Mulheres com Lúpus podem engravidar?
Mulheres com Lúpus podem engravidar?
O lúpus é uma doença de longa evolução e sistêmica, que tem causa desconhecida, e acomete principalmente as mulheres, em uma proporção de dez para um em relação aos homens. Uma das maiores dúvidas sobre a doença é: mulheres com lúpus podem engravidar? Quem responde é a reumatologista Isis Reis, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
- Sim, mulheres acometidas pela lúpus podem engravidar. Mas há algumas condições: a mulher deve ter a doença controlada há ao menos dois anos e não pode ser portadora de doença renal. Já o uso de anticoncepcionais deve ser avaliado em consulta com um especialista – afirma a Dra. Isis.
Segundo a médica do CREB, um mito relacionado à doença é de que a lúpus é contagiosa. Isso não é verdade, garante a reumatologista.
- É muito importante que fique bem claro que a lúpus não é contagiante. Trata-se de um mito. Os sintomas variam, de acordo com o paciente, porém os mais frequentes são dores articulares, manifestações de pele, principalmente nas áreas expostas ao sol, inflamação da pleura e do pericárdio, anemia, alterações dos glóbulos brancos e plaquetas e doença renal. A pessoa acometida pela doença deve procurar um especialista. O tratamento é individualizado – finaliza ela.
Fisioterapeuta do CREB explica o que é Bexiga Hiperativa
A Síndrome da Bexiga Hiperativa (BH) é uma doença definida pela Sociedade Internacional de Continência (ICS) como urgência miccional, com ou sem incontinência de urgência, geralmente acompanhada por frequência e noctúria. Os números são expressivos:...
A Síndrome da Bexiga Hiperativa (BH) é uma doença definida pela Sociedade Internacional de Continência (ICS) como urgência miccional, com ou sem incontinência de urgência, geralmente acompanhada por frequência e noctúria. Os números são expressivos: mais de 30% das pessoas acima dos 75 anos são acometidas por esta doença.
- Essa doença afeta muito negativamente a qualidade de vida do paciente, causando isolamento social, frustração, ansiedade e até depressão. O diagnóstico é clínico e é determinado quando afastada a infecção urinária ou outra causa evidente. Consiste na presença de contrações vesicais involuntárias durante a fase de enchimento, não permitindo o controle da bexiga. Isso gera desconforto, urgência para urinar e até perda miccional – explica a fisioterapeuta Waleska Rocha, do staff de reabilitação uroginecológica do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo ela, a doença Síndrome da Bexiga Hiperativa é causada por diversos fatores, como a diminuição da resposta inibitória do arco reflexo da micção pelo sistema nervoso central. A boa notícia é que a bexiga hiperativa tem tratamento, e a fisioterapia é um tratamento conservador simples, de baixo custo e é considerado de primeira linha.
- A gente busca a reabilitação do assoalho pélvico por meio de exercícios de contração e relaxamento da musculatura, com uso de eletroestimulação e biofeedback. Seu resultado é comprovadamente eficaz, levando a bexiga a contrair menos e oferecendo ao paciente a consciência do próprio corpo e o controle da micção – finaliza a fisioterapeuta do CREB.
Fibromialgia: Senado quer classificar como doença crônica
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado se reuniu no dia 17 de agosto e defendeu a classificação da fibromialgia como uma doença crônica. Os membros da comissão relataram que a doença ainda não é aceita por muitos médicos e de difícil diagnóstico, e...
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado se reuniu no dia 17 de agosto e defendeu a classificação da fibromialgia como uma doença crônica. Os membros da comissão relataram que a doença ainda não é aceita por muitos médicos e de difícil diagnóstico, e muitos pacientes sofrem preconceitos, já que a principal característica da fibromialgia são dores por todo o corpo, mas cujas causas são aparecem em exames.
A Comissão recebeu, na audiência, representantes do Ministério da Saúde, da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, da Associação Brasileira de Fibromiálgicos (Abrafibro) e de médicos. Segundo o coordenador de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas do Ministério da Saúde, Sandro José Martins, presente ao encontro, a diretriz clínica para o controle do paciente com dor crônica apresenta a orientação para o paciente com fibromialgia, destacando a importância de tratamentos não farmacológicos, como acupuntura, exercícios físicos, terapia, entre outros. A senadora Ana Amélia, membra da comissão, informou que pretende propor um projeto para que a doença seja classificada como crônica.
A fibromialgia se caracteriza por dores por todo o corpo, cujas causas são aparecem em exames
A fibromialgia é uma das doenças reumatológicas que mais levam o paciente ao consultório do médico. De 3 a 5% da população pode apresentar esse quadro clínico, sendo que de 80 a 90% são mulheres, entre 30 e 60 anos. “A fibromialgia ainda é uma doença pouco conhecida. Pela dificuldade em se estabelecer um diagnóstico seguro devido à falta de objetividade dos exames radiológicos e laboratoriais, é muito importante que o paciente procure um reumatologista experiente com essa doença. Ele irá se basear em aspectos clínicos, na avaliação da história familiar e no exame físico do paciente”, explica o médico reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Antonio D’Almeida.
Segundo o médico do CREB, os principais sintomas da doença são dores por todo o corpo, nas articulações, nos músculos, na coluna vertebral, e nos tendões, além de dor de cabeça, sensibilidade ao frio, formigamento nos pés e ou nas mãos, tonteiras, desânimo, fadiga, dificuldades para dormir, sono não reparador e, por fim, desmotivação e tristeza. “A fibromialgia é uma doença de longa evolução, mas o tratamento individualizado pode controlar as dores e demais sintomas. Utilizamos medicamentos específicos e protocolos, que podem incluir hidroterapia, pilates, acupuntura e fisioterapia. É possível devolver a qualidade de vida perdida. O tratamento deve ser acompanhado por uma equipe interdisciplinar, com reumatologista, fisiatra e fisioterapeuta, para o devido acompanhamento do paciente”, explica o médico do CREB.
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
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