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Uso de salto alto pode explicar alto índice de artrose entre mulheres

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A incidência da artrose é duas vezes mais comum em mulheres do que em homens. Tal fato pode ser explicado, entre outras razões, pelo resultado de uma pesquisa da Universidade de Stanford, no Reino Unido, que chegou a conclusão de que o uso de calçado...

A incidência da artrose é duas vezes mais comum em mulheres do que em homens. Tal fato pode ser explicado, entre outras razões, pelo resultado de uma pesquisa da Universidade de Stanford, no Reino Unido, que chegou a conclusão de que o uso de calçados com salto alto, em média de nove centímetros, provoca alterações no andar, e tais alterações são semelhantes àquelas observadas durante o envelhecimento de joelhos com artrose.

Uma das mais comuns doenças reumáticas, a artrose acomete homens e mulheres, principalmente na terceira idade. Um número cada vez maior de pessoas entre 30 e 50 anos, no entanto, têm sofrido dores provocadas pelo desgaste das articulações de joelhos, quadris, tornozelos e coluna. O número de mulheres com artrose é o dobro do número de homens, e a pesquisa de cientistas do Reino Unido ajuda a entender melhor tal quadro.

– Todos temos um eixo central, que nos dá equilíbrio. O uso regular do salto alto altera esse eixo, forçando o posicionamento do pé para frente. As estatísticas apontam que 60% das pessoas na terceira idade sofrem com a artrose. Neste caso, é um desgaste comum devido à idade. Mas no caso de pessoas entre 30 e 50 anos, a artrose geralmente é fruto de trauma, uma carga excessiva de exercícios quando mais jovem. E o número de pessoas nesta faixa etária nos consultórios médicos, com diagnóstico de artrose, é cada vez maior – afirma o Reumatologista e Fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e Professor de Reumatologia da UFRJ, Haim Maleh.

O médico explica que inicialmente a artrose pode não apresentar sintomas, mas pode ser diagnosticada por meio de exames de imagem, como a radiografia e ultrassonografia articular. O principal sintoma é a dor, dificuldade em iniciar o movimento, crepitação (estalos) da articulação e diminuição da mobilidade articular (rigidez articular).

– O desvio do eixo articular visto pelo raio-x, associado a dor e a dificuldade de mobilidade articular pode significar artrose. Quanto mais precoce diagnosticarmos a doença, melhor será a orientação do tipo de atividade fisioterápica de reabilitação, assim como o exercício físico que mais se adapta a essa pessoa. Por isso consultar um médico especialista ao menor sinal de dores é tão importante. As pessoas muitas vezes costumam não dar atenção a estas pequenas dores, acreditando que são passageiras e normais. Mas dor é um sintoma. Em qualquer esporte há sobrecarga articular, que se associado a uma forma errada de pisada (forma não neutra) pode agravar o quadro de artrose – diz.

No CREB, o exame de avaliação tridimensional do movimento, em que determinamos o tipo exato de pisada e as zonas de maior pressão de apoio, nos dá a oportunidade de corrigir a forma de pisar, por meio de palmilhas específicas e individualizadas, melhorando dores nos pés, joelhos, quadris e coluna lombar, assim como marcha e equilíbrio. A boa notícia é que há possibilidade de se tratar, na maioria das vezes sem cirurgia. Técnicas de fisioterapia, hidroterapia e Pilates são recursos utilizados, mas que devem ser prescritos pelo Reumatologista e Fisiatra. É preciso estar atento aos sintomas e consultar o seu médico.


Pilates: não há contraindicações e traz diversos benefícios

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O Pilates é uma técnica de exercícios indicado para todas as idades, onde o método é que se adapta as características peculiares de cada um, que é a coordenação completa e harmoniosa entre corpo, mente e espírito. Por isso, é cada vez mais procurado...

