Acupuntura é recomendada para pacientes com doenças reumáticas
Sociedades de reumatologia defendem o uso da acupuntura para pacientes com doenças reumáticas.
O tratamento pode fortalecer o sistema imunológico do paciente a partir das estimulações provocadas pelas agulhas. A acupuntura promove a indução de processos regenerativos e a normalização de funções do organismo, além do controle da dor, melhora da rigidez e ganhos de função articular, ressaltam os especialistas.
Reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e com muita experiência em doenças como, por exemplo, a fibromialgia, o Dr. Sergio Rosenfeld concorda. “Já sabemos que a acupuntura, uma prática chinesa milenar, ameniza aspectos físicos e emocionais, ajudando muito no combate, por exemplo, à dor do paciente. São feitas estimulações de locais anatômicos e terminações nervosas na pele e tecidos, e o cérebro recebe essas mensagens, desencadeando efeitos anti-inflamatórios e analgésicos, atuando diretamente na dor”, explica o médico do CREB.
O Dr. Sérgio ressalta que a acupuntura não deve substituir o tratamento médico, sendo mais um componente a ser adotado. E que deve ser realizada a partir da orientação do médico, e por um profissional especializado e experiente. “As doenças reumatológicas atacam o sistema musculoesquelético do paciente, comprometendo suas articulações, principalmente. A acupuntura alivia a dor e é muito bem-vinda para pacientes, por exemplo, com fibromialgia, artrose, artrite reumatóide e gota, entre outras. Dessa forma, podemos ajudar a devolver ao paciente e qualidade de vida perdida, porque ninguém fica feliz sentindo dores”, finaliza ele.
Capsulite adesiva. O que é e como tratar
Capsulite adesiva. O que é e como tratar
Também popularmente chamada de “ombro congelado “, a capsulite adesiva é um problema caracterizado pela grande restrição de movimento dessa articulação associado a um importante quadro de dor. A capsulite adesiva é causada por um processo inflamatório que ocorre na cápsula articular do ombro, resultando em seu espessamento e fibrose, restringindo a movimentação dessa articulação.
Segundo o ortopedista Ricardo Sheps, do CREB – Centro de Reumatologia e ortopedia Botafogo – a doença acomete principalmente mulheres após 55 anos, sendo raro o seu aparecimento antes dos 40 anos de idade.
- O ombro é uma articulação formada por cápsula articular, que tem uma consistência elástica. A capsulite adesiva, ou ombro congelado, pode ser causada após um trauma nessa articulação, após um procedimento cirúrgico e, ainda, após longos períodos de imobilização do ombro. Também observa-se o surgimento da doença em pacientes com algumas doenças, como diabetes, problemas na tireoide e doenças autoimunes – explica o ortopedista do CREB
Sintomas e tratamento da capsulite adesiva
De acordo com o Dr. Ricardo, dentre os sintomas da doença observa-se a presença de dor articular combinado com grande restrição para realizar os movimentos do ombro e braço. O quadro pode durar por até 24 meses. Ele pontua que a capsulite adesiva é uma doença autolimitada, que se resolve sozinha após vários meses.
- A fisioterapia é fundamental para o tratamento dos pacientes. Inicialmente, devemos optar por medidas para o controle da dor, porém a parte principal do tratamento é a realização de fisioterapia, visando o restabelecimento dos movimentos do ombro, através da cinesioterapia – conclui ele.
Artrite Reumatóide: pesquisa mostra que paciente acha que o dano articular pode ser reversível, o que não é verdade
A artrite reumatóide é uma doença inflamatória auto imune crônica e progressiva, que destrói as articulações do corpo. Amarrar o cadarço do tênis, pentear os próprios cabelos, abrir a torneira ou simplesmente segurar um copo são tarefas que podem deixar de ser simples para mais de 1,5 milhão de brasileiros, segundo as estatísticas oficiais, que têm artrite reumatóide e muitas vezes ficam impossibilitados de trabalhar e realizar atividades simples do cotidiano.
