Entorse no tornozelo: fisioterapia é fundamental para sucesso do tratamento
A entorse de tornozelo é dos motivos que mais levam as pessoas, de todas as idades, ao consultório de um ortopedista.
Afinal, são lesões que acontecem diariamente, a partir de uma torção de um passo em falso, um escorregão ou mesmo uma topada. Mas o que parece ser algo corriqueiro e passageiro pode se transformar em um problema maior se não tratado corretamente, alerta o ortopedista Carlomã Câmara de Aguiar, do CREB – Centro de Reumatologia, Ortopedia e Fisioterapia.
“Todo mundo está apto a passar por isso. As vezes, um simples passo em falso é o suficiente para provocar uma entorse no tornozelo, ou seja, uma torção com lesão ligamentar. Temos três graus de lesão: um simples estiramento, uma ruptura parcial ou uma ruptura total. Em todos casos, temos como tratar, com medicamento, em alguns casos com imobilização, seguida de fisioterapia”, explica o médico.
Segundo o Dr. Carlomã, é fundamental que um especialista seja consultado para o problema não se agravar. Além disso, ele alerta para um problema que considera sério: muitas vezes, o paciente faz o tratamento mas abandona a fisioterapia tão logo recupere o movimento.
– A fisioterapia, nestes casos, é fundamental. É muito importante para recuperar a estabilidade do tornozelo. Não é apenas para combater a dor que receitamos a fisioterapia. Ela tem um papel fundamental para recuperar as articulações e evitar uma lesão mal curada. É preciso seguir o que o médico estabeleceu, para inclusive evitar novos problemas na região afetada – afirma.
Viscossuplementação pode evitar cirurgias de joelhos
Dores, crepitação, inchaço, redução de movimento e, em casos mais graves, até mesmo a impossibilidade de caminhar. Essas são algumas das possíveis consequências da artrose, uma degeneração progressiva das articulações, que tem como principais causas a idade, a sobrecarga mecânica das articulações e traumas. Segundo o Dr. Rodrigo Kaz, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e especialista em Cirurgia do joelho e Medicina do Esporte pela Universidade de Pittsburgh, EUA, a artrose é classificada do grau 1 (o mais leve) até o grau 5 (os mais graves) e o tratamento proposto depende deste grau e da idade do paciente.
Além dos protocolos de reabilitação física, que incluem fisioterapia, hidroterapia, cinesioterapia específica, eletroterapia, RPG, acupuntura, e medicamentos, o CREB oferece um novo tratamento, que alcança ótimos resultados para casos leves e moderados da doença, podendo também ser aplicado nos casos mais graves. O nome deste tratamento é Viscossuplementação. “São injeções intra-articulares de ácido hialurônico, o mesmo componente que já existe no líquido sinovial de uma articulação saudável. O líquido sinovial perde sua capacidade funcional com a idade e com o processo de artrose, e o uso dessas injeções de ácido hialurônico exógeno vem sendo utilizado com sucesso. Este método faz parte do algoritmo de tratamento da osteoartrose do joelho da American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS) e American College of Rheumatology”, explica o médico do CREB.
O médico explica que a viscossuplementação é um tratamento relativamente novo, aprovado pelo pelo FDA (órgão regulamentador de medicamentos) nos Estados Unidos desde 1997. É feita na própria clínica, de três a cinco aplicações, e pode se repetir após um período de seis meses a um ano.
– A viscossuplementação traz alívio para a dor e melhora da função. Não é um corticóide, antiinflamatório que tem vários efeitos colaterais. Temos tido excelentes resultados com a viscossuplementação para artroses até o grau 3. Mas também temos resultados satisfatórios em alguns casos de artroses nos graus 4 e 5. Pacientes jovens, que não queriam optar pela cirurgia, e pacientes sem condições clínicas para a operação que utilizaram a viscossuplementação tiveram alívio de dor e maior qualidade de vida, em um período de até um ano. Assim, é possível adiar e até mesmo evitar a cirurgia – explica o Dr. Kaz.
A viscossuplementação pode evitar a cirurgia do joelho, por exemplo. “A viscosuplementação é útil para os pacientes que não responderam adequadamente ao tratamento com outras medidas terapêuticas. Ela pode ser feita em qualquer fase da artrose, porém, seus efeitos parecem ser maiores nos pacientes com artrose em fase inicial”. O Dr. Rodrigo Kaz pontua que o tratamento deve ser proposto por um especialista, que deve ser consultado ao menor sinal de dor.
Peso excessivo da bolsa, um problema das mulheres
Pergunte para uma mulher o que ela carrega em sua bolsa. Geralmente, a lista é vasta: celular, chaves de casa, guarda-chuva, carteira, estojo de maquiagem, agenda, nécessaire, bolsinha com remédios, e por aí vai… Se a prevenção é inimiga da surpresa, por outro lado carregar tantos objetos torna a bolsa um peso grande, que pode causar vários problemas sérios relacionadas à má postura, como tendinites, hérnias de disco e desgaste dos discos da coluna. Bolsas pesadas são sinônimo de dores nos ombros e nas costas.
“Certamente que o uso de bolsas pesadas, diariamente, podem trazer problemas para as mulheres. As áreas mais prejudicadas são os ombros e a coluna, mas é possível aparecerem problemas no pescoço, nos braços e até mesmo nos quadris e nas pernas, que podem ser afetados por conta da pressão ns articulações”, explica o ortopedista Marcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. De acordo com ele, não é nada difícil perceber se o uso de bolsas pesadas está trazendo algum problema para a mulher: basta notar se está havendo desconforto postural.
Para o uso saudável de mochilas, seu peso não deve ultrapassar 10% do peso da pessoa que a carrega. E é bom lembrar que o peso é dividido nas costas. Já no caso das bolsas femininas, a conta não é essa. “Geralmente, a bolsa é carregada em um só ombro. Ainda que a mulher troque de ombro constantemente, todo peso fica concentrado ali. E é preciso ter condicionamento físico para carregar peso, o que muitas vezes não acontece”, afirma. O médico do CREB diz que o primeiro passo para reverter tal situação é diminuir drasticamente o número de objetos da bolsa. E procurar um especialista para uma avaliação.
– Sabemos que a escolha da bolsa é uma questão muitas vezes estética, de moda, mas se possível é melhor optar por bolsas de alças transpassadas, que são capazes de distribuir um pouco melhor o peso carregado. Outra dica é escolher bolsas menores, cujo espaço não permite mesmo tantos objetos – finaliza ele.
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