Pilates é indicado para quem tem osteoporose
O Pilates alcança todas as funções do corpo, restabelece a qualidade da saúde física do praticante, melhora a consciência corporal, a concentração, o equilíbrio e a respiração, e como é praticado de acordo com as possibilidades e no ritmo de cada um, pode ser feito por qualquer pessoa, incluindo crianças, adolescentes, grávidas e terceira idade.
“O Pilates aumenta o equilíbrio corporal e isso ajuda muito a evitar as frequentes quedas na terceira idade. São exercícios agradáveis, fáceis de realizar, e por isso são muito indicados para a terceira idade. Inclusive, para pacientes que têm osteoporose”, afirma o ortopedista Bernardo Stolnicki, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
No Brasil, mais de 10 milhões de pessoas têm osteoporose, doença caracterizada pela diminuição da massa óssea e consequente enfraquecimento e fragilidade dos ossos. “Com o enfraquecimento dos ossos, as faturas aparecem, assim com as quedas, principalmente na terceira idade. E as estatísticas preocupam, porque a fratura de fêmur está entre as causas relevantes de morbidade e mortalidade dos idosos”, explica o dr. Bernardo. Segundo as estatísticas, entre as causas externas, as quedas são responsáveis por 24% das mortes em idosos, enquanto correspondem a 6% no restante da população. Cerca de 30% das pessoas idosas sofrem quedas a cada ano. Essa taxa aumenta para 40% entre os idosos com mais de 80 anos. As mulheres tendem a cair mais que os homens até os 75 anos de idade, a partir dessa idade as frequências se igualam. Dos que caem, cerca de 2,5% requerem hospitalização.
– A osteoporose pode ser diagnosticada, com precisão e precocemente, através de um exame de fácil realização, indolor e de alta precisão chamado densitometria óssea. Enquanto com o raio-x somente podemos detectar a osteoporose quando já há perda de 30% da massa óssea, com esse exame podemos detectá-la quando há perda de menos de 1%. E detectada precocemente, podemos tratá-la com êxito. O Pilates é uma ótima atividade física para quem tem osteoporose, principalmente porque trabalha o equilíbrio e o fortalecimento muscular – finaliza o médico.
Atividade física regular na infância e na adolescência e alimentação rica em cálcio ajudam a formar pico de massa óssea
O ortopedista Bernardo Stolnicki, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e coordenador do Prevrefrat CREB
O ortopedista Bernardo Stolnicki, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e coordenador do Prevrefrat CREB (Programa de Prevenção a Refraturas da clínica) afirma que a atividade física regular na infância e na adolescência provocam o aumento do tamanho da cortical óssea e sua resistência. Segundo ele, com uma alimentação adequada, rica em cálcio, ajuda a formar o chamado pico de massa óssea, que se tornará a reserva mineral do esqueleto.
Reserva mineral do esqueleto
“O objetivo primordial é justamente evitar as fraturas. Indivíduos que têm uma atividade física regular, bem orientada por profissionais capacitados, apresentam melhor equilíbrio, mais força muscular e menor propensão a quedas, diminuindo o risco de fraturas”, afirma ele. Bernardo pontua que o envelhecimento traz um inevitável desgaste na estrutura e na microarquitetura óssea, levando a uma diminuição de sua resistência, tornando-os mais suscetíveis às fraturas.
– A boa notícia é que há tratamento e formas de se evitar uma nova fratura. Além dos benefícios já citados, a manutenção da atividade física bem orientada durante a vida mostrou ser benéfica na resistência óssea – garante ele.
Osteoartrite: infiltração de ácido hialurônico pode melhorar e evitar a cirurgia no joelho
Projeções indicam que em 2020, o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos.
Serão mais de 30 milhões de brasileiros, com idade superior a 60 anos. Esse crescimento da população da terceira idade se repete no mundo todo e com ele aumenta a incidência de doenças degenerativas na população. É o caso da Artrose, doença das articulações, de caráter inflamatório e degenerativo, quando há um desgaste das cartilagens que revestem as extremidades ósseas.
“A artrose causa dor e pode levar à deformidades. As articulações mais atingidas são aquelas que suportam maior peso: a coluna vertebral, os quadris e os joelhos. Mas essa doença não é exclusiva da terceira idade”, explica o Dr. Bernardo Stolnicki, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia. Segundo ele, a prática excessiva de exercício físico pode contribuir para um quadro de osteoartrite. Atletas de alto rendimento, por exemplo, estariam entre aqueles que podem vir a sofrer da doença.
O Dr. Bernardo explica que pesquisadores trabalham com os chamados biomarcadores, produtos encontrados no sangue e na urina, que indicam a quantidade de cartilagem que está sendo degradada. Portadores de osteoartrite têm, comprovadamente, maior quantidade desses produtos em seu corpo. E estudos indicam que atletas de alto rendimento degradam mais as cartilagens.
Como frear tal processo? É o que os especialistas e pesquisadores se perguntam. “Estudos comprovaram que voluntários submetidos tiveram redução significativa de biomarcadores, comparados a usuários que não receberam o ácido hilaurônico”, conta o Dr. Bernardo. Segundo ele, a forma de se precaver é controlar o peso do corpo, manter o fortalecimento dos músculos, fazer alongamento antes e depois do exercício físico e evitar a sobrecarga. “Ao menor sinal de dor nas articulações, um especialista deve ser procurado”, finaliza ele.
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