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Atividade física regular: aquecimento é fundamental

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Atividade física regular: aquecimento é fundamental

Que praticar exercício físico regularmente faz muito bem a saúde, todo mundo sabe. Mas é preciso tomar algumas precauções para não transformar algo muito bom em um problema: toda atividade física, seja qual for, deve ser precedida por um aquecimento.

“É preciso disciplina e conscientização para praticar exercício físico regular de forma saudável. Muita gente pratica alguma atividade por conta própria, principalmente corrida ou caminhada. E tem aqueles que são chamados de atletas de fim de semana, porque se exercitam apenas sábados e domingos, fazendo da atividade física uma atividade de lazer. Principalmente essas pessoas precisam tomar cuidado – alerta o ortopedista João Marcelo Amorim, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, e médico do time profissional do Flamengo.

Segundo João Marcelo, é muito comum que praticantes de atividade física regular por conta própria esqueçam de aquecer antes de começar o treino. Isso, segundo ele, é comum entre os praticantes de corrida, caminhada, surfe, bicicleta, canoagem, vôlei de praia e futebol entre amigos.

  • Recebo, em meu consultório, muitas pessoas reclamando de dores na coluna, inflamações ou dores nas articulações. Ao examiná-los e durante a conversa, eles contam que praticam atividade física, mas não aquecem. E contam que a dor aparece depois da atividade. Isso é muito comum – relata ele.

João Marcelo diz que aquecer é fundamental. E que procurar um médico em caso de alguma dor é muito importante para um diagnóstico correto do problema.


Uma coluna saudável começa na infância

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 85% da população mundial sofre, sofreu ou sofrerá de dor na coluna

E isso inclui as crianças, que não estão, ao contrário do que se imagina, imunes a esse problema tão comum e sério. Vícios de postura, sedentarismo e obesidade e mochilas escolares com peso excessivo explicam, em grande parte, os problemas de coluna de crianças e adolescentes.

Vícios de postura, sedentarismo e obesidade e mochilas escolares com peso excessivo

Mas é justamente de criança que podemos fugir dessa estatística tão absoluta da OMS. Pelo menos foi o que apontou uma pesquisa realizada na Bélgica, onde especialistas acompanharam 190 crianças, de nove a 11 anos, por dois anos consecutivos.

Esse grupo participou de um programa de conscientização e correção de postura e foi comparado a um outro grupo, de 170 crianças da mesma faixa etária, que não participou de tais atividades. As crianças que participaram do programa apresentaram menos queixas de dor nas costas e desenvolveram uma postura correta, inclusive ao sentar, em sala de aula.

– Não há dúvidas de que a prevenção sempre é o melhor caminho. Não seria diferente no combate a problemas de coluna. Quanto mais cedo nos preocuparmos com essa questão, mais chances se tem de não sofrer de dores na coluna. Devemos orientar nossas crianças sobre a correta postura, e isso fará toda a diferença quando elas crescerem. É fundamental que os pais levem seus filhos para uma consulta de avaliação e orientação. Quanto mais cedo começarem as medidas de prevenção, menos doenças teremos no futuro – garante o ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – Márcio Taubman.


Atividade física regular atenua sintomas da artrite

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Uma ampla pesquisa realizada pelo centro médico da Universidade Duke, nos Estados Unidos, divulgada recentemente no respeitado periódico científico Arthritis Rheumatism, garante que exercícios físicos regulares podem atenuar os sintomas da artrite, também conhecida como osteoatrite, doença que apresenta inflamações nas articulações, principalmente nas mãos e nos pés, causando dores e inchaços. A pesquisa analisou a relação entre obesidade e a doença e a conclusão é que mesmo que o paciente não perca peso, a prática regular de exercícios pode trazer bons resultados. Outra conclusão é que a obesidade, por si só, não causa as inflamações.

