Quedas podem ser fatais na terceira idade
Quem já está na terceira idade – ou convive muito de perto com alguém que esteja – sabe o perigo que uma simples queda pode apresentar.
Inclusive, estatísticas apontam que quedas são a sétima maior causa de morte para pessoas com idade acima de 65 anos. O risco de cair aumenta demasiadamente a medida em que a pessoa é mais velha. E a explicação é simples: estudos apontam que 40% das mulheres acima dos 50 anos vão desenvolver osteoporose em algum momento de suas vidas e, desse total, apenas 3 em cada 10 terão a doença diagnosticada.
“A osteoporose é uma doença que leva ao enfraquecimento dos ossos, tornando-os vulneráveis aos pequenos traumas. Nosso esqueleto é constituído por mais de 200 ossos, que dão rigidez, forma e sustentação ao corpo. Também têm como função proteger o cérebro, o coração, os pulmões e demais órgãos vitais. A osteoporose enfraquece esses ossos e é uma patologia assintomática, ou seja, sem sintomas, lenta e progressiva. Seu caráter silencioso faz com que a osteoporose muitas vezes só seja diagnosticada quando ocorrem fratura, principalmente nos ossos do punho, colo do úmero, quadril e coluna vertebral”, explica Eduardo Sadigurschi, reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O médico do CREB explica que com o passar da idade, mudanças físicas afetam a visão, o equilíbrio, a musculatura e a estrutura óssea do idoso. “A osteoporose é uma doença complexa, com causas não totalmente conhecidas. Alguns fatores estão associados a um maior risco para essa doença. Entre eles, ser mulher, envelhecer, ter um corpo pequeno, ser branco ou asiático e ter histórico familiar da doença. As mulheres têm um risco quatro vezes maior de desenvolver osteoporose. Os homens também podem desenvolver a doença”, afirma ele.
Para o Dr. Eduardo, a prevenção é a grande arma que temos contra a osteoporose. “Contamos com um exame chamado densitometria óssea, que mostra o estado dos ossos, principalmente no que se refere à quantidade de cálcio. A osteoporose pode ser diagnosticada, com precisão e precocemente, através da densitometria óssea, um exame de fácil realização, indolor e de alta precisão. Enquanto um raio-x somente detecta a osteoporose quando já há perda de 30% da massa óssea, com esse exame podemos detectá-la quando há perda de menos de 1%. E detectada precocemente, podemos tratá-la com êxito”, diz ele, lembrando que para tratar da doença é fundamental a utilização de medicação apropriada, fazer reposição de cálcio e vitamina D, através de uma dieta balanceada, e praticar exercícios físicos orientados, além de pegar sol.
Além da consulta a um reumatologista ou um fisiatra, alguns cuidados devem ser tomados para evitar que idosos sofram quedas. São dicas simples, que devem ser adotadas com rigor. Tapetes soltos e escorregadios, pisos molhados ou com superfície irregular e iluminação insuficiente são alguns dos “vilões” que devem ser combatidos, enumera o reumatologista e fisiatra. Um chekclist ajuda a evitar quedas, deixando a residência do idoso mais segura para ele.
• Ter um abajur ou um interruptor de luz ao lado da cama, com fácil acesso, é fundamental. O idoso deve alcançar o abajur ou interruptor sem precisar sair de sua cama.
• Conte com luzes noturnas tanto no quarto, quanto banheiros e corredores.
• Escadas devem contar com corrimãos dos dois lados.
• Ao entrar em casa, à noite, acenda sempre as luzes. Uma boa iluminação é fundamental.
• Barras de apoio devem ser instaladas no chuveiro, na banheira e na área da privada.
• Tapetes de banho devem contar com ventosas.
• Se for preciso, utilize um banquinho durante o banho.
• Se possível, use um assento de vaso sanitário elevado.
• A escolha dos sapatos é fundamental. Opte por calçados cuja sola não escorregue, com salto baixo. Jamais ande apenas de meias e evite andar descalço.
• Fios de telefone e de qualquer aparelho elétrico devem estar recolhidos, devidamente fora do caminho.
• Prenda os tapetes e cole os pisos de vinil ou tacos de forma que fiquem planos. Remova ou substitua os tapetes que tendem a ser escorregadios.
• Jamais suba numa cadeira para alcançar algum objeto no alto. Conte com uma
uma escadinha com corrimão alto.
• Exercício diário é fundamental. Pegar sol também. Converse com seu médico sobre esse assunto.
• Tenha em mãos os telefones de seu médico e/ou clínica.
Os suplementos de cálcio e vitamina D são suficientes para tratar os pacientes com osteoporose?
