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Fratura do fêmur, devido a osteoporose, é um grave problema de saúde pública

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Exatamente metade das internações de idosos por traumas, em pronto-socorros, ocorrem devido a fratura de quadril. E cerca de 80% destes casos ocorrem com idosos que são capazes de andar sozinhos, sem auxílio de pessoas ou andadores, e que vivem em comunidade. Não é à toa que a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu fraturas do fêmur proximal como um importante problema de saúde pública, tanto em países desenvolvidos, como em desenvolvimento, como o Brasil. Estimativas dão conta de que há, por aqui, 100 mil casos de fraturas de quadril ao ano.

“A osteoporose, a perde de massa óssea, é o principal motivo para essas quedas sucessivas. É um caso de saúde pública muito sério, devido ao aumento da expectativa de vida em nosso país. A osteoporose pode ser fatal para um idoso. E as estatísticas apontam que 50% das mulheres com mais de 75 anos venham a ter alguma fratura osteoporótica. Em homens, esse índice, entretanto, cai para 25%”, explica o Dr. Eduardo Sadigurchi, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo ele, os ossos acumulam massa óssea até a faixa dos 30 anos. Após essa idade, perde 0,3 % de massa óssea ao ano. É um processo natural, mas que pode ser combatido com uma alimentação rica em cálcio, prática regular de exercício físico e banhos de sol regulares, nos horários que são saudáveis para nós, das 7h às 10h e após as 16h”, diz o Dr. Eduardo.

– A osteoporose pode ser diagnosticada, com precisão e precocemente, através de um exame de fácil realização, indolor e de alta precisão chamado densitrometria óssea. Enquanto com o raio-x podemos detectar somente a osteoporose quando já há perda de 30% da massa óssea, com esse exame podemos detectá-la quando há perda de menos de 1%. E detectada precocemente, podemos tratá-la com êxito, com medicamentos, hidroterapia e outros, além, claro, com uma alimentação rica em cálcio.

Os números não deixam dúvida sobre a gravidade da questão. As quedas são responsáveis por nada menos do que 24% das mortes em idosos, enquanto correspondem a 6% no restante da população. “A perda óssea é um processo natural, que pode, no entanto, ser combatida com uma melhor qualidade de vida, incluindo exercícios físicos regulares, banho de sol, alimentação saudável e ida regular ao médico. É preciso ter consciência da gravidade desta doença e os números estão aí para provar isso”, garante o médico.


Antes de iniciar atividade física regular é fundamental consultar um médico

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Uma correta prática de exercícios físicos regulares começa no consultório médico.

Antes de chegar à academia, quadras de esporte, pistas de corrida, etc. é muito importante que se faça uma avaliação clínica geral para, aí sim, começar uma atividade física. Somente um médico poderá orientar e resguardar a saúde do atleta, indicando, por exemplo, seus limites físicos.

“As pessoas acham que basta se inscrever numa academia, por exemplo, e começar a fazer ginástica. Antes de começar os exercícios regulares, é preciso ir ao médico, para uma avaliação clínica. Alguns exames serão feitos e os resultados ajudam na orientação e prescrição de exercícios quanto à carga de esforço, frequência semanal de treinamento, objetivos e, principalmente, os cuidados com lesões do esporte relacionadas com uma sobrecarga excessiva”, explica João Marcelo Amorim, ortopedista e especialista em medicina do esporte do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

O Dr. João Marcelo Amorim esclarece que a avaliação deve ser feita por todos, seja a pessoa um sedentário que está iniciando seu programa de atividades física, seja um frequentador esporádico de quadras de esporte ou mesmo um atleta que compete em qualquer modalidade. “Uma avaliação de saúde completa, feita por um médico do Esporte, mostrará à pessoa o seu limite para treinar e mesmo competir”, explica ele.

A avaliação clínica, explica o médico do CREB, irá analisar o histórico esportivo, a saúde geral e o uso de medicamentos que a pessoa faz. “Também fazemos uma investigação de lesões esportivas anteriores para uma orientação eficaz e personalizada”, acrescenta ele.

