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Osteoporose: é possível prevenir, tratar e recuperar a qualidade de vida perdida

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Você sabia que o dia 20 de outubro é o Dia Mundial e Nacional da Osteoporose? No mundo inteiro, neste dia, são realizadas ações de conscientização da população sobre a prevenção à doença, inclusive no Brasil. A data foi instituída em 1996 pela Sociedade Britânica de Osteoporose e, um ano depois, adotada pela International Osteoporosis Foundation. A questão é tão séria que merece mesmo uma data especial para ser sempre lembrada: mais de 10 milhões de pessoas têm osteoporose no Brasil, número que chega a 200 milhões de pessoas no mundo todo.

A osteoporose é caracterizada pela diminuição da massa óssea, com conseqüente enfraquecimento e fragilidade do osso e, portanto, maior possibilidade de fraturas. Uma em cada quatro mulheres, após a menopausa, tem osteoporose e uma a cada cinco mulheres que já tiveram fratura sofrerão outra fatura, em menos de um ano. A osteoporose é muito comum na terceira idade, mas é falso dizer que é uma doença exclusiva dessa faixa etária.

“A osteoporose pode ser diagnosticada, com precisão e precocemente, através de um exame de fácil realização, indolor e de alta precisão chamado densitrometria óssea. Enquanto com o raio-x somente podemos detectar a osteoporose quando já há perda de 30% da massa óssea, com esse exame podemos detectá-la quando há perda de menos de 1%. E detectada precocemente, podemos tratá-la com êxito”, explica o ortopedista, Coordenador de Doenças Osteometabólicas e do Prevrefrat do CREBCentro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo -, e Presidente do Comitê de Doenças Osteometabólicas da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia Dr. Bernardo Stolnick. Segundo ele, o tratamento prevê medicamentos, uma dieta balançada e a prática de exercício regularmente.

“Os principais fatores de risco da doença são: ser mulher; ter pele e/ou olhos claros; ser baixa e/ou magra; quem não toma leite ou ingira pouco alimento com cálcio; quem não faz exercício físico; quem toma pouco sol; quem tem parente com a doença; quem sofre de asma (bronquite), artrite ou alergia; fumantes; quem bebe muito café e bebida alcoólica; quem tem menopausa precoce por cirurgia ou não; quem usa antiácidos, anticonvulsivantes, certos diuréticos, heparina e/ou corticóides; e quem tem problema de tiróide”, explica o Dr. Bernardo.

Uma dieta deve ser seguida à risca. Segundo o reumatologista, mulheres adultas devem consumir 1.000 mg de cálcio por dia, número este que sobe para 1.500 mg quando há o risco detectado da osteoporose. Alimentos ricos em cálcio devem passar a fazer parte da dieta, como leite, iogurte natural com pouca gordura, queijo ricota, queijo suíço, queijo provolone, sorvete de baunilha e outras fontes secundárias de cálcio, como sardinha, ostras, ervilhas, couve e brócolis. O Dr. Bernardo dá uma dica preciosa: “A casca do ovo é composta em quase 100% de carbonato de cálcio. Lave a casca do ovo, coloque no forno em alta temperatura, com a finalidade de buscar uma melhor higienização. Depois, triture muito bem até ficar muito fina. Coloque uma colher de chá ao dia desse material na comida misturada e você terá aí os 1.500 mg ao dia de cálcio necessários em sua dieta”, ensina.

“É fundamental que a pessoa tenha uma boa qualidade muscular para sua coluna”, avisa o reumatologista, que indica a hidroterapia, entre outras medidas de atividade física. “Até a idade de 30 anos, a mulher constrói e armazena cálcio eficientemente. Então, como parte do processo natural da idade, a formação de novo tecido ósseo diminui e a perda permanente de cálcio se acelera depois da menopausa. Pense no osso como uma espécie de caderneta de poupança. Você somente terá massa óssea na sua poupança na medida que você depositar. Acredita-se que mulheres jovens podem aumentar sua massa óssea em cerca de 20%, um fator crítico na proteção contra a osteoporose”,conclui .

PREVREFAT CREB – As fraturas osteoporóticas, especialmente as de fêmur, matam 3 vezes mais do que as doenças cardíacas e 8 vezes mais do que o câncer de mama. Em 2010, o impacto financeiro das fraturas na Europa somou 31 bilhões de Euros. Nos Estados Unidos, nesse ano, o custo foi de 28 bilhões de dólares. No Brasil, para as operadoras de saúde, o custo de cada fratura osteoporótica é de mais de 40 mil reais, não contando com complicações clínicas e utilizando material nacional. Como atingir o objetivo de reduzir a refratura? Tratando de quem já teve uma fratura prévia. É sabido que uma fratura em qualquer sítio do esqueleto mais que duplica a probabilidade de uma fratura futura. Mais de 50% dos pacientes com fraturas de quadril tiveram fraturas prévias.

Reconhecido internacionalmente, o CREB Prevrefrat adota protocolos consagrados de diagnóstico e tratamento de pacientes com fraturas por fragilidade óssea.A aplicação destes protocolos por nossos especialistas, nossa planta física e a eficiência nos serviços auxiliares indispensáveis ao programa conferem excelentes resultados ao CREB na diminuição da incidência de fraturas subsequentes. O CREB Prevrefrat realiza o gerenciamento destes pacientes fornecendo relatórios detalhados e constantemente atualizados de sua evolução clínica. O CREB Prevrefrat se enquadra nos programas de promoção à saúde e prevenção de riscos e doenças da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).


