Ortopedista do CREB dá dicas para a terceira idade contra o risco de quedas
Não são apenas os idosos que correm o risco de cair e se machucar.
Isso pode acontecer com qualquer um, mas é óbvio que as possibilidades disso acontecer com uma pessoa idosa são muito maiores. O maior problema, na verdade, não está na queda em si, mas sim nos efeitos que ela pode produzir em uma pessoa da terceira idade. As consequências é que mais preocupam os especialistas.
Segundo o ortopedista Bernardo Stolnicki, do CREB (Centro de Reumatologia e Ortopedia) e coordenador do CREB Prevrefrat (Programa de Prevenção a Refratura da clínica), o envelhecimento traz redução de massa muscular e óssea, perda de equilíbrio e força, e isso aumenta muito o risco de uma queda. E suas consequências.
- Uma simples queda pode trazer um grande problema, como a fratura do fêmur, por exemplo, o que é extremamente comum e é uma das mais graves consequências de quedas de pessoas da terceira idade. Inclusive, aumenta a mortalidade da população idosa – alerta ele.
Recomendações para evitar quedas de Idosos
Stolnicki diz que todo cuidado e pouco. E lista as 11 recomendações para as pessoas da terceira idade, orientações , aliás, do próprio Ministério da Saúde sobre o tema:
- evite tapetes soltos;
- escadas, apenas com corrimãos nos dois lados;
- idosos devem usar sapatos fechados e de sola de borracha;
- use tapetes antiderrapantes no banheiro;
- não ande em áreas com piso úmido jamais;
- não encere a casa;
- deixe luzes acessas de noite no caso de precisar ir ao banheiro;
- caso ande de ônibus, espere que ele pare totalmente para subir ou descer dele;
- atravesse sempre na faixa de pedestre, e esteja seguro de que o sinal não vai abrir imediatamente;
- caso precise, use bengala, muleta ou andador.
Osteoporose tem estatísticas alarmantes
Caracterizada pela redução da quantidade e da qualidade da massa óssea, a osteoporose apresenta estatísticas alarmantes no mundo inteiro.
Nos Estados Unidos, por exemplo, a doença afeta nove milhões de americanos, sendo sete milhões mulheres e dois milhões homens. Os números, porém, são muito maiores: suspeita-se que 48 milhões de americanos tenham osteopenia, o que significa que 53 milhões de americanos correm sério risco de fratura.
Anualmente, ocorrem, nos Estados Unidos, dois milhões de fraturas osteoporóticas: 27% vertebral, 19% de punho, 14% de quadril e fêmur, 7% de pelve e 33% em outros ossos. A moralidade de fratura de quadril e fêmur chega a 20%, outros 20% precisam de cuidados especiais e os demais 60% perdem a qualidade de vida que tinham antes.
A osteoporose é conhecida como uma epidemia silenciosa
“A osteoporose é conhecida como uma epidemia silenciosa. Na maior parte das vezes, a dor surge apenas quando ocorrem numerosas fraturas, geralmente na coluna, o que traz dor crônica e até incapacidade. É importante divulgar a osteoporose, seus efeitos e tratamentos. A doença pode ser tratada e podemos oferecer ao paciente a qualidade de vida desejada.
Os principais fatores de risco são idade avançada, baixo peso, raça caucasiana, histórico familiar, deficiência hormonal, dieta pobre em cálcio, uso de determinadas medicações como corticóides, fumo, álcool e uma vida sedentária. Centros modernos, como o CREB, fazem o exame onde é possível prever o risco de fratura do paciente pelos próximos 10 anos. Assim, é possível prevenir sérios problemas no futuro. A prevenção começa cedo. É preciso ter uma dieta rica em cálcio desde a infância, manter atividade física regular, além de evitar o consumo de álcool e fumo”, avalia Haim Maleh, professor de Reumatologia da UFRJ e fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
PROGRAMA DE PREVENÇÃO A REFRATURAS (PREVREFRAT)
Reconhecido internacionalmente, o CREB Prevrefrat adota protocolos consagrados de diagnóstico e tratamento de pacientes com fraturas por fragilidade óssea. A aplicação destes protocolos por nossos especialistas, nossa planta física e a eficiência nos serviços auxiliares indispensáveis ao programa conferem excelentes resultados ao CREB na diminuição da incidência de fraturas subsequentes. O Prevrefrat se enquadra nos programas de promoção à saúde e prevenção de riscos e doenças da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Como escolher calçados para crianças
A maioria das crianças começa a andar por volta dos 12 meses de idade. Até então, não precisam necessariamente de calçados – o que os pais colocam em seus pés devem servir sobretudo para proteger e aquecer. “Os sapatinhos para bebês são confeccionados nos mais diversos materiais, mas, via de regra, devem permitir a transpiração normal e ser largos e flexíveis o suficiente para garantir a livre movimentação dos dedos”, explica a Dra. Flávia Junqueira, ortopedista infantil do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
A partir do momento que a criança passa a andar, com desenvoltura, a escolha do calçado passa a ser fundamental para evitar problemas futuros. Não se deve permitir, por exemplo, explica a Dra. Flávia, que crianças em desenvolvimento calcem sapatos apertados ou estreitos, pois disso pode resultar um grande número de deformidades e complicações. “Para as crianças de 12 a 18 meses, devem ser preferidos os calçados de solas flexíveis e não muito aderentes (sem ser escorregadias, as solas não devem impedir o caminhar da criança que ainda arrasta os pés). A cobertura do calçado deve ser de material natural para permitir a perspiração e os contrafortes altos o suficiente para garantir a estabilidade do tornozelo que ainda é muito frágil. De modo geral, estes calçados devem ser leves para evitar o gasto exagerado de energia”, ensina a médica do CREB.
Segundo a ortopedista infantil, os calçados devem ser confortáveis, práticos e adaptar-se bem aos pés. É muito importante que os calçados tenham a forma dos pés e não que os pés se deformem para caber nos calçados. “Está demonstrado, sem sombra de dúvidas, que calçados apertados e pequenos causam deformidades nos pés. Os calçados devem ser confortáveis desde o primeiro momento em que você os utiliza. O uso prolongado de calçados pequenos, menores do que seu pé favorece a deformação dos dedos”, finaliza ela.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- LEBLON: Av. Ataulfo de Paiva, 355
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 1989
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619