Entre outros exames, o médico fará uma ampla avaliação da postura, identificando possíveis desvios e alterações, irá avaliar a força muscular e flexibilidade, para identificar limitações de movimentos que possam comprometer o programa de exercícios, e medirá o índice de massa corporal, para identificar a possibilidade de sobrepeso ou obesidade.

“Também fazemos um exame para avaliar as medidas de tronco e abdome e se há diferença de tamanho entre os membros. A medida da circunferência abdominal pode indicar o risco para doenças metabólicas e cardiovasculares. Membros com circunferências diferentes – por exemplo, coxas – podem indicar uma menor massa muscular e necessidade de fortalecimento localizado”, explica o Dr. João Marcelo Amorim.

Na consulta também é feita uma avaliação nutricional, teste cardiopulmonar (que avalia a capacidade cardiopulmonar e auxilia o médico a determinar a faixa de batimentos cardíacos em que o exercício será mais saudável), densitometria de corpo total (uma análise precisa e detalhada da composição corporal do paciente) e exames laboratoriais, como hemograma completo, glicemia, ácido úrico e outros. Segundo o ortopedista, as avaliações devem ser feitas pelo menos uma vez ao ano. “Atletas que competem devem fazer avaliações a cada seis meses. O importante é que a pessoa não deixe de consultar um médico, pois é a sua qualidade de vida que está em jogo”, finaliza ele.


Osteoporose: o melhor caminho é a prevenção

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Mais dez milhões de pessoas no Brasil têm osteoporose, o que justifica a grande preocupação com o tema. “A osteoporose é uma doença metabólica que acontece quando deixamos de produzir material ósseo novo suficientemente e, a partir daí, os nossos oss...

Mais dez milhões de pessoas no Brasil têm osteoporose, o que justifica a grande preocupação com o tema. “A osteoporose é uma doença metabólica que acontece quando deixamos de produzir material ósseo novo suficientemente e, a partir daí, os nossos ossos se tornam frágeis, aumentando muito a possibilidade de faturas. A osteoporose é uma doença silenciosa, que pode vir a ser descoberta apenas quando há episódio de uma fratura. E esse é o grande perigo da doença. Uma fratura pode prejudicar muito a qualidade de vida de uma pessoa, inclusive incapacitando determinados movimentos. Na terceira idade, então, o risco de refratura é muito maior”, explica o ortopedista Bernardo Stolnick, Presidente Comitê de Doenças Osteometabólicas da SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia) e Coordenador de Doenças Osteometabólicas do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

De acordo com o Dr. Bernardo, a osteoporose é mais comum em mulheres do que em homens, e isso se explica pela perda significativa de cálcio e vitaminas durante a menopausa. Além do processo natural de envelhecimento, são fatores de risco deficiência hormonal, fumo, álcool, dieta pobre em cálcio e vitamina D, sedentarismo e hereditariedade. “A osteoporose normalmente não apresenta sintomas, na maior parte das vezes é identificada quando ocorre a fratura. Mas é possível reverter essa situação, com a realização de um exame chamado Densitometria Óssea, que avalia a densidade dos ossos. É muito importante que pessoas da terceira idade façam esse exame”, explica o médico.

A osteoporose tem tratamento. Além de medicamentos, o médico poderá indicar a prática regular de exercício e uma dieta balançeada, rica em cálcio e vitamina D. Os exercícios, assim como o tipo de atividade física, devem ser orientados caso a caso. No CREB, temos protocolos de reabilitação que contemplam com bastante sucesso o tratamento e a reabilitação de pacientes com osteoporose. Segundo Bernardo, essa dieta deve ser rica em derivados de leite, sardinha, salmão, soja e vegetais verdes, além de nozes e castanhas. “Não podemos apenas esperar pela fratura, para iniciar o tratamento. A prevenção é o melhor caminho. É preciso fazer o exame e adotar práticas saudáveis, como atividade física regular e uma alimentação controlada, rica em cálcio”, finaliza ele.



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