Artrose do quadril: dor pode irradiar para a coxa e joelho
Artrose do quadril: dor pode irradiar para a coxa e joelho
A artrose do quadril, também conhecida como coxartrose, é uma doença degenerativa da articulação coxofemoral. Segundo o ortopedista Alexandre Blanc, do CREB – Centro de Reumatologia, Ortopedia e Fisioterapia – a doença é mais comum após os 50 anos, acometendo mulheres e homens.
“Alguns fatores como obesidade, doenças reumatológicas, doenças do quadril na infância e sequelas de fraturas aumentam a incidência da artrose no quadril.”, esclarece o médico do CREB. Segundo ele, após o correto diagnóstico feito por um especialista, o tratamento pode ser feito com auxílio de fisioterapia, hidroterapia, acupuntura e infiltração do quadril com ácido hialurônico.
Sintomas da artrose no quadril
O ortopedista do CREB explica que pacientes acometidos pela coxartrose queixam-se de dor, que pode iniciar na virilha e irradiar para coxa e joelho, além de sentirem limitação de movimentos, que ocorre de forma progressiva.“Atividades como caminhar, cruzar as pernas e amarrar sapatos tornam-se cada vez mais difíceis para estas pessoas”, garante ele.
Fisiatra do CREB dá entrevista ao Sem Censura
O fisiatra e reumatologista Antônio Rodrigues d’Almeida, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, foi convidado e participou do programa Sem Censura, com Leda Nagle, que é exibido na TV Brasil.
Na ocasião, ele falou sobre pé chato e joanete. Segundo o médico do CREB, o popularmente chamado pé chato, ou pé plano, deve ser observado desde a infância para que não haja consequências para a vida toda. “O pé tem três apoios: 50% se apóia no calcanhar, 30% na base do dedão e os 20% restantes na lateral do pé. Se essa proporcionalidade não existir, algum tipo de alteração vai acontecer. É o caso do pé plano”, explica ele. A jornalista Neda Nagle perguntou se atualmente ainda se usa as antigas botinhas ortopédicas para corrigir o pé chato. Dr. Antônio d’Almeida foi incisivo:
– Essas botinhas são um crime. Até os três anos, ainda temos a ossificação do pé, então ele é normalmente plano. O que os pais e mães podem fazer é algo muito simples: deixar as crianças andarem descalças. O movimento do andar desenvolve a musculatura do pé e estimula o crescimento do osso. A própria natureza age – explicou ele.
Leda Nagle perguntou qual consequência que o pé chato pode trazer para o adulto. “A pessoa que tem o pé plano traz o peso para dentro e, por isso, os joelhos convergem. A bacia vai para traz e aumenta a curvatura lombar. Ou seja, desestabiliza tudo, respondeu ele, lembrando que hoje temos modernos exames que avaliam a pisada da pessoa. Sobre joanete, o médico criticou o uso excessivo de sapatos de salto alto e explicou que esses calçados apertam os dedos e podem causar inflamações nos tendões dos pés, como a fasciíte plantar. “Hoje temos tratamentos muito modernos para resolver esse problema, que é a TOC – Terapia por Ondas de Choque. Consultar um especialista é fundamental”, finalizou ele.
Reumatologista do CREB participa de encontro internacional em Nova Iorque sobre artrite reumatóide
O reumatologista e fisiatra Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – acaba de voltar de Nova Iorque, para onde foi convidado especial para participar do “Curso Avançado no Manejo da Artrite Reumatóide”, realizado nos dias 11 e 12 de outuburo, na Universidade de Nova Iorque. O curso, que teve a participação de médicos de todo o mundo, teve foco nas atualizações sobre a abordagem e o tratamento de pacientes com artrite reumatóide e discutiu novos meios de tratamento da doença. “O enfoque foi no tratamento dos pacientes e no uso de medicações denominadas imunobiológicos, consideradas medicações de ponta para o tratamento dos pacientes. Houve ênfase, também, quanto ao uso da ultrassonografia como método de imagem para auxílio no diagnóstico da doença”, conta o dr. Haim Maleh.
De acordo com o Dr. Haim, foram apresentadas novidades no tratamento da artrite reumatóide, que já estão disponíveis no CREB. A artrite reumatóide caracteriza-se por inflamação das articulações, provocada por uma reação inflamatória, com presença de algumas substâncias, entre elas a interleucina 6, que destroem progressivamente a cartilagem e os ossos ao redor das articulações, causando dor articular, edema e prejudicando sua função e limitando os movimentos, levando a incapacidade física que, com o tratamento, pode ser evitada. Além do comprometimento das articulações, ocorrem sintomas físicos como cansaço intenso, decorrente da anemia que a doença provoca. Os sintomas iniciais são fadiga inexplicável, rigidez prolongada das articulações pela manhã, além de edema e vermelhidão. Esse quadro muitas vezes é confundido com o reumatismo comum, o que retarda o diagnóstico correto e o início precoce do tratamento.
– Ao contrário do que muita gente pensa, a atrite reumatóide não é uma doença que acomete apenas pessoas da terceira idade. Mulheres na faixa dos 30 aos 50 anos são as principais vítimas da doença. Muitas pessoas acreditam que as doenças reumáticas são exclusivas na terceira idade, o que é um engano. A artrite reumatóide, por exemplo, afeta diretamente a qualidade de vida do paciente e logo que surge, aos primeiros sinais, como por exemplo dor nas juntas, em especial das mãos e dos pés, deve-se procurar um médico reumatologista. Para chegar ao diagnóstico da artrite reumatóide, o reumatologista analisa a história clínica do paciente, realiza exames físicos das articulações e solicita análise laboratorial, radiografias e, em algumas ocasiões, ultrassonografia das áreas acometidas. Exames de sangue também auxiliam na avaliação do processo inflamatório. A artrite reumatóide é uma doença de longa evolução. Há tratamentos, que estão cada vez mais avançados, sendo possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. O tratamento traz alívio da dor, bem estar e principalmente pode evitar e prevenir alterações articulares, quando iniciado precocemente – afirma o médico.
O Dr. Haim Maleh explica que o maior problema encontrado é a demora para diagnosticar a doença, que exige tratamento contínuo. Segundo ele, o tratamento deverá sempre, além de medicamentos, contar com a reabilitação física, entre as quais eletroterapia, cinesioterapia, acupuntura e hidroterapia, que é uma medida de grande auxílio para esses pacientes, especialmente quando realizada em piscinas apropriadas, como nas que são utilizadas no CREB.
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