Volta às atividades físicas e o risco de lesões
Após um período de inatividade física é normal que exista algum receio de lesão, principalmente se essa pausa se deu em por conta de problemas decorrentes da osteoporose, artrose ou lombalgia. Porém, não é preciso ter medo. A volta às atividades fís...
Após um período de inatividade física é normal que exista algum receio de lesão, principalmente se essa pausa se deu em por conta de problemas decorrentes da osteoporose, artrose ou lombalgia.
Porém, não é preciso ter medo. A volta às atividades físicas, quando bem assistida, é muito bem-vinda, já que aumenta a disposição, a sensação de bem-estar e traz mais qualidade de vida às pessoa da melhor idade.
Para que não existam dúvidas de como essa volta às atividades físicas deve ser realizada, separamos algumas recomendações que servem, tanto para os nossos pacientes, quanto para as pessoas no geral.
Acompanhe e boa leitura!
Atividade física para pessoas que sofrem de osteoporose, artrose ou lombalgia
A atividade física é algo muito prazeroso na rotina de muita gente. Porém, é comum que em alguns momentos haja uma interrupção e, na hora de retomá-las, os pacientes tenham um grande receio de se lesionarem.
Mas, isso não é motivo para continuar parado! Pacientes que sofrem com problemas relacionados à osteoporose, artrose ou lombalgia são muito beneficiados com a prática de atividades físicas e não devem ficar muito tempo sem praticá-las.
Entre os benefícios dos exercícios físicos para essas pessoas podemos citar: redução das dores, melhora do equilíbrio, mais disposição e energia e principalmente aumento da força muscular.
Falando em força muscular, segundo o reumatologista e fisiatra Haim Maleh do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo (CREB), a força muscular atinge o seu ápice entre os 20 e 30 anos de idade e começa a reduzir a partir dos 60 anos. “A partir dessa idade, há uma perda de 15% da força a cada década subsequente. Um senhor de 80 anos tem uma perda de 30%, por exemplo, e isso pode comprometer sua qualidade de vida”. Ou seja, não há motivos para não se exercitar!
É claro que, após uma grande pausa, o funcionamento do corpo passa por mudanças e, independentemente da intensidade dos treinos que se praticava, será necessário um novo período de adaptação. Sim, caso esse tempo não seja respeitado de maneira correta, lesões poderão ocorrer. Por isso, antes de recomeçar, é preciso seguir algumas regras e cuidados importantes.
Dicas para retornar às atividades físicas
Fale com seu médico
Antes de recomeçar, o primeiro passo é fazer um check-up preventivo e conversar com seu médico para que ele indique quais atividades você poderá praticar e com qual intensidade.
Alongue-se
O alongamento é fundamental para evitar lesões e maximiza o desempenho.
No mais, após longos períodos de inatividade, os músculos ficam retraídos e alongar-se de 10 a 15 minutos antes e depois do treino é uma ótima maneira de soltar e preparar a musculatura para os exercícios.
Devagar e sempre
Por fim, todo recomeço de prática de atividade física precisa ser leve e gradativo para que o corpo possa ir se adaptando e evoluindo.
Não tenha pressa, assim os riscos de lesões serão menores e os resultados melhores e mais eficazes.
Cuide da dieta
A atividade física deve vir acompanhada de uma dieta equilibrada, com a ingestão adequada de calorias para reparar e dar combustível aos músculos. Se exercitar sem comer ou não se alimentar direito são os principais fatores que atrapalham na hora de ver os resultados.
Assim, não deixe de procurar um nutricionista para fazer um bom planejamento nutricional.
Descanse
Tão importante quanto o exercício é o período de descanso, já que os benefícios da atividade física não ocorrem durante a sua realização, mas sim ao seu término.
Se os músculos estiverem parcialmente recuperados do treinamento anterior, em vez de benefícios e evolução, haverá danos, regressão e o risco de lesões.