Uma pesquisa intitulada “O Impacto da Artrite Reumatoide no Brasil” revela que 61% dos entrevistados no Brasil (contra 74% da média mundial) acreditam ter um bom conhecimento sobre como controlar a doença, enquanto 81% (contra 91% da média mundial) sabem que é fundamental ter um controle sobre ela. Mas 74% dos entrevistados (contra 66% da média mundial) acham que o dano articular pode ser reversível, o que não é verdade. Ainda que em torno de quatro em cinco pacientes brasileiros tenham consciência de que a artrite reumatoide pede cuidados especiais, somente três em cinco entendem o caráter degenerativo da doença e que ela pode afetar outras partes do organismo, além das juntas.
“A artrite reumatóide caracteriza-se por inflamação das articulações, provocada por uma reação inflamatória, com presença de algumas substâncias, entre elas a interleucina 6, que destroem progressivamente a cartilagem e os ossos ao redor das articulações, causando dor, edema e prejudicando sua função e limitando os movimentos. Além do comprometimento das articulações, ocorrem sintomas físicos como cansaço intenso, decorrente da anemia que a doença provoca. Os sintomas iniciais são fadiga inexplicável, rigidez prolongada das articulações pela manhã, além de edema e vermelhidão. Esse quadro muitas vezes é confundido com o reumatismo comum, o que retarda o diagnóstico correto e o início precoce do tratamento”, explica o Dr. Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, e professor de reumatologia da UFRJ.
Segundo ele, “ao contrário do que muita gente pensa, a atrite reumatóide não é uma doença que acomete apenas pessoas da terceira idade. Mulheres na faixa dos 30 aos 50 anos são as principais vítimas da doença. Muitas pessoas acreditam que as doenças reumáticas são exclusivas na terceira idade, o que é um engano. A artrite reumatóide, por exemplo, afeta diretamente a qualidade de vida do paciente e logo que surge, aos primeiros sinais, como por exemplo dor nas juntas, em especial das mãos e dos pés, deve-se procurar um médico reumatologista”.
A doença persiste por toda a vida do paciente e normalmente se inicia nas mãos ou pés, seguindo para cotovelos, ombros, joelhos e quadris. Sua causa é desconhecida, mas acredita-se que pode estar associada a fatores genéticos e ambientais, determinadas infecções, hormônios femininos, resposta do organismo a episódios de extremo stress, traumas físicos ou emocionais. O Dr. Haim Maleh explica que o maior problema encontrado é a demora para diagnosticar a doença, que exige tratamento contínuo. Para chegar ao diagnóstico da artrite reumatóide, o reumatologista analisa a história clínica do paciente, realiza exames físicos das articulações e solicita análise laboratorial, radiografias. A ultrassonografia com power doppler também é um exame complementar que permite visualizar a presença de inflamação ativa na articulação, auxiliando no diagnostico, acompanhamento e resposta ao tratamento dos pacientes com a doença . Além disso, exames de sangue também auxiliam na avaliação do processo inflamatório.
O Dr. Haim Maleh acha preocupante os resultados da pesquisa, já que a erosão óssea provocada pela doença pode ser prevenida, porém nunca revertida. Ele lembra que é fundamental que o paciente procure um especialista para estabelecer um tratamento que devolva a qualidade de vida perdida. “A artrite reumatóide é uma doença de longa evolução. Há tratamentos, que estão cada cada vez mais avançados, sendo possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. O tratamento traz alívio da dor, bem estar e principalmente pode evitar e prevenir alterações articulares, quando iniciado precocemente. O tratamento deverá sempre, além de medicamentos, contar com a reabilitação física, entre as quais eletroterapia, cinesioterapia ,acupuntura e hidroterapia, que é uma medida de grande auxílio para esses pacientes, especialmente quando realizada em piscinas apropriadas, como nas que utilizamos no CREB”, diz ele.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- LEBLON: Av. Ataulfo de Paiva, 355
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 1989
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619