Fisioterapia é uma excelente opção de tratamento para o “Dedo em gatilho”
Inflamação que atinge o tendão flexor(tendão responsável por dobrar o dedo), com o “dedo em gatilho” o paciente fica com o dedão em posição de flexão, sem conseguir estica-lo, mesmo com esforço. Tal inflamação pode ser agravada por inúmeros fatores,...
Inflamação que atinge o tendão flexor(tendão responsável por dobrar o dedo), com o “dedo em gatilho” o paciente fica com o dedão em posição de flexão, sem conseguir estica-lo, mesmo com esforço. Tal inflamação pode ser agravada por inúmeros fatores, como realização de atividades manuais com muito esforço e contínuo.
A maior frequência do ‘dedo em gatilho’ é em mulheres
“Certas doenças também podem contribuir ao surgimento do ‘dedo em gatilho’, como diabetes, hipotireoidismo, problemas reumáticos e infecções como tuberculose e artrite reumatoide. A maior frequência do ‘dedo em gatilho’ é em mulheres. Os principais sintomas da doença são o aumento de volume do dedo afetado (edema); dor na base dos dedos ou também na palma da mão; redução ou paralisação de movimentos do dedo acometido; endurecimento do dedo; e “estalido” doloroso parecido com um gatilho ao tentar esticar o dedo”, explica a ortopedista Renata Rosenfeld, especialista em mãos do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo ela, um especialista deve ser consultado imediatamente diante do surgimento de algum dos sintomas característicos da doença. O tratamento é fisioterápico: um programa de exercícios, crochetagem, banho de parafina, laser, ultrassom e alongamentos. “No CREB, o atendimento é individualizado, pois acreditamos que cada caso é um caso específico. Em geral, a fisioterapia traz excelentes resultados. Ao menor sinal de algum sintoma, um médico deve ser consultado imediatamente. Quanto mais cedo tratarmos, melhor para o paciente”, finaliza ela.
Lombalgia tem tratamento, que inclui acupuntura, RPG e pilates terapêutico
Pelas estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS), dá para perceber a importância do assunto: em cada dez pessoas em todo o mundo, oito sentiram, sentem ou sentirão dor nas costas.
Uma das principais queixas de quem sente dor nas costas é na região lombar, a lombalgia é, que por sua vez, é uma das campeãs do afastamento do trabalho no Brasil, segundo o INSS.
O que é a Lombalgia
“A lombalgia provoca dor na região da lombar, na parte de baixo da coluna, acima da bacia. Mas quem é acometido pela doença também pode ter a sensação de queimação, localizada ou que se irradia pela perna, bem como dormência e formigamento, além de fraqueza nas pernas”, explica o ortopedista Márcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia. Ele diz que ao menor sinal destes sintomas, um especialista deve ser procurado, pois quanto mais cedo começa a tratar, mais fácil se alcança o sucesso no tratamento.
O que fazer na Lombalgia
“O exercício físico é contraindicado no auge da doença. Nesse momento, o paciente deve buscar o repouso. Deitar de lado, na posição fetal, é o ideal. A lombalgia tem tratamento. Além de medicamentos, utilizamos no CREB protocolos que incluem, com muito sucesso, acupuntura, eletroterapia, RPG, pilates terapêutico e hidroterapia. Mas o tratamento é individualizado. A reabilitação física é fundamental. Se o paciente estiver acima do peso, emagrecer ajuda no tratamento. E exercício físico, dirigido, também é fundamental. O importante é que no CREB, onde temos protocolos de tratamento rápido, vemos caso a caso, tratamos as pessoas de forma individualizada”, pontua o ortopedista.
Lembrando que a correção postural, a prática regular de exercício físico, a melhora da mobilidade que obtemos por meio da hidroterapia em nossas piscinas, o fortalecimento e o alongamento muscular da musculatura envolvida, trabalhada por meio do Pilates terapêutico e o RPG, associados a algumas técnicas que utilizamos, ajudam a evitar a doença.
Bexiga neurogênica em crianças: mau funcionamento da bexiga
Bexiga Neurogênica é o termo usado para definir o mau funcionamento da bexiga devido a doenças do sistema nervoso central ou nervos periféricos envolvidos no controle da micção, o que impede o controle adequado do ato de urinar. A Bexiga Neurogênica...
Bexiga Neurogênica é o termo usado para definir o mau funcionamento da bexiga devido a doenças do sistema nervoso central ou nervos periféricos envolvidos no controle da micção, o que impede o controle adequado do ato de urinar. A Bexiga Neurogênica é comum em crianças portadoras de Mielomeningocele, uma malformação congênita da coluna vertebral, com exposição da medula espinhal. Algumas crianças apresentam sintomas relacionados à Bexiga Neurogênica ao nascer e, outras, no decorrer de seu desenvolvimento.
A Bexiga Neurogênica pode ser hipoativa ou hiperativa
“Os principais sinais e sintomas são esvaziamento incompleto da bexiga, perdas de pequenas ou grandes quantidades de urina e infecções urinárias frequentes”, explica a fisioterapeuta Waleska Rocha, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. Segundo ela, a Bexiga Neurogênica pode ser hipoativa ou hiperativa. “Na bexiga neurogênica hipoativa, o músculo da bexiga (detrusor) não contrai. Para a urina sair, o músculo precisa contrair e o esfíncter externo abrir. Nesse caso, quando a urina sai, é por transbordamento, ou seja, a urina vaza quando a bexiga está cheia demais e, com isso, ela vai ficando cada vez maior, pois nunca esvazia corretamente e sempre sobra muita urina dentro dela. Isso pode ocasionar o crescimento de bactérias e formação de cálculos porque a urina residual (aquela que sobra na bexiga) acumula muco e sedimentos. Crianças com bexiga neurogênica não apresentam micção, ato espontâneo e fisiológico de eliminar a urina, elas perdem urina e sem sentir”, afirma ela. Em relação a bexiga hiperativa, o músculo detrusor contrai involuntariamente, independente da bexiga estar cheia ou vazia. “Na maior parte das vezes, temos uma bexiga pequena, porque não está acostumada com grandes quantidades de urina, e com paredes grossas, porque contrai o tempo todo e acaba ganhando tônus muscular. Esse tipo de bexiga tende a ser acompanhada de Refluxo Vesicoureteral (urina volta da bexiga para os rins) devido às altas pressões que ela trabalha”, acresenta.
Waleska pontua que é importante que os pais destas crianças monitorem o desenvolvimento vesical de seus filhos, porque o funcionamento da Bexiga Neurogênica pode melhorar ou não de acordo com o crescimento da criança, podendo até comprometer os rins. “Os pais devem consultar um urologista pediátrico, que indicará o tratamento apropriado. Temos, hoje, recursos fisioterápicos que trazem ótimos resultados. Cuidar da bexiga evitará complicações renais, o que, realmente, é grave”, finaliza ela.
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