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Fibromialgia: exercício físico orientado é fundamental no tratamento

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As estatísticas indicam que cerca de 2% da população mundial é acometida pela fibromialgia, uma das doenças reumatológicas que mais levam pacientes para os consultórios médicos, entre os quais 80% a 90% são mulheres entre 30 e 60 anos. Segundo o reum...

As estatísticas indicam que cerca de 2% da população mundial é acometida pela fibromialgia, uma das doenças reumatológicas que mais levam pacientes para os consultórios médicos, entre os quais 80% a 90% são mulheres entre 30 e 60 anos. Segundo o reumatologista Camilo Tubino, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, a doença não tem uma causa aparente e os principais sintomas são dor em várias partes do corpo, dor de cabeça, sensibilidade ao frio, tristeza, fadiga, tonteiras e sono não reparador, entre outros.

“A doença não é causada por uma inflamação ou um trauma, por exemplo. Nem diagnosticada em exames de sangue ou de imagem. Há um grande preconceito, muita gente pensa que são dores psicológicas, o que não é verdade. Há tratamento e é plenamente possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. O tratamento é composto por medicamentos específicos e prática regular de exercício físico orientado pelo médico. -No CREB, utilizamos protocolos que incluem a acupuntura, a hidroterapia, e o pilates terapêutico, além de outras medidas fisiátricas, e temos tido excelentes resultados”, afirma ele.

São importantes os exercícios aeróbicos e de fortalecimento

Segundo o Dr. Camilo, estudos de um grupo multidisciplinar do European League Against Rheumatism (Eular, formado por 12 diferentes países) recomendam “fortemente” a prática de exercício físico orientado. “São importantes os exercícios aeróbicos e de fortalecimento. Esse estudo recomenda a acupuntura, para alívio da dor, e hidroterapia, disponível no CREB em duas piscinas exclusivas para essa prática. Temos alcançado ótimos resultados no tratamento da fibromialgia em nossa clínica com a utilização de tais protocolos”, finaliza o reumatologista.


Compex deve ser utilizado para reabilitação e sustentação muscular

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A eletroestimulação é um método de treinamento comprovado, muito útil para a reabilitação de pós-operatório imediato, alívio da dor e tratamento de algumas doenças neurológicas, ortopédicas e reumatológicas. O CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedi...

A eletroestimulação é um método de treinamento comprovado, muito útil para a reabilitação de pós-operatório imediato, alívio da dor e tratamento de algumas doenças neurológicas, ortopédicas e reumatológicas. O CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – conta com os mais modernos equipamentos de eletroestimulação, entre os quais o Compex. Trata-se de um eletroestimulador, que facilita e acelera ainda mais o fortalecimento muscular. Este aparelho auxilia no recrutamento muscular daqueles pacientes que têm dificuldade de melhorar seu desempenho apenas com os exercícios de academia, pilates, funcionais etc.

“O Compex atua reproduzindo os processos envolvidos na contração muscular ordenados por nosso cérebro. Quando decidimos contrair o músculo, o cérebro envia um comando, na forma de corrente elétrica que se move em alta velocidade ao longo das fibras nervosas. Quando chega ao seu destino, o sinal excita o nervo motor, que transmite a informação para os arredores mais próximos do músculo, provocando a contração muscular. Com a eletroestimulação, a excitação ocorre diretamente sobre o nervo motor por pulsos elétricos perfeitamente adaptados para garantir a eficiência, segurança e conforto no uso. Assim, o músculo não é capaz de identificar a diferença entre uma contração voluntária (pelo cérebro) e uma contração eletricamente induzida”, explica a fisioterapeuta Thais Sampaio, staff do serviço de reabilitação física do CREB;

Segundo o fisioterapeuta Lucas França, também do CREB, a utilização do Compex oferece ao paciente resistência, força, aumento do volume muscular, melhora do desenvolvimento muscular, diminui a tensão muscular e melhora a resistência do músculo. “O uso proporciona uma melhora da capacidade das fibras láticas musculares, melhorando o desempenho para os esportes de resistências. É indicado, por exemplo, para os que desejam aumentar sua capacidade de promover esforços intensos e prolongados aos músculos. É um programa excelente para melhorar a musculatura de forma geral (força, volume, tônus). Tem efeito de bem estar, anti-estresse e deve ser utilizado para reabilitação e sustentação muscular”, afirma.


