Ortopedista do CREB explica tipos de lesão no menisco
Ortopedista do CREB explica tipos de lesão no menisco
O menisco é uma estrutura de cartilagem, presente no joelho, responsável pelo amortecimento dessa articulação. Cada joelho possui dois meniscos, o primeiro localizado na parte interna, chamado de menisco medial, e o segundo denominado de menisco lateral, com localização mais externa.
As lesões de meniscos são classificadas em lesões traumáticas e lesões degenerativas.
- Lesões traumáticas ocorrem em qualquer faixa etária, sendo a principal causa de lesão de meniscos em pacientes abaixo de 40 anos. São causadas após trauma. Já as lesões degenerativas ocorrem geralmente após 40 anos de idade e estão associados ao desgaste cartilaginoso que ocorre a partir dessa faixa etária. Estas não possuem associação com o trauma – explica o ortopedista Marcelo Alvim, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Sintomas da lesão no menisco
Segundo o médico do CREB, o principal sintoma da lesão no menisco é a dor na articulação do joelho, precipitada ao realizar movimentos, principalmente para subir e descer escadas. Além da dor, diz ele, pode haver inchaço ou derrame articular e restrição para mobilidade da articulação, devido a inflamação da membrana sinovial da articulação, resultando na produção de líquido sinovial inflamatório.
- O tipo de tratamento de uma lesão meniscal dependerá da localização da lesão, do tamanho, do tempo de ocorrência, da idade do paciente. Esses fatores são fundamentais para opção individualizada entre o tratamento cirúrgico ou conservador. O tratamento conservador consiste na realização de fisioterapia, combinando técnicas pra alívio da dor, alongamento e fortalecimento muscular, sendo o principal tratamento indicado para lesões de aspecto degenerativo – explica ele.
Treinamento do assoalho pélvico: disfunções afetam milhares de mulheres
O assoalho pélvico é responsável pela sustentação dos órgãos localizados na cavidade pélvica: bexiga, reto, órgãos reprodutivos femininos, próstata. Está relacionado com o funcionamento dos esfíncteres urinários e anal, ajudando a manter a continênci...
O assoalho pélvico é responsável pela sustentação dos órgãos localizados na cavidade pélvica: bexiga, reto, órgãos reprodutivos femininos, próstata. Está relacionado com o funcionamento dos esfíncteres urinários e anal, ajudando a manter a continência urinária e fecal. Suas disfunções afetam milhares de mulheres, seja na forma de incontinência urinária associada ou não a prolapsos genitais (bexiga caída ou útero caído), alterações evacuatórias, disfunções sexuais e/ou relacionadas à dor pélvica. Tais queixas são frequentes na prática diária de urologistas, ginecologistas, proctologistas e fisioterapeutas.
“Como qualquer outro músculo esquelético, os músculos do assoalho pélvico podem ser treinados a desenvolver aumento de força muscular, que acarreta em melhora da função e diminuição dos sintomas. O treinamento muscular é adquirido por meio da prática de exercícios específicos, baseados no preceito de que os movimentos voluntários repetidos proporcionam aumento da força muscular. Seus efeitos benéficos incluem desenvolvimento, melhora, restauração ou manutenção não só da força muscular, como também da resistência, mobilidade, flexibilidade, relaxamento, coordenação e habilidade, através dos movimentos”, explica a fisioterapeuta Walesca Rocha, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
A atuação do fisioterapeuta na reeducação do assoalho pélvico tem como finalidade melhorar a performance muscular. A intervenção fisioterapêutica deve ser realizada de forma preventiva ou terapêutica. “Arnold Kegel, médico ginecologista, foi o primeiro, em 1948, a introduzir o treinamento da musculatura do assoalho pélvico feminino para tratar a incontinência urinária. Ele obteve um percentual de 84% de cura, de acordo com seus estudos. O tratamento fisioterapêutico deve ter início somente após uma avaliação detalhada, realizada por um profissional. As disfunções do assoalho pélvico podem ser tratadas, e, o que é melhor, com grandes chances de sucesso”, finaliza Walesca.
Correr na rua não é tão simples quanto parece
Um dos esportes que mais cresce no mundo, pela sua eficácia e fácil acesso, é a corrida de rua.
Uma boa calçada, tempo e muita disposição são suficientes para se tornar um corredor de rua? A resposta certamente é não. Se praticada de maneira incorreta, esse esporte pode provocar sérias lesões nas articulações, fraturas e até infarto. Tanto que uma pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos em Esporte e Ortopedia, pela Corpore (a maior organizadora de corridas da América Latina) e pela Sociedade Brasileira de Traumatologia, com nada menos do que 7.731 corredores amadores demonstrou que 71,2% dos entrevistados já sentiram dores em decorrência do esporte e 53,1% já sofreram lesões.
Consulte o seu médico antes de iniciar atividade esportiva
Antes de começar efetivamente a praticar a corrida de rua, é preciso consultar um médico especialista. São três tipos de exames que precisam ser feitos para aferir a saúde do candidato a atleta: o cardiovascular examina a pressão arterial e a frequência cardíaca, o metabólico mede as taxas do sangue, como o colesterol e a glicose, e o biomecânico identifica a pisada do atleta e a angulação dos joelhos.
“Correr não é uma aventura. É preciso ter cuidados para não transformar o esporte e um grande problema. O uso de tênis inadequado, por exemplo, tem relação direta com quatro das nove principais lesões causadas pela prática incorreta deste esporte. Dores constantes na coluna, no quadril, joelho, tornozelo ou pé podem indicar algum tipo de distúrbio nos pés, com alteração no tipo de pisada e consequente desequilíbrio postural. Um médico especialista deve ser consultado para apontar o diagnóstico e o tratamento correto”, explica o ortopedista, especialista em pés e tornozelos, Marcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
– O tipo de tênis utilizado é uma preocupação que o corredor não pode deixar de ter. Existem três tipos diferentes de pisadas. A neutra, a supinada, que é para fora, e a pronada, que é para dentro. E há um tipo de tênis para cada caso. Existe um exame, chamado baropodometria computadorizada dinâmica, que avalia o tipo de pisada e revela qual o calçado ideal. Esse exame é muito importante – complementa.
Exame importante para avaliar a sua pisada
A baropodometria computadoriada dinâmica é um moderno exame, que auxilia no diagnóstico de inúmeros problemas dos pés e das dores que afligem as pessoas em caminhadas e corridas. A baropodometria localiza os pontos de apoio na planta do pé durante a pisada e faz a mensuração precisa da pressão exercida sobre cada um destes pontos.
O paciente deve ser avaliado parado e em movimento e esse exame auxilia o médico a determinar se o paciente tem algum problema ou doença. Alterações posturais observadas nesta avaliação podem desencadear dores em regiões como a coluna, quadril, tornozelo, joelho e no próprio pé. “Essas alterações podem ser tratadas com a confecção e uso de uma palmilha chamada palmilha postural. Essa palmilha tem como objetivo reduzir o pico de pressão da pisada e redistribuir corretamente a força de reação ao solo por toda a região plantar”, diz o médico.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- LEBLON: Av. Ataulfo de Paiva, 355
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
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