A atrtite é mais freqüente nas mulheres do que nos homens e atinge 1% da população mundial. No Brasil, 1,5 milhões de pessoas são acometidos pela doença. “Também conhecida como artrose, a osteoatrite se caracteriza pela degeneração da cartilagem que amortece o peso do corpo sobre as nossas articulações. O problema pode ser originado devido a flacidez muscular, tendões e ligamentos subutilizados e variações genéticas que levam algumas pessoas a ter cartilagens menos resistentes. Outro fator muito comum é o sedentarismo ou até mesmo o excesso da atividade física”, explica o reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Dr. Eduardo Sadigurschi. “Atualmente contamos com medicamentos que podem influir na evolução da artrose, melhorando-a e impedindo em muitos casos a evolução”, completa ele.

A pesquisa da universidade norte-americana partiu da premissa que muitos casos de osteoartrite estão associados à obesidade e sedentarismo. Os cientistas buscaram saber se uma alimentação rica em gordura levaria a uma artrose no joelho e se exercícios poderiam prevenir o problema. Para isso, camundongos foram alimentados de forma distinta: um grupo recebeu comida rica em gordura e o outro grupo comida normal. Os cientistas notaram que o primeiro grupo foi mais prejudicado, ganhando peso rapidamente, processaram mal a glicose e apresentaram um nível alto no sangue de moléculas causadoras da inflamação crônica associada à artrose. Depois, os camundongos se exercitaram em rodas colocadas nas gaiolas – dessa forma, muitos dos problemas decorrentes do aumento de peso sumiram, inclusive inflamações.

– É ainda precoce dizer que é a solução para a artrite, mas os pesquisadores estão certos em dizer que os exercícios atenuam as dores. Há, contudo, que se ressaltar que a perda de peso é, sim, extremamente importante para o tratamento da artrite. E os exercícios físicos devem ser bem orientados, caso contrário podem causar ainda mais danos – afirmou, à revista, Farshid Guilak, PhD, um dos autores do estudo e professor de cirurgia ortopédica na Duke. – É surpreendente que seja positivo para as articulações mesmo sem a perda de peso. O ideal é que o paciente fique em forma e emagreça pelo menos um pouco, mas esta pesquisa mostra que os exercícios, mesmo não acompanhados de outras mudanças, podem melhorar a saúde de quem tem a osteoartrite – completou.

“A dor certamente é uma barreira inicial, mas a longo prazo os exercícios sempre trarão benefícios”, diz o Dr. Eduardo Sadigurschi. Segundo ele, a pesquisa mostra que o melhor a fazer é se exercitar, com orientação médica, claro. A artrite reumatóide, inflamação ns articulações que pode provocar inchaço com dor nas pernas, rigidez articular e deformação na postura, ataca principalmente pessoas entre 35 e 55 anos, ainda que possa aparecer até em crianças. Calcula-se que mais da metade da população acima de 45 anos apresenta algum sinal de osteoatrite, a mais comum entre as mais de 100 formas da artrite, a degeneração das articulações que, segundo a Organização Mundial da Saúde, vem ganhando uma abrangência de epidemia.

“Uma nova geração de drogas está enfrentando a doença com resultados muito satisfatórios, devolvendo a pacientes sua qualidade de vida. São medicamentos que devolvem a qualidade de vida de pacientes que não conseguem melhorar com os tratamentos convencionais”, explica o reumatologista do CREB, clínica que dispõe de uma sala especial e médicos especializados para aplicação desses tipos de medicamentos. O médico pontua, entretanto, que o tratamento tanto da artrite reumatóide como da artrose não podem se resumir a medicamentos. “É fundamental que o paciente cumpra um programa de reabilitação física, recomendado pelo seu médico. como exemplos a cinesioterapia, acupuntura e a hidroterapia, que é uma excelente alternativa. Temos depoimentos de pacientes que mal podiam segurar um copo e seguindo as orientações do fisiatra e do reumatologista conseguem recuperar sua qualidade de vida”, finaliza.



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