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Surfista precisa se alongar e cuidar do condicionamento físico

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O surfe é um esporte que está se profissionalizando muito nos últimos anos. Foi-se o tempo em que o surfista era aquele sujeito descompromissado, que perdia horas e horas pegando ondas na praia. Profissionais vivem disso, uma indústria gera uma receita extraordinária com produtos, revistas, filmes, roupas e até alimentos e o surfe definitivamente ganhou a mídia. Daí termos cada vê mais pessoas de ambos os sexos, e das mais variadas idades, se dedicando ao esporte.

Mas engana-se que basta colocar uma prancha debaixo do braço e enfrentar as ondas com coragem e equilíbrio. “Mudanças da maré, grandes ondas, correntezas e o desgaste do esporte exigem muito do surfista. É preciso ter um bom condicionamento físico para se dedicar ao esporte, ainda que a intenção da pessoa seja apenas se divertir. O surfe é hoje uma excelente oportunidade de condicionamento físico. Mas é preciso estar preparado para adotá-lo”, avisa o ortopedista especialista em medicina do esporte, João Marcelo Amorim, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

O médico do CREB diz que é indispensável se aquecer antes de praticar o surfe. “Da mesma forma que o atleta se alonga antes de correr ou jogar futebol, é preciso fazer o mesmo antes de praticar o surfe. Ele lembra que a própria coluna vertebral fica exposta nas quedas, que muitas vezes são fortes o suficiente para machucar o surfista. O médico acrescenta que o condicionamento cardiovascular e o treinamento devem fazer parte da preocupação daqueles que querem praticar esta atividade.

– Não é raro receber surfistas no consultório, com queixas como dores na coluna vertebral, inflamações, enfim, com algum problema gerado pelo esporte. Ao sinal de qualquer dor, é preciso procurar um especialista, inclusive por aqueles que querem começar a pratica o esporte – finaliza o médico.


TOC tem 75 % a 85% de índice de sucesso e pode até evitar cirurgias

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Utilizada em larga escala na Europa e nos Estados Unidos, e cada vez mais conhecida no Brasil, a TOC – Terapia de Ondas de Choque – é hoje o que há de mais moderno, no mundo, no combate a tendinite de ombro, quadril, cotovelo, joelho, bursites, fasciíte plantar e esporão de calcâneo. Seus índices de sucesso são inquestionáveis, alcançando 75% a 85% dos tratamentos, e se não bastasse, ainda apresenta outra ponto extremamente importante: o custo, que além de bem menos oneroso do que uma cirurgia, diminui os riscos do paciente com a internação em hospital.

“Na maioria dos casos, a eficácia da TOC é percebida logo após as duas primeiras aplicações. Não há internação e também minimiza o uso crônico de medicações, reduzindo efeitos colaterais e os gastos com medicamentos”, explica o Dr. Antônio D’Almeida, fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, pioneira e uma das poucas clínicas do Rio de Janeiro que disponibilizam a TOC. O tratamento da TOC é feito em consultório médico, por médico capacitado, geralmente em três sessões, de 20 a 30 minutos cada. É praticamente indolor e não invasivo. Segundo o médico do CREB, alguns tratamentos podem ser associados à TOC, como a acupuntura, a hidroterapia e a reabilitação física (fisioterapia), também disponíveis no CREB.

– A Terapia por Ondas de Choque é líder no tratamento da dor em todo o mundo. Em muitos casos, proporcionará um alívio imediato da dor, bem como uma melhoria na mobilidade e funcionalidade. A maioria das indicações exige apenas de três a cinco aplicações, realizadas com intervalos. É, realmente, um tratamento moderno e extremamente eficaz e muitas vezes até evita a cirurgia – finaliza ele.


Artrite reumatóide cresce cada vez mais entre mulheres

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Publicado na revista científica Arthritis & Rheumatism, um estudo da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, revelou que a incidência de artrite reumatóide entre as mulheres cresceu significativamente entre 1995 e 2007 naquele país. Os estudos apontaram um aumento de 2,5% por ano na incidência de artrite entre as mulheres no período, enquanto entre os homens houve uma redução de 0, 5% nessa taxa. Os pesquisadores indicam o crescimento da doença a fatores como o tabagismo, a deficiência de vitamina D e a menor dose de estrógeno nas pílulas anticoncepcionais.

A artrite reumatóide caracteriza-se por inflamação das articulações, provocada por uma reação inflamatória, com presença de algumas substâncias, entre elas a interleucina 6, que destroem progressivamente a cartilagem e os ossos ao redor das articulações, causando dor, edema e prejudicando sua função e limitando os movimentos. Além do comprometimento das articulações, ocorrem sintomas físicos como cansaço intenso, decorrente da anemia que a doença provoca. Os sintomas iniciais são fadiga inexplicável, rigidez prolongada das articulações pela manhã, além de edema e vermelhidão. Esse quadro muitas vezes é confundido com o reumatismo comum, o que retarda o diagnóstico correto e o início precoce do tratamento.

O crescimento da doença não se limita aos Estados Unidos. Só no Brasil, mais de 1,5 milhão de pessoas têm artrite reumatóide e muitas vezes ficam impossibilitadas de trabalhar e realizar atividades simples do cotidiano.  “Ao contrário do que muita gente pensa, a atrite reumatóide não é uma doença que acomete apenas pessoas da terceira idade. Mulheres na faixa dos 30 aos 50 anos são as principais vítimas da doença. Muitas pessoas acreditam que as doenças reumáticas são exclusivas na terceira idade, o que é um engano. A artrite reumatóide, por exemplo, afeta diretamente a qualidade de vida do paciente e logo que surge, aos primeiros sinais, como dor nas juntas, em especial das mãos e dos pés, deve-se procurar um médico reumatologista”, explica o fisiatra e reumatologista Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

A doença exige tratamento contínuo e um dos problemas encontrados é a demora para diagnosticá-la. O médico deve analisar a história clínica do paciente, realizar exames físicos das articulações e solicitar análise laboratorial, radiografias e, em algumas ocasiões, ultrassonografia das áreas acometidas, além de exame de sangue. “A artrite reumatóide é uma doença de longa evolução. Há tratamentos, que estão cada vez mais avançados, sendo possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. O tratamento traz alívio da dor, bem estar e principalmente pode evitar e prevenir alterações articulares, quando iniciado precocemente”, afirma. Segundo ele, o tratamento deverá sempre, além de medicamentos, contar com a reabilitação física, entre as quais eletroterapia, cinesioterapia, acupuntura e hidroterapia, realizada em piscinas apropriadas, como nas que são utilizadas no CREB.



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