O Pilates é uma técnica de exercícios indicado para todas as idades, onde o método é que se adapta as características peculiares de cada um, que é a coordenação completa e harmoniosa entre corpo, mente e espírito. Por isso, é cada vez mais procurado por todo tipo de pessoa. O CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – possui uma sala ampla de Pilates. “O principal diferencial da clínica é possuir esses e outros setores de reabilitação que se complementam. Nossos protocolos visam o paciente como um todo e a integração entre médicos e fisioterapeutas facilita e traz ao paciente melhor proveito e brevidade na sua recuperação”, garante a fisioterapeuta Mariana Rossi Aguiar do Nascimento, staff do serviço de reabilitação física do CREB.

Segundo ela, “o interessante do Pilates é que auxilia outros nossos setores da fisioterapia como, por exemplo, a fisioterapia uroginecológica ou perineal, pois utilizamos nos exercícios também a contração do períneo e trabalho do assoalho pélvico, e o RPG, pois também trabalhamos na melhora da postura, e com a Hidroterapia com melhor mobilidade articular, e com a fisioterapia neurológica, no qual trabalhamos o equilíbrio e a coordenação motora”. Mariana lembra que o pilates não faz distinção de gênero e é indicado no mínimo duas ou três vezes na semana para que o corpo se adapte e os benefícios surjam.

Também staff do CREB, o fisioterapeuta Alan Alves Nascimento pontua que os exercícios são gradativos e realizados de acordo com a doença e necessidade do paciente, em poucas repetições, de forma concentrada, dando ênfase na respiração e contração dos músculos do centro de força do corpo (Power House) proporcionando a estabilização articular e reduzindo o desgaste nos músculos e articulações. “Os benefícios do método são alinhamento da postura corporal, melhora na concentração, maior equilíbrio e coordenação motora, alívio de dores crônicas, redução do estresse, melhora na força e flexibilidade muscular, entre outras”, afirma.

A fisioterapeuta Viviane Cordeiro Sotero de Lima Silva, do mesmo staff, lista algumas indicações para a prática de pilates: dor lombar, fibromialgia, fortalecimento do assoalho pélvico, alinhamento da coluna e fortalecimento muscular, entre tantas outras. “Não há contra indicação à atividade de pilates. Da criança que entenda e obedeça aos comandos de exercícios até o idoso, todos podem e devem fazer pilates”, resume ela.


Cigarro provoca lesões ortopédicas

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Mais consequências do uso do cigarro foram descobertas

Que o uso contínuo do cigarro traz lesões pulmonares e cardiovasculares, isso todo mundo sabe. Mas o que pouco se divulga é que o fumo também pode trazer, como consequência, lesões ortopédicas. Pouca gente sabe, por exemplo, que o cigarro pode estar relacionado ao desenvolvimento da osteoporose.

Também atrapalha a consolidação óssea, leva ao retardo e a pseudartrose na fratura, obstrui a microcirculação dos tensões e inúmeros trabalhos científicos atestam que quem fuma tem maior chance de desenvolver rupturas do manguito roteador e pior prognóstico após a ruptura destes tendões.

“O cigarro deve ser terminantemente proibido para aqueles que estão em processo de cicatrização de uma fratura, porque o fumo atua de forma negativa diretamente na consolidação óssea. Obviamente que não se pode interferir no quanto aquele paciente já fumou, mas durante a cicatrização o fumante deve evitar a todo custo o cigarro. Esse paciente levará mais tempo para colar uma fratura e se estiver fumando muito pode até acontecer da fratura simplesmente não colar. Neste caso, ele desenvolve o que chamamos de pseudartrose, que é uma falsa articulação”, explica o Dr. Bernardo Stolnicki, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, acrescentando que o cigarro é responsável por úlceras plantares.

Segundo ele, o fumo provoca alterações da microcirculação sanguínea, o que pode proporcionar uma maior facilidade para que os tendões inflamem, dificultando a cicatrização dos tecidos tendinosos. “E isso também pode acontecer com o fumante passivo”, alerta o Dr. Bernardo Stolnicki, acrescentando que um tecido com menor aporte de sangue devido a problemas na microcirculação tem maior dificuldade de lidar com as reações pós-operatórias. O ortopedista alerta também que o fumo atrapalha o metabolismo do cálcio e, por isso, pacientes fumantes têm uma maior incidência de osteoporose.



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