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Osteoporose não é uma doença exclusiva de mulheres da terceira idade

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Existe uma falsa impressão de que as mulheres idosas é que sofrem com a osteoporose. Essa doença óssea atinge ambos os sexos. A questão é que os homens em geral desconhecem o problema: uma pesquisa realizada pela ONG Instituto Ortopedia & Saúde revelou que o risco de fratura de quadril em decorrência de osteoporose é considerável em homens de 65 anos ou mais, embora inferior ao das mulheres da mesma faixa etária. Esse estudo mostrou que os homens não tem o hábito de realizar exames específicos dos ossos, fato que impede a prevenção. E apontou que a incidência de osteopenia na coluna é maior entre os homens – 50% contra 43% das mulheres analisadas. Oitenta porcento dos homens que participaram do estudo fizeram exames específicos dos ossos pela primeira vez, ao contrário das mulheres, que já conheciam o problema há mais tempo. No caso delas, apenas 18% faziam o exame pela primeira vez. A pesquisa foi realizada com 250 homens e 250 mulheres, com 65 anos ou mais.

“Em geral, as mulheres tendem a sofrer de osteoporose mais cedo que os homens. Devido a baixa hormonal na fase da menopausa. Essa baixa provoca uma perda da massa óssea em média dez anos antes dos homens”, explica o Dr. Bernardo Stolnicki, ortopedista e coordenador do CREB Prevrefrat – programa de prevenção à refratura do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. Segundo ele, é muito importante que se faça o exame da densitometria óssea, que detecta a possibilidade de fratura de quadril nas pessoas em um horizonte de dez anos. “Com os resultados, podemos realizar um trabalho mais forte de prevenção”, explica ele.

O Dr. Bernardo pontua que a osteoporose se caracteriza pelo enfraquecimento dos ossos, tornando-os vulneráveis a pequenos traumas. “Trata-se de uma doença silenciosa. Muitas vezes, só chegamos ao seu diagnóstico depois de uma fratura, principalmente nos ossos do punho, colo do úmero e quadril. A realização do exame da densitometria óssea nos permite tratar do paciente, antes mesmo que aconteça uma fratura”, finaliza ele.


Pilates, ótima opção para artrose de quadril e joelhos

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O pilates terapêutico é uma atividade de reabilitação física que está se consolidando e se tornando cada vez mais popular. Os resultados positivos começam a aparecer rapidamente e, se não bastasse isso, é uma atividade física que pode ser executada p...

O pilates terapêutico é uma atividade de reabilitação física que está se consolidando e se tornando cada vez mais popular. Os resultados positivos começam a aparecer rapidamente e, se não bastasse isso, é uma atividade física que pode ser executada por qualquer pessoa, de qualquer faixa etária. Os praticantes do pilates terapêutico seguem seu próprio ritmo e os exercícios são fáceis de realizar.

“Um dos principais pilares do pilates terapêutico é o princípio da centralização. Temos o conceito de Centro de Força, que constitui-se pela musculatura abdominal superficial e profunda, músculos respiratórios, a musculatura lombar, glútea e pélvica. Tem como objetivo a sustentação da coluna e dos órgãos internos e é onde se localiza o centro de gravidade do corpo; seu fortalecimento, objetivado no método, proporciona um alinhamento biomecânico, além de estabilidade e melhora da postura, cooperando na prevenção de dores e outros males”, explica o fisioterapeuta Lucas França, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo ele, no estúdio de pilates terapêutico do CREB, são utilizados diversos recursos materiais, como os próprios aparelhos do método, que permitem variedade de posições, maior ou menos controle da solicitação da força e acessórios que podem simular situações funcionais, tais como as bolas, pesos livres, molas, cabos, elásticos e superfícies com graus de instabilidade. Toda a atividade é acompanhada por fisioterapeutas especialistas. “ A conjunção do Pilates Terapêutico com a hidroterapia, como muitas vezes indicamos no CREB, oferece um resultado ao tratamento muito melhor e mais rápido”, garante ele.

