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Obesidade pode causar doenças das articulações, como artrose e artrite

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou recentemente uma pesquisa que revela que quase metade da população brasileira, com faixa etária acima dos 20 anos, apresenta sobrepeso. Não há dúvidas das conseqüências maléficas que isso traz à saúde, mas os problemas podem ser ainda maiores do que se supõe. Um exemplo é que pouca gente costuma associar ao excesso de peso problemas como as doenças da articulação, entre as quais a artrite e a artrose, que atingem, principalmente, joelhos, quadril e coluna.

“A obesidade traz inúmeros problemas, e a artrose e artrite são alguns destes problemas. A gordura em excesso no organismo do obeso pode agredir e destruir a cartilagem das juntas, daí o paciente obeso ter maior tendência para desenvolver esse tipo de problema”, explica Haim Maleh, reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. A artrose é uma das mais comuns doenças reumáticas, que acomete tanto homens quanto mulheres, principalmente na terceira idade. Também conhecida como osteoartrose, osteoartrite, artrite degenerativa e doença articular degenerativa, é uma doença reumática que incide principalmente nas articulações dos joelhos, coluna, quadril, mãos e dedos.

Segundo o médico, que existem atividades específicas recomendadas para o tratamento das doenças nas articulações, por isso o paciente deve procurar um profissional para ser corretamente orientado, “Só após perder peso o paciente deve praticar atividades físicas sem impacto, tais como andar de bicicleta, musculação, hidroginástica ou natação. Já os alongamentos são fundamentais para o alívio das dores”, afirma.

– O tratamento deve ser iniciado mo quanto antes, por isso ao menor sinal de dor constante um especialista deve ser consultado. O tratamento traz o alívio para a dor e melhora na qualidade de vida e pode ser medicamentoso e fisioterapia, além de protocolos que incluem hidroterapia e acupuntura. A atividade física regular é essencial, bem como uma alimentação regrada. O reumatologista irá propor um tratamento individualizado para cada paciente – finaliza o médico do CREB.


Quando se deve optar pela cirurgia do joelho?

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Entre o ano de 2000 e 2012, o número de próteses de joelho em pessoas entre 45 anos e 64 anos cresceu 205%, e entre pessoas de 65 anos, esse crescimento foi de 95%.

Mais de 600 mil cirurgias de joelho forma realizadas nos Estados Unidos, em 2012, contra 250 mil, 15 anos antes. Os dados são da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos e revelam que a ideia de que a cirurgia parece ser a primeira opção terapêutica para resolver problemas de joelho.

Mas isso não é verdade. Cada vez mais, tratamentos apresentam resultados que substituem a cirurgia. Um amplo estudo realizado por pesquisadores da Virginia Commonwealth University, em Richmond, analisou a validade destas cirurgias.

Utilizando critérios desenvolvidos na Europa, concluiu-se que as próteses de joelho são adequadas apenas para aqueles cuja artrose no joelho está em estágio avançado, com perda de função, como não subir escadas ou mesmo não andar sem ajuda de muletas. Esse estudo indicou que as cirurgias são mais apropriadas para aqueles pacientes com mais de 70 anos.
– Os materiais implantadas numa prótese de joelho duram em torno de 15 anos. Isso significa dizer que um paciente com 45 anos terá que se submeter a uma nova cirurgia para a troca da prótese com 60 anos – explica o ortopedista Marcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

Essa pesquisa foi realizada com quase 200 homens e mulheres com artrose e dor nos joelhos, que fizeram a cirurgia e os pesquisadores chegaram a conclusão de que um terço do total não deveriam ter feito o implante da prótese. O mesmo grupo de pesquisadores realizou um segundo estudo, onde descobriram que aqueles que realmente precisavam da cirurgia se beneficiaram com a intervenção, relatando menos dor e melhora do desempenho físico nos meses imediatos à cirurgia, mas aqueles que não precisavam, de fato, da colocação da prótese não melhoraram tanto quanto o primeiro grupo.

– A artrose tem níveis e temos, hoje, tratamentos que trazem uma resposta excelente, devolvendo a qualidade de vida perdida. A cirurgia deve ser a última cartada. O ortopedista deve avaliar o histórico do paciente e propor um tratamento clínico que envolve medicamentos e fisioterapia, com protocolos que incluam acupuntura, Pilates, hidroterapia e outros. Temos tido excelentes resultados no CREB, com a associação medicamentosa e de reabilitação física, evitando a cirurgia e oferecendo ao paciente o restabelecimento da sua qualidade de vida – garante Taubman.


Kinesio Tape ajuda a combater a dor e promove o posicionamento funcional das articulações

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A novidade da vez, utilizada nas melhores clínicas médicas de reabilitação física, chama-se Kinesio Tape. Você já deve ter visto alguém utilizando uma delas. Trata-se de um composto de fitas adesivas coloridas, que têm como função principal promover...

A novidade da vez, utilizada nas melhores clínicas médicas de reabilitação física, chama-se Kinesio Tape. Você já deve ter visto alguém utilizando uma delas. Trata-se de um composto de fitas adesivas coloridas, que têm como função principal promover o posicionamento funcional das articulações ou de tecidos. A Kinesio Tape tem ação analgésica, de acordo com a aplicação e causa do problema.

Utilizada desde o início dos anos 70, em larga escala, em países da Ásia, a Kinesio Tape foi criada por um médico japonês, Dr. Kenzo Kase, para tratamento de várias doenças ortopédicas, reumatológicas e sintomas dolorosos. Atualmente, é muito utilizada também na Europa, nos Estados Unidos, e vem sendo adotada cada vez mais no Brasil. “Trata-se de um recurso que permite uma integração entre o ambiente e o corpo humano, por meio da estimulação tegumentar (pele). Além de proporcionar ao indivíduo uma reabilitação sem limitá-lo, possibilita que outras técnicas sejam utilizadas sem prejuízo para o paciente”, explica o fisioterapeuta Vinícius Vasquez, staff do serviço de reabilitação física do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

O fisioterapeuta explica que a Kinesio Tape é feito com material hipoalergênico, diminuindo assim as chances de uma crise alérgica pela pele. É autoadesiva, aplicada diretamente na pele, e deve ser utilizada durante três a cinco dias, dependendo do sintoma. A aplicação é definida pelo médico que atua no caso, e aplicada por um fisioterapeuta. “Após o procedimento o paciente pode seguir com a vida normal: pode trabalhar, dormir, tomar banho sem risco da fita perder sua capacidade autoadesiva. É importante ressaltar ainda, que a bandagem não possui medicação alguma, e é ativada por calor”, acrescenta Vinícius.

A Kinesio Tape é indicada para estimulação e inibição muscular, proteção articular, alívio de dor, correção postural, diminuição de edema, melhora, restauração ou redução de amplitude de movimento e melhora da propriocepção e equilíbrio. “É bom esclarecer que a Kinesio Tape não substitui tratamentos muscoloesqueléticos tradicionais, mas contribui para o sucesso do tratamento, ao lado de protocolos que incluem acupuntura, hidroterapia, pilates e RPG”, finaliza o fisioterapeuta do CREB.



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