Enurese: uma palavra que os pais precisam conhecer
Não culpe seu filho. A enurese – emissão involuntária de urina, na maior parte das vezes no período noturno – pode ser angustiante, pois traz dificuldades no convívio familiar e social da criança. Ela impacta de forma negativa na sua autoestima e qua...
Não culpe seu filho.
A enurese – emissão involuntária de urina, na maior parte das vezes no período noturno – pode ser angustiante, pois traz dificuldades no convívio familiar e social da criança. Ela impacta de forma negativa na sua autoestima e qualidade de vida, além de aumentar o trabalho dos pais pelas roupas extras para lavar, tempo gasto com limpeza de colchões e o incômodo com o mau cheiro, entre outros.
“Os pais, em geral preocupam-se com o problema da enurese, mas existem dois grupos: os que entendem que o problema é incontrolável e os intolerantes, que atribuem a causa à preguiça da criança e, algumas vezes, os castigam fisicamente. O apoio psicológico é fator fundamental na cura da enurese. O grau de impacto que a criança sofre pode estar diretamente relacionado à forma como seus pais lidam com o problema”, relata a fisioterapeuta Waleska Rocha, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
A primeira coisa que os pais devem ter em mente, de acordo com a fisioterapeuta, é que a enurese não acontece por culpa da criança. Atitudes como comentários jocosos, reclamações, brigas ou castigos só vão aprofundar o problema. A criança ou adolescente se sentirá punido por algo que não consegue evitar, o que piora o aspecto emocional do problema. “Algumas medidas tomadas pelos pais podem retardar a solução do problema, como, por exemplo, acordar a criança à noite para ir ao banheiro, o que pode fazer com que ela se acostume a urinar somente quando despertada, não dando chance para que desenvolva o controle da micção. Colocar fraldas não resolvem o problema e atrapalham o desenvolvimento normal da criança. Impedir que a criança beba líquidos antes de dormir, além de não evitar a enurese, pode fazer com que ela se acostume a responder a pequenas quantidades de urina na bexiga, um dos fatores causadores da enurese”, garante Waleska.
A enurese é um problema sério e deve ser tratada com acompanhamento de profissional experiente no tema. A primeira medida dos pais deve ser realizar consulta médica com um urologista pediátrico. Ele realizará os exames necessários para descartar outras causas para a enurese e indicará o tratamento adequado de acordo com as características do problema apresentado. O CREB dispõe dos mais avançados recursos de fisioterapia urológica, que apresentam excelentes resultados nesses casos.
Osteoartrite: infiltração de ácido hialurônico pode melhorar e evitar a cirurgia no joelho
Projeções indicam que em 2020, o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos.
Serão mais de 30 milhões de brasileiros, com idade superior a 60 anos. Esse crescimento da população da terceira idade se repete no mundo todo e com ele aumenta a incidência de doenças degenerativas na população. É o caso da Artrose, doença das articulações, de caráter inflamatório e degenerativo, quando há um desgaste das cartilagens que revestem as extremidades ósseas.
“A artrose causa dor e pode levar à deformidades. As articulações mais atingidas são aquelas que suportam maior peso: a coluna vertebral, os quadris e os joelhos. Mas essa doença não é exclusiva da terceira idade”, explica o Dr. Bernardo Stolnicki, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia. Segundo ele, a prática excessiva de exercício físico pode contribuir para um quadro de osteoartrite. Atletas de alto rendimento, por exemplo, estariam entre aqueles que podem vir a sofrer da doença.
O Dr. Bernardo explica que pesquisadores trabalham com os chamados biomarcadores, produtos encontrados no sangue e na urina, que indicam a quantidade de cartilagem que está sendo degradada. Portadores de osteoartrite têm, comprovadamente, maior quantidade desses produtos em seu corpo. E estudos indicam que atletas de alto rendimento degradam mais as cartilagens.
Como frear tal processo? É o que os especialistas e pesquisadores se perguntam. “Estudos comprovaram que voluntários submetidos tiveram redução significativa de biomarcadores, comparados a usuários que não receberam o ácido hilaurônico”, conta o Dr. Bernardo. Segundo ele, a forma de se precaver é controlar o peso do corpo, manter o fortalecimento dos músculos, fazer alongamento antes e depois do exercício físico e evitar a sobrecarga. “Ao menor sinal de dor nas articulações, um especialista deve ser procurado”, finaliza ele.
Hidroterapia é recomendada para pacientes com fibromialgia
Um amplo estudo publicado no Journal of Physical Therapy Science, intitulado “Os efeitos do exercício aquático, isométrico força-alongamento e aeróbico em parâmetros físicos e psicológicos de pacientes do sexo feminino com síndrome da fibromialgia”,...
Um amplo estudo publicado no Journal of Physical Therapy Science, intitulado “Os efeitos do exercício aquático, isométrico força-alongamento e aeróbico em parâmetros físicos e psicológicos de pacientes do sexo feminino com síndrome da fibromialgia”, revela que exercícios aquáticos aeróbicos oferecem benefícios terapêuticos superiores no tratamento da fibromialgia.
Os pesquisadores analisaram o impacto exercido pelos exercícios aquáticos aeróbicos e de alongamento de força isométrica nos parâmetros físico e psicológico dos pacientes com fibromialgia, comparando exercícios isométricos de força e alongamento, aeróbicos em ginásios e aeróbicos realizados em piscinas. Eles comprovaram que a terapia aeróbica realizada em piscinas foi a mais eficaz. Segundo os pesquisadores, o motivo está ligada à ausência da força de impacto sobre as articulações durante os exercícios na água. A conclusão do estudo é que a hidroterapia é, de fato, mais eficaz e ajuda a devolver a qualidade de vida perdida para pacientes com fibromialgia.
“Muitos pacientes com fibromialgia apresentam níveis mais baixos de força muscular e resistência aos exercícios. A prática regular de exercício físico para esses pacientes é fundamental, e faz parte do tratamento prescrito. A hidroterapia é uma excelente opção, pois é realizada em piscinas apropriadas, com água em 36 graus, eliminando o impacto e ajudando a relaxar. De fato, pode ajudar no condicionamento físico, no combate à dor e na consequente melhora da qualidade de vida do paciente”, afirma o Dr. Sergio Rosenfeld, Reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo estatísticas, 2% da população mundial é acometida pela doença, entre os quais 80% a 90% são mulheres entre 30 e 60 anos. A doença não tem uma causa aparente e os principais sintomas são dor em várias partes do corpo, dor de cabeça, sensibilidade ao frio, tristeza, fadiga, tonteiras e sono não reparador, entre outros. O Dr. Sergio acrescenta que o tratamento é individualizado, utiliza medicamentos, prática regular de exercício físico e no CREB, são utilizados protocolos que incluem acupuntura, RPG e pilates tearapêutico, entre outros.
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