Agora que você já sabe que é possível sim voltar às atividades físicas sem riscos de lesão, escolha aquela que mais combina com você de acordo com as recomendações do seu médico. Saiba que aqui no CREB oferecemos pilates associado a técnicas específicas de alongamento e fortalecimento muscular com o RPG.
Enxaqueca acomete 20% das mulheres e de 5 a 10% dos homens
Os números são contundentes: 20% das mulheres e 5 a 10% da população masculina são acometidos pela enxaqueca, segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia. Já o Ministério da Saúde destaca que ela acomete predominantemente em pessoas com idades entre 2...
Os números são contundentes: 20% das mulheres e 5 a 10% da população masculina são acometidos pela enxaqueca, segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia. Já o Ministério da Saúde destaca que ela acomete predominantemente em pessoas com idades entre 25 e 45 anos, sendo que após os 50 anos essa porcentagem tende a diminuir principalmente em mulheres. A doença também aparece em 3 a 10% das crianças, igualmente meninos e meninas antes da puberdade, mas com predominância nas meninas após essa fase.
“A enxaqueca é um tipo de cefaleia que apresenta uma dor pulsátil em um dos lados da cabeça, e as vezes em ambos os lados. Pode ser acompanhada, geralmente, por fotofobia, fonofobia, náusea e vômito. Pode durar, normalmente, entre quatro e 72 horas, sendo mais curtas em crianças. Muitas vezes, é tratada como uma simples dor de cabeça, o que é um erro. A doença precisa de um tratamento adequado”, explica o Reumatologista Sergio Rosenfeld, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
A acupuntura é uma excelente opção para combater a dor
Segundo ele, é preciso identificar os fatores que deflagram a crise de enxaqueca, para evita-los no dia a dia, como tipos de alimentos, bebidas, jejum falta ou excesso de sono, etc. As crises devem ser tratadas com repouso, hidratação, silêncio e tranquilidade. “O tratamento é medicamentoso, e também passa por uma dieta específica. A acupuntura pode ser uma excelente opção, para combater a dor.
Obesidade pode causar doenças das articulações, como artrose e artrite
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou recentemente uma pesquisa que revela que quase metade da população brasileira, com faixa etária acima dos 20 anos, apresenta sobrepeso. Não há dúvidas das conseqüências maléficas que isso traz à saúde, mas os problemas podem ser ainda maiores do que se supõe. Um exemplo é que pouca gente costuma associar ao excesso de peso problemas como as doenças da articulação, entre as quais a artrite e a artrose, que atingem, principalmente, joelhos, quadril e coluna.
“A obesidade traz inúmeros problemas, e a artrose e artrite são alguns destes problemas. A gordura em excesso no organismo do obeso pode agredir e destruir a cartilagem das juntas, daí o paciente obeso ter maior tendência para desenvolver esse tipo de problema”, explica Haim Maleh, reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. A artrose é uma das mais comuns doenças reumáticas, que acomete tanto homens quanto mulheres, principalmente na terceira idade. Também conhecida como osteoartrose, osteoartrite, artrite degenerativa e doença articular degenerativa, é uma doença reumática que incide principalmente nas articulações dos joelhos, coluna, quadril, mãos e dedos.
Segundo o médico, que existem atividades específicas recomendadas para o tratamento das doenças nas articulações, por isso o paciente deve procurar um profissional para ser corretamente orientado, “Só após perder peso o paciente deve praticar atividades físicas sem impacto, tais como andar de bicicleta, musculação, hidroginástica ou natação. Já os alongamentos são fundamentais para o alívio das dores”, afirma.
– O tratamento deve ser iniciado mo quanto antes, por isso ao menor sinal de dor constante um especialista deve ser consultado. O tratamento traz o alívio para a dor e melhora na qualidade de vida e pode ser medicamentoso e fisioterapia, além de protocolos que incluem hidroterapia e acupuntura. A atividade física regular é essencial, bem como uma alimentação regrada. O reumatologista irá propor um tratamento individualizado para cada paciente – finaliza o médico do CREB.
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