Osteoporose, doença séria que precisa ser tratada

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A osteoporose apresenta estatísticas alarmantes, que fizeram com que a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituisse o período entre 2000 e 2010 como a década do osso e da articulação, com ações específicas em todo os continentes. Segundo dados oficiais, 200 milhões de mulheres são acometidas pela osteoporose em todo o mundo. Outro dado impressionante é que uma em cada cinco pacientes morre, dentro de um ano, após sofrer fratura de quadril.

A osteoporose é uma doença que leva ao enfraquecimento dos ossos, tornando-os vulneráveis aos pequenos traumas. “Nosso esqueleto é constituído por mais de 200 ossos, que dão rigidez, forma e sustentação ao corpo. Também têm como função proteger o cérebro, o coração, os pulmões e demais órgãos vitais. A osteoporose enfraquece esses ossos e é uma patologia assintomática, ou seja, sem sintomas, lenta e progressiva. Seu caráter silencioso faz com que a osteoporose muitas vezes só seja diagnosticada quando ocorrem fratura, principalmente nos ossos do punho, colo do úmero, quadril e coluna vertebral”, explica Eduardo Sadigurschi, reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo o médico do CREB, entre os principais indícios da osteoporose destacam-se a dor de coluna vertebral prolongada, associada à diminuição da altura do paciente devido a microfraturas em vértebras, e o desenvolvimento de uma cifose, ou seja, corcunda. “A osteoporose é uma doença complexa, com causas não totalmente conhecidas. Alguns fatores estão associados a um maior risco para essa doença. Entre eles, ser mulher, envelhecer, ter um corpo pequeno, ser branco ou asiático e ter histórico familiar da doença. As mulheres têm um risco quatro vezes maior de desenvolver osteoporose. Os homens também podem desenvolver a doença”, afirma ele.

Novos medicamentos estão sendo disponibilizados no mercado. Resultados do estudo Multiple Outcomes of Raloxifene Evaluation (MORE), anunciados pelo American College of Rheumatology mostram, por exemplo, que a substância raloxifeno reduz significativamente o risco sintomático de fraturas vertebrais em até 68%, após um ano de tratamento. Outro medicamento lançado recentemente tem como base o alendronato sódico e calecalciferol: é rico em vitamina D, componente fundamental para o desenvolvimento de ossos fortes e para a prevenção à osteoporose. Segundo o reumatologista, há estudos que mostram que a vitamina D é aliada do cálcio na redução da perda óssea. “A vitamina D é um componente que auxilia na absorção do cálcio no intestino”, explica o médico, acrescentando que a vitamina D está presente em alimentos como gema de ovo, fígado, ostras e determinados peixes oleosos. No 23º encontro anual da American Society for Bone and Mineral Research, uma nova vacina foi apresentada e promete ser uma arma eficiente na luta contra a osteoporose. Ela atua no combate à perda de tecido ósseo.

A prevenção é, na verdade, a grande arma que temos contra a osteoporose. O médico do CREB explica que há um exame, chamado densitometria óssea, que mostra o estado dos ossos, principalmente no que se refere à quantidade de cálcio. “A osteoporose pode ser diagnosticada, com precisão e precocemente, através da densitometria óssea, um exame de fácil realização, indolor e de alta precisão. Enquanto um raio-x somente detecta a osteoporose quando já há perda de 30% da massa óssea, com esse exame podemos detectá-la quando há perda de menos de 1%. E detectada precocemente, podemos tratá-la com êxito”, finaliza o Dr. Eduardo Sadigurschi, lembrando que para tratar da doença é fundamental a utilização de medicação apropriada, fazer reposição de cálcio e vitamina D e praticar exercícios físicos orientados.


Osteoporose não é uma doença exclusiva de mulheres da terceira idade

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Existe uma falsa impressão de que as mulheres idosas é que sofrem com a osteoporose. Essa doença óssea atinge ambos os sexos. A questão é que os homens em geral desconhecem o problema: uma pesquisa realizada pela ONG Instituto Ortopedia & Saúde revelou que o risco de fratura de quadril em decorrência de osteoporose é considerável em homens de 65 anos ou mais, embora inferior ao das mulheres da mesma faixa etária. Esse estudo mostrou que os homens não tem o hábito de realizar exames específicos dos ossos, fato que impede a prevenção. E apontou que a incidência de osteopenia na coluna é maior entre os homens – 50% contra 43% das mulheres analisadas. Oitenta porcento dos homens que participaram do estudo fizeram exames específicos dos ossos pela primeira vez, ao contrário das mulheres, que já conheciam o problema há mais tempo. No caso delas, apenas 18% faziam o exame pela primeira vez. A pesquisa foi realizada com 250 homens e 250 mulheres, com 65 anos ou mais.

“Em geral, as mulheres tendem a sofrer de osteoporose mais cedo que os homens. Devido a baixa hormonal na fase da menopausa. Essa baixa provoca uma perda da massa óssea em média dez anos antes dos homens”, explica o Dr. Bernardo Stolnicki, ortopedista e coordenador do CREB Prevrefrat – programa de prevenção à refratura do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. Segundo ele, é muito importante que se faça o exame da densitometria óssea, que detecta a possibilidade de fratura de quadril nas pessoas em um horizonte de dez anos. “Com os resultados, podemos realizar um trabalho mais forte de prevenção”, explica ele.

O Dr. Bernardo pontua que a osteoporose se caracteriza pelo enfraquecimento dos ossos, tornando-os vulneráveis a pequenos traumas. “Trata-se de uma doença silenciosa. Muitas vezes, só chegamos ao seu diagnóstico depois de uma fratura, principalmente nos ossos do punho, colo do úmero e quadril. A realização do exame da densitometria óssea nos permite tratar do paciente, antes mesmo que aconteça uma fratura”, finaliza ele.



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