Reabilitação Neurológica: O que é? Quando iniciar, quanto tempo dura o tratamento?

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Um programa de reabilitação neurológica é muito mais do que um simples tratamento. Trata-se de um programa totalmente individualizado, focado em ações com o objetivo de recuperar uma importante função do paciente, como a marcha, o movimento de um membro ou mesmo a fala. O próprio nome diz tudo: reabilitar é tornar hábil de novo.

“Não buscamos reduzir ou eliminar os sintomas, apenas, mas recuperar a funcionalidade perdida. Todos os profissionais de um programa de reabilitação neurológica estão envolvidos e focados para devolver ao paciente a autonomia, o bem-estar físico, emocional e social e ajudá-lo a readquirir uma ou mais habilidades perdidas”, resume o neurologista Bruno Mattos Coutinho, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

De acordo com o médico do CREB, inúmeros problemas de saúde podem deixar sequelas no sistema nervoso, podendo ser originados por traumatismo crânio-encefálico, tumores, lesões medulares, convulsões, paralisia cerebral, entre outros ou ser consequência de alterações do sistema circulatório, a partir de um acidente vascular cerebral ou um acidente isquêmico transitório. “Infecções, como uma encefalite ou uma meningite, também podem trazer sequelas ao sistema nervoso central”, acrescenta o Dr. Bruno.

Equipe multidisciplinar e tratamento individualizado

O neurologista do CREB explica que a reabilitação neurológica deve envolver profissionais de diversas áreas, como um neurologista, um ortopedista, fisioterapeutas, psicólogos e nutricionistas, entre outros, e ser absolutamente individualizada. “O primeiro passo é identificar todos os comprometimentos neurológicos do paciente para traçar um plano de intervenção nas mais diferentes áreas, como fisioterapia, terapia da fala, terapia ocupacional, neuropsicologia, preparação física e nutrição. A família do paciente também deve ser envolvida”, afirma o Dr. Bruno.

Os objetivos e metas da reabilitação neurológica serão definidos no plano de intervenção, sem uma data definida para finalização. É o próprio processo que ditará o ritmo da reabilitação. Entre outros objetivos e atividades, estão:

- Autonomia nas atividades de vida diária (comer, vestir, higiene pessoal, escrita, atividades domésticas, entre outros);

- Melhorar a comunicação, a linguagem e a fala;

- Controle de perturbações do comportamento

- Controle de esfíncteres;

- Atividades de melhoria da mobilidade, equilíbrio e controlo muscular;

- Treino de marcha;

- Treino cognitivo;

- Controle da dor;

- Acompanhamento nutricional;

- Aconselhamento e envolvimento familiar;

- Aconselhamento e treino de utilização de ajudas técnicas.

CREB dispõe de serviço de reabilitação neurológica

O CREB dispõe de um abrangente serviço de reabilitação neurológica, com hidroterapia em piscinas aquecidas e cinesioterapia nos seus vários métodos, entre outras medidas de reabilitação física. Além disso, oferece tratamento para a espasticidade e distonias, com aplicação da toxina botulínica Tipo A, que apresenta excelentes resultados clínicos. “Atualmente, o uso de Toxina Botulínica Tipo A é considerado tratamento “padrão ouro” em distonias e de espasticidade. A Toxina Botulínica Tipo A vem sendo usada há 20 anos no tratamento de condições neurológicas, especificamente nas doenças caracterizadas por distonias e espasticidade. O tratamento é feito através de injeções musculares realizadas pelo médico”, explica o Dr. Bruno.

Segundo ele, além de avanços na terapêutica com a Toxina Botulínica Tipo A, também houve grande desenvolvimento de técnicas de reabilitação neurológica, que proporcionam uma vida ativa e produtiva a pacientes que, em outros tempos, seriam permanentemente considerados incapazes. “Pacientes com espasticidade e distonias têm necessariamente que estar num programa de reabilitação física/multiprofissional. Entre os resultados do tratamento está a melhora das atividades funcionais do paciente, como a marcha, a movimentação voluntária e retorno ao trabalho e a diminuição da dor. Outros benefícios são a prevenção de contraturas, a diminuição da frequência e gravidade dos espasmos dolorosos e até o retardo na indicação de procedimentos cirúrgicos, ou mesmo a sua suspensão”, garante, finalizando que o tratamento deve começar de forma imediata e sem prazo determinado para terminar.



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