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Prevrefrat CREB ajuda a evitar a refratura

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Com a finalidade de ajudar a evitar fraturas de pessoas com osteoporose que tiveram fratura ou que estejam com elevado risco, o CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – conta com um programa, chancelado pelo ANS (Agência Nacional de Saúde...

Com a finalidade de ajudar a evitar fraturas de pessoas com osteoporose que tiveram fratura ou que estejam com elevado risco, o CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – conta com um programa, chancelado pelo ANS (Agência Nacional de Saúde), chamado Prevrefrat (Programa de Prevenção a Refraturas). “O Prevrefrat consiste em diagnosticar adequadamente a causa da fratura por fragilidade, estabelecendo diretrizes e parâmetros de tratamento, acompanhamento e monitoração dos resultados, num ambiente multidisciplinar”, explica o Dr. Bernardo Stolnick, ortopedista do CREB e coordenador do Prevrefrat CREB.

Estatísticas apontam que a nossa população idosa sofre pelo menos 4,35 milhões de quedas ao ano

O Dr. Bernardo pontua que um dos principais fatores que geram quedas é a osteoporose. “Uma fratura que ocorre por um pequeno trauma é o indicador mais forte de risco de futura fratura. Se isso ocorreu, é porque o osso está frágil. A causa mais frequente de fragilidade óssea é uma doença chamada osteoporose. Um paciente com fratura por baixo trauma têm quase quatro vezes maior risco para fraturas futuras. Pacientes com uma fratura vertebral terá novas fraturas vertebrais em até três anos. De todas as fraturas, a mais devastadora é a do quadril, por apresentar taxa de mortalidade elevada nos primeiros 12 meses após a fratura. O custo social e econômico das fraturas é bastante elevado. Os Programas de Prevenção a Refraturas, como o nosso, mostraram ser a ferramenta mais eficaz”, explica ele.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população idosa do Brasil irá triplicar em 40 anos. Estatísticas apontam que a nossa população idosa sofre pelo menos 4,35 milhões de quedas ao ano. Desse total, apontam os estudos, cerca de 2.175 milhões (50%) resultam em algum tipo de lesão, das quais 10% (217 mil) são lesões graves. Além de representar importante causa de mortalidade entre adultos, jovens e idosos, as quedas levam um maior risco de declínio da independência funcional e aumento da necessidade de hospitalização e de institucionalização, onerando os serviços de saúde. “Trata-se de um problema sério. O Prevrefrat existe justamente por conta disso, porque é preciso ter um olhar muito apurado e tomar uma série de medidas para evitar a refratura. É o que temos feito, com muito sucesso”, finaliza ele.


Salto alto e bico fino, alto risco para as mulheres

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Saiba mais sobre os riscos do Salto Alto

A executiva de marketing, Valéria Oliveira, trabalha de dez a doze horas por dia e, por conta do seu trabalho, é obrigada a usar sapatos de salto alto e de bico fino todos os dias. Nos finais de semana, repete a dose ao passear em shoppings e freqüentar restaurantes, cinemas e festas. Valéria diz que não consegue mais sequer calçar um chinelo ou mesmo um tênis, em suas horas de folga. “Me acostumei com o salto alto. Quando não uso, parece que está faltando algo”, diz ela.

Valéria não está só. Muitas mulheres adotam o salto alto e bico fino como o calçado do dia-a-dia, em busca de charme e elegância, mas estão pagando um preço muito alto por isso: dor constante e problemas generalizados, que vão dos dedos dos pés à coluna lombar. Segundo o médico fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, Dr. Haim Maleh, mulheres que utilizam sapatos de salto alto e bico fino por longos e constantes períodos dificilmente escapam deste quadro:

– Todos temos um eixo central, que nos dá equilíbrio. Quando uma mulher utiliza um sapato de salto alto, ela necessariamente altera este eixo porque força o posicionamento do pé para frente. Esta má posição e o desconforto do próprio sapato, cujo bico fino aperta os dedos dos pés, provocam uma série de problemas em sequência – alerta o Dr. Haim.