A osteoporose é uma doença do metabolismo ósseo caracterizada pela perda de massa óssea, enfraquecimento ósseo e fraturas.
“É uma doença silenciosa, pois não resulta em dor e desconforto articular, porém complica com fraturas, principalmente no fêmur e coluna vertebral. É importante destacar que a doença pode ser diagnosticada por meio de um exame chamado densitometria óssea, disponível no CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia”, afirma o Dr. Camilo Tubino Schuindt, reumatologista da clínica.
Segundo ele, a Osteoporose ocorre principalmente em mulheres na pós menopausa e homens a partir dos 70 anos
e são fatores de risco para doença o tabagismo, o sedentarismo, o etilismo, a descendência asiática, o histórico na família de osteoporose em parente de primeiro grau, uma dieta pobre em fonte de cálcio, doenças da tireoide, doenças intestinais disabsortivas (Doença Celíaca), doenças reumatológicas inflamatórias (Artrite Reumatóide) e uso de medicamentos (corticóides).
“Embora o cálcio e a vitamina D tenham um papel importante no tratamento da osteoporose, eles não são suficientes quando usados sozinhos. Eles devem ser usados em combinação com um agente antirreabsortivo, tais como a classe de medicamentos denominados bisfosfonados”
acrescenta o reumatologista do CREB.
“Em quase todos os ensaios clínicos randomizados de agentes antirreabsortivos, os pacientes que tomaram esse tipo de medicação tiveram significativamente menos fraturas do que aqueles que tomaram apenas cálcio e vitamina D. Assim, concluímos que quando suplementados sozinhos não são adequados”
conclui o Dr. Camilo.
Tratamento da osteoporose tem novidades
Caracterizada pela diminuição da massa óssea, com conseqüente enfraquecimento e fragilidade do osso, a osteoporose tem índices alarmantes: uma em cada quatro mulheres, após a menopausa, desenvolvem a doença e uma a cada cinco mulheres que já tiveram fratura sofrerão outra fratura, em menos de um ano. No Brasil, mais de 10 milhões de pessoas têm osteoporose e, no mundo, esse número chega a 200 milhões.
Realizado em outubro, em São Paulo, o 2º Congresso Brasileiro de Densitometria, Osteoporose e Osteometabolismo apresentou duas novidades que estão alcançando excelentes resultados no tratamento da osteoporose. “São duas novidades terapêuticas. Uma refere-se à quantidade de vitamina D recomendada àqueles que estão se tratando da doença. A outra é a utilização de uma nova substância, um sal mineral , que não só contribui com o aumento da massa ósseo, como também evita sua diminuição. As estatísticas demonstram um avanço considerável no tratamento da doença com a utilização destas duas novas práticas”, explica o médico reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – Dr. Eduardo Sadigurschi, que participou do congresso e trouxe as novidades para a clínica.
Segundo o médico do CREB, agora utiliza-se o dobro da dosagem até então padrão de Vitamina D para pacientes em tratamento. “Há um consenso entre médicos e pesquisadores de que a população brasileira, de um modo geral, tem baixa concentração de vitamina D. Se pesquisarmos a quantidade desta vitamina em 100 homens e mulheres com mais de 50 anos, 90% ou mais apresentarão hipovitaminose D. Com uma dosagem maior, os resultados são ainda melhores. Falando de uma forma resumida e simples, a vitamina D faz o transporte do cálcio do sangue para o osso. Aumentando sua dose, aumentamos esse transporte, alcançando resultados mais efetivos”, explica ele
– É preciso salientar, entretanto, que é fundamental tomar banho de sol. Pois são os raios ultra-violetas que ativam a vitamina D. A melhor hora para pegar sol, sem dúvidas, é cedo, pela manhã. Também ressalto que os resultados são ainda melhores quando o paciente pega sol em movimento. É preciso se exercitar, caminhar enquanto pega sol – acrescenta o médico
A outra novidade é a utilização de um novo medicamento. “Trata-se de um sal mineral que tem duas vitais funções: ajuda a aumentar a massa óssea, estimulando a formação do osso, e combate a perda do cálcio do osso, ou seja, atua nas duas pontas – fortalecendo e prevenindo. Os resultados são muito bons”, garante o Dr. Eduardo. Segundo ele, além destas duas novidades, o tratamento contra a osteoporose inclui, dependendo do caso, medicamento, dieta específica orientada pelo médico, com reforço de alimentos ricos em cálcio, exercício, hidroterapia, Pilates, RPG e fisioterapia.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- LEBLON: Av. Ataulfo de Paiva, 355
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 1989
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619