Com a queda da temperatura, muita gente sente dores
Com a proximidade do inverno, a temperatura começa a cair, o frio chega a grande parte das cidades do Brasil e as pessoas tiram dos armários seus casacos, gorros, luvas e cachecóis. Um bom momento para curtir um vinho, um fondue, uma boa sopa… mas o...
Com a proximidade do inverno, a temperatura começa a cair, o frio chega a grande parte das cidades do Brasil e as pessoas tiram dos armários seus casacos, gorros, luvas e cachecóis. Um bom momento para curtir um vinho, um fondue, uma boa sopa… mas o frio traz, também, para muitas pessoas, dor. As clínicas de reumatologia e ortopedia, como o CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – têm um aumento de demanda de até 20% quando o frio começa a aparecer e fica constante. São pessoas com dores nas pernas, pescoço, coluna e joelho em busca de tratamento.
Pacientes com algum tipo de artrose e artrite costumam sofrer mais no frio
O frio traz necessariamente a dor? A resposta é não. Até porque cada pessoa reage de uma forma diferente às doenças. Mas a verdade é que nessa época do ano pacientes com doenças reumáticas costumam sentir mais dores.
– No frio é natural que as pessoas fiquem mais retraídas, mais contraídas, o que significa uma tensão muscular maior. Outra questão comum no frio é que muita gente deixa de se exercitar. Nós nem nos damos conta, mas no frio andamos mais curvados, o que também pode contribuir para um quadro de dor. Enfim, pacientes com doenças reumáticas muitas vezes sentem mais dores no frio sim, mas isso é uma questão individual, caso a caso – explica o reumatologista e fisiatra do CREB, Eduardo Sadigurschi.
Segundo ele, pacientes com algum tipo de artrose e artrite costumam sofrer mais no frio. Ele revela que uma pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública com mais de 12 mil pessoas, mostrou que 36% dos entrevistados sentiam dores nas costas, que se intensificam no frio.

– As pessoas associam a dor ao frio, mas quando esfria há um aumento significativo do diagnóstico de doenças que podem parecer assintomáticas nos dias quentes, como a artrose e as artrites, por exemplo. Pacientes com esclerose sistêmica e lúpus eritematoso sistêmico também costumam reagir com dor ao frio. As pessoas precisam se agasalhar bem, se alongar mais e não deixar de praticar atividades físicas – finaliza ele.
Hidroterapia é uma excelente opção para quem é acometido pela artrose
Você sabia que nada menos do que 10% de toda a população mundial sofrem de alguma doença reumática?
Uma das mais comuns doenças reumáticas é a osteoartrite, mais conhecida como artrose. A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) informa que 20% dos adultos brasileiros são acometidos pela doença, sendo uma das principais causas de incapacidade e afastamento do trabalho.
A artrose provoca dores nas articulações dos joelhos, do tornozelo, da coluna e dos quadris. Trata-se do desgaste da cartilagem e alterações ósseas, sendo que mais de 60% das pessoas acima dos 60 anos são acometidos pela doença.
- No começo, a artrose pode não apresentar sintomas, sendo diagnosticada por meio de exame radiográfico. O principal sintoma da doença é a dor, que começa apenas com a movimentação da articulação afetada, melhorando com descanso, mas que pode progredir para dores intensas até mesmo no repouso.
O paciente pode apresentar diminuição dos movimentos, ruído na articulação (crepitações), inchaço na articulação, deformidades e falta de firmeza ao realizar movimentos- explica o Dr. Eduardo Sadigurshci, reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Hidroterapia no tratamento da Artrose
Além do uso de medicamentos específicos, no CREB são adotados protocolos que incluem hidroterapia, em piscinas próprias da clínica adequadamente aquecidas, e acupuntura, além de pilates terapêutico, RPG e fisioterapia.
- O impacto do exercício físico pode ser um fator limitante para muitos pacientes, mas o trabalho feito dentro da água, aquecida, supervisionado por profissionais, traz muitos resultados positivos. Não se pode esquecer de adotar uma alimentação regrada, o que é muito importante – finaliza o médico do CREB.
Ossos enfraquecidos cada vez mais cedo
A osteopenia, estágio inicial da osteoporose, costuma ser diagnosticada nas mulheres a partir dos 50 anos de idade.
Com a chegada da menopausa, os médicos solicitam exames de suas pacientes para verificar se há o problema, relacionado a alterações hormonais. Mas a redução da densidade dos ossos tem surpreendido mulheres cada vez mais jovens, por volta dos 40, aumentando o risco de fratura, alertam os especialistas.
Em 2010, quando tinha 38 anos, a atriz americana Gwyneth Paltrow quebrou uma perna, e foi diagnosticada com a doença. Segundo o presidente do Comitê de Doenças Osteometabólicas do Sociedade Brasileira de Ortopedia, Bernardo Stolnikci, uma das razões para a chegada precoce do mal é a má alimentação na infância e na adolescência. Nos dias d ehoje, jovens têm deixado de lado pratos balanceados e atividade física de impacto, o que resulta em problemas de saúde na vida adulta. “Muitos são sedentários e com pouco controle da parte nutricional”, observa.
Entre 7 e 14 anos há o ‘pico de massa óssea’. A partir do final da adolescência, não há mais ganho de densidade. “Nutrientes como cálcio ajudam a formar os ossos. Correr e pular corda garantem o bom funcionamento das células”.
Segundo Bernardo, a maioria dos pacientes procura ajuda só depois de fratura. O tratamento é com suplementação de vitamina D e cálcio. Há ainda remédios que inibem a perda de massa óssea. “Hoje há fórmulas manipuláveis em forma de ‘shake’ para tornar o tratamento mais agradável e fácil”, explica a farmacêutica Cláudia Souza, da Rede de Farmácia de Manipulação Officilab. A ‘papinha’ é feita, basicamente, de vitamina D3, cálcio, magnésio e licopeno.
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