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Osteoporose tem tratamento individualizado

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Uma reportagem publicada originalmente em um jornal inglês e reproduzida no New York Times, em maio, produziu uma ampla discussão sobre o tratamento da osteoporose. Segundo o artigo, os bisfosfonatos – drogas usadas no tratamento da doença – teriam um excelente resultado no prazo de três a cinco anos e, a partir daí, não apresentaria mais benefícios para o paciente. A conclusão da reportagem é que apenas pacientes de alto risco deveriam continuar utilizando essas drogas por mais de cinco anos.

Especialista em osteoporose, o Dr. Bernardo Stolnicki, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – afirma que de fato os bisfosfonatos têm efeito de até cinco anos para pacientes que têm baixo ou médio risco da doença. “Esses pacientes podem ter período de férias desta medicação. Mas pacientes com alto risco devem tomar a medicação, sim, mesmo em um prazo superior a cinco anos. O mais importante a dizer é que a osteoporose deve ser tratada de forma individualizada. Não há uma única receita de bolo para o seu tratamento”, afirma ele.

– Pacientes de alto risco não podem parar nunca o seu tratamento. Não podem ter o que chamamos de “período de férias” da medicação. Mas cabe ao especialista acompanhar e sugerir outros medicamentos. Não existem apenas os bisfosfonatos para tratar a doença. Existem outras drogas e o importante é deixar claro que o tratamento é completamente individualizado. No CREB, adotamos no tratamento protocolos que incluem hidroterapia, acupuntura e um programa de reabilitação física, sempre respeitando as individualizadas e necessidades de cada paciente – afirma o médico.


Ioga é ideal para prevenir dor nas costas

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Um mal que não escolhe sexo nem idade, e aflige 80% dos adultos, tem solução com a prática de uma filosofia milenar: a ioga. Estudo realizado pelo Group Health Research Institute, em Seattle, nos Estados Unidos, com 228 participantes, mostrou que a prática das posturas e dos exercícios de respiração da ioga previne e alivia as dores crônicas nas costas, principalmente lombares. Depois de algumas semanas, os voluntários ganharam até mais mobilidade, segundo a pesquisa, que foi publicada na revista científica “Archives of Internal Medicine”.

Os participantes foram divididos em três grupos: um só praticou ioga, outro alongamento e último recebeu um livro de autoajuda com dicas de exercícios para o alívio de dores nas costas. Eles assistiram a doze aulas semanais, todas da modalidade Viniyoga – na qual as posturas são adaptadas de acordo com a condição de cada aluno -, com duração de uma hora e 15 minutos cada. Na avaliação dos resultados, o grupo da ioga relatou resultado um pouco melhor do que o grupo de
alongamento (foram usados 15 diferentes exercícios, num total de 52 minutos). Depois, os voluntários foram vistos em seis semanas, doze semanas e seis meses.

– Nossos resultados sugerem que tanto a ioga quanto o alongamento são opções boas e seguras para pessoas que querem praticar atividade física para aliviar dor moderada nas costas – diz Karen Sherman, líder do estudo.

Coaracy Nunes Neto, diretor da Blyss Yoga, em Ipanema, não se surpreendeu com a conclusão do estudo americano. Ele explica que a ioga vê a coluna vertebral como a parte principal do corpo. A força da gravidade pressiona o esqueleto para baixo, comprimindo as vértebras e os movimentos. A ioga corrige isso.

– A ioga evita que as cartilagens entre as vértebras se extravasem, prevenindo hérnia de disco, por exemplo – diz Coaracy.

E, apesar de os pesquisadores terem usado a Viniyoga na experiência, Coaracy afirma que todas as modalidades ajudam na prevenção das dores. O importante é o praticante seguir três regrinhas, ensina: respirar no seu próprio ritmo, manter a coluna erguida e o coração aberto. E isso não vale somente para aulas de ioga, mas para a vida em geral: Ele lembra que a nossa coluna é formada por duas curvas, uma no pescoço e outra na lombar; ela vai para os lados, para frente e para trás e gira em espiral, todo o tempo. Esses movimentos são feitos durante as aulas de ioga, que trabalha também a consciência corporal, sincronizando os exercícios físicos e com a respiração.

– Na nossa coluna tem um canal sutil, invisível, chamado sushumna nadi, no qual passa a energia da iluminação, um objetivo da prática da ioga, se a estrutura estiver saudável. Ou seja, para ioga a
coluna é tudo – comenta.

Deborah Weinberg, do Espaço Bellini, indica ioga para tratamento de dores nas costas.

– Acredito que existam poucos exercícios de fortalecimento das costas como os da ioga – comenta.
– Eu dou aulas de Iyengar e confio muito no método por sua atenção ao detalhe e alinhamento postural.

Rodrigo Kaz, especialista em medicina do esporte pela Universidade de Pittsburgh, afirma que doenças da coluna, em princípio, não são contraindicações à prática de ioga, mesmo em casos de corcunda (hipercifose) e hérnia. Porém é necessária a avaliação médica prévia. Algumas modalidades, como Asthanga e Power ioga, exigem mais preparo e podem não ser recomendadas para quem tem problemas de coluna. Portanto, é melhor consultar seu professor e médico para saber qual é o método adequado ao seu caso, se o objetivo for alongar e fortalecer a coluna e o tronco.

– Com as posturas e os exercícios de respiração, a ioga relaxa a musculatura e melhora a flexibilidade. É ótima opção no controle de dores ou na prevenção das mesmas. Assim como pesquisadores americanos, acho que a ioga deve ser personalizada, adaptada às limitações de cada um – diz.


Contra a dor, caminhe

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Não é segredo que praticar exercícios físicos regularmente contribui para uma melhor qualidade de vida. Mas novos estudos indicam que dores nos músculos e nos ossos podem ser combatidos com exercícios. Até quem não gosta de malhar pode investir na caminhada: uma excelente opção de atividade de baixo impacto que pode ser adotada pela maioria das pessoas, inclusive da terceira idade, para combater a dor.

Mais de 300 doenças afetam os ossos e os músculos, como a fibromialgia, a osteoporose, a lombalgia, a osteoartrite, entre tantas outras. Caminhar está ao alcance de qualquer um e não depende de grandes investimentos. Além de ganhar condicionamento físico, a pessoa já sente a intensidade das dores reduzida nas primeiras caminhadas.

No início, a caminhada pode ter intensidade moderada e, com o tempo, os exercícios podem ser intensificados. Já tempo e distância dependem do condicionamento físico de cada pessoa.

Muitas pessoas se adaptam rapidamente à caminhada e melhoram significativamente após o início desta prática. É comum a pessoa sair para caminhar com algum desconforto e voltar sem dor alguma – afirma o médico do CREB.

Segundo ele, os movimentos provocados pela caminhada aumentam os níveis de endorfina no sangue. Assim, a percepção da dor diminui. Já o alongamento e o relaxamento da musculatura aliviam a tensão no local e a dor desaparece. Além disso, qualquer exercício ajuda a fortalecer os músculos para que trabalhem melhor na sustentação dos ossos. Os movimentos melhoram o funcionamento das articulações e aumentam a lubrificação nas cartilagens, aliviando dores nos ossos.



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