Cisto no Joelho
Jornal O Globo – Qual e o seu Problema – Domingo, 08 de Março de 2009
Sofro de dor na região posterior do joelho. O exame indicou cisto poplíteo. Carlos, Rio de Janeiro, RJ
É a passagem do tecido sinovial formando uma bolsa.geralmente a causa é uma alteração interna da articulação.a principal complicação é a ruptura do cisto,que pode causar dor intensa,impedindo a caminhada,associada à edema na panturrilha.o tratamento requer drogas e fisioterapia.
Dr. Haim Maleh,reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
A fisioterapia na melhora da dor na coluna
É muito difícil encontrar alguém que jamais tenha sentido dor nas costas, ao menos algum desconforto na coluna vertebral.
É verdade que ela pode ser fruto de uma noite mal dormida, após um trânsito de matar ou consequência de um treino um tanto mais intenso, e logo passar. Mas também pode indicar algum problema mais sério – e geralmente é, então é fundamental que um especialista seja consultado.
“Muita gente tem o péssimo hábito de se automedicar quando sente alguma dor musculoesquelética. Acha que basta comprar um relaxante muscular e pronto, resolveu o problema. Esta atitude apenas piora a situação. No mínimo, mascara a dor. E a dor é um aviso da coluna, um pedido de socorro”, afirma a fisioterapeuta Tatiana Matos, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
Fisioterapia: redução da dor e melhora da função
Mas qual é o papel da fisioterapia na melhor da dor na coluna? Segundo a fisioterapeuta do CREB, o papel é fundamental e determinante. “A fisioterapia ajuda a reduzir a dor nas costas, melhora o movimento e, ainda, a função das articulações e dos músculos. Também ajuda a evitar posições e movimentos inadequados, atuando de forma preventiva. São várias as técnicas fisioterápicas, são vários recursos que utilizamos. Isso vai depender do quadro do paciente e do tratamento proposto pelo médico assistente”, explica Tatiana.
De acordo com a fisioterapeuta do CREB, a fisioterapia na coluna é recomendada para o tratamento de várias doenças musculoesqueléticas, como, por exemplo, para lombalgias, dores na coluna cervical, dor ciática, doenças degenerativas, estenose espinhal e tantas outras. “A dor é um sintoma. No CREB, os tratamentos são sempre humanizados e individualizados. Antes de iniciarmos o tratamento fisioterápico, e depois da consulta médica, o paciente também passará por uma avaliação de um experiente fisioterapeuta para definir os caminhos a seguir e quais técnicas utilizar”, determina Tatiana.
Tratando da causa da dor
São vários os recursos da fisioterapia na melhora da dor na coluna. A fisioterapia é excelente para resolver processos inflamatórios em músculos, tendões, ligamentos, nervos e ossos.
“Para processos inflamatórios, podemos utilizar ultrassom, tens, laser, luz vermelha e ondas curtas. Também podemos optar pela massagem. Quando há uma bursite, por exemplo, a fisioterapia reeduca o corpo a utilizar os músculos de forma que eles não comprimam as bursas, reduzindo assim a inflamação e as dores”, explica Tatiana.
A fisioterapeuta do CREB pontua que a fisioterapia na coluna combate a dor tratando de suas causas. “Nos valemos de recursos para estabilizar a coluna do paciente e evitar que sensibilize os nervos que saem dela para outras regiões do corpo. No caso do nervo ciático, por exemplo, a dor irradia para a perna, mas se origina na coluna lombar”, ressalta Tatiana.
A fisioterapeuta pontua que os exercícios propostos pela fisioterapia melhoram a flexibilidade, a mobilidade e a força da coluna vertebral. “Os alongamentos reduzem a tensão nos músculos que sustentam a coluna. E os exercícios de fortalecimento servem, é claro, para fortalecer a coluna. Por meio da manipulação, focamos em um ponto específico da coluna, ajudando a eliminar a dor e o problema que a causa”, afirma. “Mas é sempre bom deixar claro que a fisioterapia na coluna é indicada pelo médico. Não é possível se valer dela sem a indicação médica”, finaliza.
Loções para a artrose falham em poucas semanas
Loções analgésicas contém substâncias similares à antiinflamatórios e deixam de ser eficazes em pacientes com artrose ao longo de poucas semanas, segundo o Jornal British Medical. As normas correntes de tratamento para a artrose incluem loções não esteróides e anti-inflamatórias que, na opinião dos especialistas da Universidade de Nottingham, deviam ser revistas. O dr. Sergio Rosenfeld, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologisa e Ortopedia Botafogo – recomenda que o uso de certas loções deva ser feito somente na fase inicial, retirando o uso com a evolução e iniciando medicamentos, já disponíveis que atuam impedindo a evolução da artrose (como recomendado pelo American College of Reumatology).
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