Problemas do salto alto

Os problemas começam no ante-pé – a chamada cabeça dos metatarsos. “Quando andamos normalmente, o corpo distribui o peso e a pressão por igual, em todo o pé. Mas ao usar o sapato de salto alto, o pé fica sempre inclinado e a força recai sobre essa região. Ela poderá ter uma lesão da cabeça da metatarso”, explica o médico, lembrado que a metatarsalgia ocasiona dor e calosidade no local. Já o bico fino é o responsável por outro problema bem sério – e extremamente comum entre mulheres que o adotam com alta freqüência: como os dedos são comprimidos e ficam sobrepostos um sobre os outros, cria-se um quadro de halux valgo, popularmente conhecido como joanete. “Há casos até de cirurgia, embora o tratamento deverá sempre iniciar-se de forma clínica”, conta Dr. Haim.

Não é só: como o pé fica constantemente inclinado, essa posição força a panturrilha, predispondo uma tendinite. Muitas mulheres acreditam que o uso do salto alto fortalece a panturrilha, dando mais firmeza e beleza à batata da perna. “A musculatura não pode ficar tensionada o tempo todo. É preciso relaxar, mas o salto alto não permite. Com o tempo, pode aparecer uma lesão no tendão”, diz ele. O médico alerta que o uso do salto também força a lordose, causando lesões na musculatura da região lombar, provocando dores na coluna, pode causar problemas nos joelhos e ainda pode provocar varizes, pois a pressão na planta do pé diminui o retorno venoso, alterando a circulação.

Mas o que fazer se o cotidiano profissional de Valéria Oliveira, por exemplo, a obriga a usar sapatos de salto alto diariamente? O Dr. Haim Maleh dá algumas dicas para minimizar o problema, mas o ideal é mulheres como Valéria procurarem um médico para uma avaliação e um trabalho de prevenção.

– O ideal é diminuir drasticamente o uso do salto alto e bico fino. Se não for possível, a mulher pode optar por ir e voltar do trabalho de tênis, calçando o sapato alto apenas ao chegar no escritório. E lá, a cada duas horas, deve ao menos tirar o sapato por 20 minutos. Também ensinamos alongamentos específicos, fáceis de fazer, que devem ser repetidos na hora de acordar e ir dormir, por apenas cinco minutos – enumera o médico do CREB.


Capsulite adesiva. O que é e como tratar

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Capsulite adesiva. O que é e como tratar

Também popularmente chamada de “ombro congelado “, a capsulite adesiva é um problema caracterizado pela grande restrição de movimento dessa articulação associado a um importante quadro de dor. A capsulite adesiva é causada por um processo inflamatório que ocorre na cápsula articular do ombro, resultando em seu espessamento e fibrose, restringindo a movimentação dessa articulação.

Segundo o ortopedista Ricardo Sheps, do CREB – Centro de Reumatologia e ortopedia Botafogo – a doença acomete principalmente mulheres após 55 anos, sendo raro o seu aparecimento antes dos 40 anos de idade.

  • O ombro é uma articulação formada por cápsula articular, que tem uma consistência elástica. A capsulite adesiva, ou ombro congelado, pode ser causada após um trauma nessa articulação, após um procedimento cirúrgico e, ainda, após longos períodos de imobilização do ombro. Também observa-se o surgimento da doença em pacientes com algumas doenças, como diabetes, problemas na tireoide e doenças autoimunes – explica o ortopedista do CREB

Sintomas e tratamento da capsulite adesiva

De acordo com o Dr. Ricardo, dentre os sintomas da doença observa-se a presença de dor articular combinado com grande restrição para realizar os movimentos do ombro e braço. O quadro pode durar por até 24 meses. Ele pontua que a capsulite adesiva é uma doença autolimitada, que se resolve sozinha após vários meses.

  • A fisioterapia é fundamental para o tratamento dos pacientes. Inicialmente, devemos optar por medidas para o controle da dor, porém a parte principal do tratamento é a realização de fisioterapia, visando o restabelecimento dos movimentos do ombro, através da cinesioterapia – conclui ele.


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