A atividade fortalece, alonga e melhora o sistema motor e biomecânico

Pacientes com artrose de quadril e joelhos têm conseguido excelentes resultados com a prática de pilates terapêutico. “Ao criar consciência corporal, a atividade fortalece e alonga. Isso melhora todo o sistema motor e biomecânico do paciente, restabelecendo movimentos alterados pela artrose. Os exercícios apresentam pouco impacto nas articulações, movimentos lentos, poucas repetições de exercícios, priorização de alongamentos e fortalecimento muscular, além de atuar na autoestima do praticante. Por isso, é muito recomendado para aqueles que têm artrose no quadril ou joelho e perderam sua qualidade de vida”, finaliza ele, pontuando que no CREB são acrescentados outros métodos que trazem melhora da qualidade muscular e prevenção e melhora da dor.


Prevrefrat CREB: objetivo é reduzir a refratura, tratando a fratura prévia

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“Uma fratura que ocorre por um pequeno trauma é o indicador mais forte de risco de futura fratura. Se isso ocorreu, é porque o osso está frágil. A causa mais frequente de fragilidade óssea é uma doença chamada osteoporose. Um paciente com fratura por...

“Uma fratura que ocorre por um pequeno trauma é o indicador mais forte de risco de futura fratura. Se isso ocorreu, é porque o osso está frágil. A causa mais frequente de fragilidade óssea é uma doença chamada osteoporose. Um paciente com fratura por baixo trauma têm quase quatro vezes maior risco para fraturas futuras. Pacientes com uma fratura vertebral terá novas fraturas vertebrais em até três anos. De todas as fraturas, a mais devastadora é a do quadril, por apresentar taxa de mortalidade elevada nos primeiros 12 meses após a fratura. O custo social e econômico das fraturas é bastante elevado”. A declaração é do ortopedista Bernardo Stolnicki, responsável pelo Departamento de Doenças Osteometabólicas do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e coordenador do PREVREFRAT (Programa de Prevenção a Refraturas) do CREB.

De todas as fraturas, a mais devastadora é a do quadril

Segundo ele, os Programas de Prevenção a Refraturas são as mais eficazes ferramentas contra a refratura. “O Prevrefrat CREB consiste em diagnosticar adequadamente a causa da fratura por fragilidade, estabelecendo diretrizes e parâmetros de tratamento, acompanhamento e monitoração dos resultados, num ambiente multidisciplinar”, disse ele, que acaba de chegar do 48º CBOT 2016 – Congresso Brasileiro de Ortopedia, em Belo Horizonte, onde deu uma palestra sobre prevenção secundária de fraturas e também foi o moderador da mesa redonda moderna “quanto tempo tratar – drug hollyday”.

Com chancela da Agência Nacional da Saúde – ANS, o Prevrefrat CREB tem como objetivo reduzir a refratura, tratando quem já teve uma fatura prévia. “A osteoporose atinge tanto homens quanto mulheres principalmente depois dos 50 anos. A doença apresenta o aumento da fragilidade óssea e, assim, o paciente está mais exposto a fraturas. As estatísticas contabilizam que, no mundo inteiro, uma fratura osteoporótica ocorre a cada três segundos. Uma em cada três mulheres com mais de 50 anos terão fraturas osteoporóticas, assim como um em cada cinco homens. Uma fratura que ocorre por um pequeno trauma é o indicador mais forte de risco de futura fratura. Se isso ocorreu, é porque o osso está frágil. Um paciente com fratura por baixo trauma têm quase quatro vezes maior risco para futuras fraturas. Pacientes com uma fratura vertebral terá novas fraturas vertebrais em até três anos. De todas as fraturas, a mais devastadora é a do quadril, por apresentar taxa de mortalidade elevada nos primeiros 12 meses após a fratura. O custo social e econômico das fraturas é bastante elevado”, explica o ortopedista.



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