
- Há a formação de células ósseas novas em substituição a células ósseas mais velhas que são removidas. O nome disso é metabolismo ósseo. Na infância e adolescência, o acúmulo ósseo ultrapassa a remoção ou a perda óssea. No início dos 20 anos, a densidade de minerais, tais como o cálcio atinge o pico em seus ossos. É o que chamamos de pico de massa óssea e tal fenômeno ocorre em todos os indivíduos que tiveram um consumo adequado de derivados de leite na infância – explica ele.
A perda óssea natural acelera na meia-idade
Mas, afinal, o que acontece com o passar da idade? O ortopedista do CREB explica que a perda óssea natural acelera na meia-idade. E que isto ocorre especialmente em mulheres na menopausa, com idades entre 55 e 65 anos, à medida que os níveis de estrogênio diminuem.
- Para os homens, a perda é mais gradual pelos efeitos da testosterona. Mas aos 65 anos, a taxa de perda óssea se iguala a homens e mulheres. Pelo resto da vida, a massa óssea diminui gradualmente, de forma silenciosa, não causando sintomas clínicos. Podendo resultar em osteopenia, que é um estágio inicial de perda de massa óssea e evoluir para osteoporose, a qual pode levar a fratura óssea espontânea – afirma o Dr. Bruno.
Segundo ele, é fundamental realizar a prevenção. Mulheres na pós-menopausa devem procurar um reumatologista para realizar anualmente o exame de densitometria óssea, método capaz de avaliar a massa óssea e diagnosticar a presença de osteopenia e/ou osteoporose. Homens também devem realizar essa avaliação. O Dr. Bruno pontua que o exame é indolor, rápido e que está disponível no CREB.
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