Ultrassonografia oferece vantagens sobre outros exames de imagem
Ultrassonografia oferece vantagens sobre outros exames de imagem
É muito comum que seu médico peça uma exame de imagem durante a investigação de dores relacionadas ao sistema musculoesquelético, tais como ossos, músculos, cartilagens, tendões, ligamentos e articulações. Exames de imagem podem ajudar – e muito – ao médico descobrir a causa subjacente. Há vários exames de imagem que auxiliam o estudo dos problemas osteoarticulares, entre os quais raios-X, tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (RM) e a ultrassonografia (USG).
A ultrassonografia oferece algumas vantagens sobre os demais exames, aponta o Dr. Estevão Vargas, médico radiologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. Esse exame geralmente é indicado para investigação de problemas nos tendões, ligamentos e bursas, bem como para avaliação de artrite e lesões musculares.
- Trata-se de um exame não invasivo, isento de radiação e capaz de identificar a localização da dor de um paciente e correlacioná-la a um problema com uma estrutura específica naquele local. O ultrassom também permite uma avaliação dinâmica do problema, ou seja, serve para avaliar o que acontece com a estrutura osteoarticular durante o movimento, o que geralmente não é possível com outros exames de imagem – explica o médico do CREB.
Segundo ele, a ultrassonografia também é utilizada usado para orientar a infiltração de medicamentos nos tendões e articulações, tal como o corticosteroide ,garantindo que a agulha seja colocada no local correto.
- No caso das artrites, a ultrassonografia permite a visualização da inflamação dentro da articulação, no momento do exame, por meio de uma técnica chamada Powerdoppler. Isso permite diferenciar outros possíveis problemas não inflamatórios que podem acometer as articulações. É um exame útil para o diagnóstico e acompanhamento das principais causas de artrite, dentre elas artrite reumatóide, artrite psoriásica, artrite juvenil e artrite pós-chikungunya – pontua o Dr. Estevão.
Mulheres que amamentam têm menor risco de desenvolver artrite reumatóide
A amamentação tem benefícios que vão além da saúde do bebê e da relação entre mãe e filhos. Uma pesquisa americana, realizada com 7.300 mulheres chinesas com idade em torno de 50 anos, revelou uma redução de risco de 50% de desenvolvimento de artrite reumatoide entre aquelas que amamentaram seus filhos. A pesquisa mostrou, também, que quanto maior o tempo da amamentação, menor é o risco de desenvolvimento da doença.
Segundo o professor de reumatologia da UFRJ e fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Haim Maleh, a doença exige tratamento contínuo e um dos problemas encontrados é a demora para diagnosticá-la. “A artrite reumatóide é uma doença de longa evolução. Há tratamentos, que estão cada vez mais avançados, sendo possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. O tratamento traz alívio da dor, bem estar e principalmente pode evitar e prevenir alterações articulares, quando iniciado precocemente”, afirma.
– Ao contrário do que muita gente pensa, a atrite reumatóide não é uma doença que acomete apenas pessoas da terceira idade. Mulheres na faixa dos 30 aos 50 anos são as principais vítimas da doença. Muitas pessoas acreditam que as doenças reumáticas são exclusivas na terceira idade, o que é um engano. A artrite reumatóide, por exemplo, afeta diretamente a qualidade de vida do paciente e logo que surge, aos primeiros sinais, como dor nas juntas, em especial das mãos e dos pés, deve-se procurar um médico reumatologista – finaliza o Dr. Haim, pontuando que o tratamento deverá sempre, além de medicamentos, contar com a reabilitação física, entre as quais eletroterapia, cinesioterapia, acupuntura e hidroterapia, realizada em piscinas apropriadas, como nas que são utilizadas no CREB.
Pesquisas mostram avanços genéticos da artrite reumatóide
Estudos clínicos em pacientes com artrite reumatóide evidenciaram variantes genéticas em três posições de alelos do HLA-DRB1, que estão envolvidos na predisposição de uma doença mais agressiva e na influência da resposta ao tratamento. Segundo o Depa...
Estudos clínicos em pacientes com artrite reumatóide evidenciaram variantes genéticas em três posições de alelos do HLA-DRB1, que estão envolvidos na predisposição de uma doença mais agressiva e na influência da resposta ao tratamento. Segundo o Departamento de Estudos Genéticos de Manchester, a presença da valina na posição 11 está associado a um risco quatro vezes superior de desenvolvimento da doença. Já a presença de serina na mesma posição leva a um risco duas vezes menor de desenvolvimento da doença.
A artrite reumatódie é uma doença inflamatória auto imune, crônica e progressiva, que destrói as articulações do corpo. E é mais comum dos que se imagina: mais de 1,5 milhão de brasileiros têm artrite reumatóide e muitas vezes ficam impossibilitados de trabalhar e realizar atividades simples do cotidiano, como amarrar o cardaço do tênis, pentear os cabelos ou segurar um copo. “A artrite reumatóide caracteriza-se por inflamação das articulações, provocada por uma reação inflamatória, com presença de algumas substâncias, entre elas a interleucina 6, que destroem progressivamente a cartilagem e os ossos ao redor das articulações, causando dor, edema e prejudicando sua função e limitando os movimentos. Além do comprometimento das articulações, ocorrem sintomas físicos como cansaço intenso, decorrente da anemia que a doença provoca. Os sintomas iniciais são fadiga inexplicável, rigidez prolongada das articulações pela manhã, além de edema e vermelhidão. Esse quadro muitas vezes é confundido com o reumatismo comum, o que retarda o diagnóstico correto e o início precoce do tratamento”, explica Haim Maleh, professor de Reumatologia da UFRJ e Fisiatra e Reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Ele lembra que a doença não acomete apenas pessoas da terceira idade. Mulheres na faixa dos 30 aos 50 anos, diz ele, são as principais vítimas da doença. “A artrite reumatoide afeta diretamente a qualidade de vida do paciente e logo que surge, aos primeiros sinais, como por exemplo dor nas juntas, em especial das mãos e dos pés, deve-se procurar um médico reumatologista. O maior problema encontrado é a demora para diagnosticar a doença, que exige tratamento contínuo. Para chegar ao diagnóstico da artrite reumatóide, o reumatologista analisa a história clínica do paciente, realiza exames físicos das articulações e solicita análise laboratorial, radiografias e, em algumas ocasiões, ultrassonografia das áreas acometidas. Exames de sangue também auxiliam na avaliação do processo inflamatório. A artrite reumatóide é uma doença de longa evolução. Há tratamentos, que estão cada cada vez mais avançados, sendo possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. O tratamento traz alívio da dor, bem estar e principalmente pode evitar e prevenir alterações articulares, quando iniciado precocemente”, finaliza ele.
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