Excesso no uso do Whatsapp aumenta risco de doenças, como tendinite e artrite
O uso excessivo do Whatsapp pode ser prejudicial a nossa saúde.
Adolescentes e jovens adultos, os maiores usuários, podem ser os que mais sofrem com essa questão: o uso excessivo do aplicativo de mensagens aumenta o risco de doenças como mialgia, tendinite e até mesmo artrite.
Síndrome de WhatsAppinite
A principal queixa de quem utiliza em demasia o celular, principalmente digitando mensagens, é a dor na base do polegar e nos pulsos. E se você já sentiu dores assim durante e após longos períodos de digitação, saiba que não está só. Em 2014 criou-se nos Estados Unidos até um termo para o problema: Síndrome de WhatsAppinite, uma referência à tendinite.
“A verdade é que os aparelhos celulares não são totalmente adaptados ao nosso corpo. Usamos o polegar para navegar na internet, para digitar mensagens e comandar o aparelho, de forma excessiva. Recebemos muitos pacientes no consultório com dores no polegar, no pulso e até na cervical, já que inclinamos o pescoço para baixo, para visualizar a tela do aparelho. Há inúmeros casos de tendinite, artrite e mialgia que têm a ver, também, com esse uso excessivo do aparelho”, garante o fisiatra Antônio D’Almeida Neto, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
O Dr. Antônio sabe bem que o celular é um aparelho indispensável nos dias de hoje, mas ressalta que é preciso ter alguns cuidados para não transformar uma utiliza em um problema de saúde. Ele diz que é necessário fazer uso consciente da tecnologia. Ele recomenda, por exemplo, se em vez de enviar ou responder uma mensagem de texto, não cabe uma mensagem de voz ou mesmo um telefonema.
– O celular tem um recurso que oferece a palavra inteira ao digitar apenas algumas letras. Use isso. Faça pausas regulares no uso do seu celular e demais aparelhos eletrônicos. Se sentir dor, faça uma pausa e consulte um especialista – finaliza ele.
Dores no corpo
Há um ano sofro de dores difusas pelo corpo com dormência em braços e pernas. Tenho insônia, cansaço e um profundo desânimo. Sinto-me limitada e importente. Já procurei diversos médicos e sem qualquer diagnóstico. O que pode ser? (Marlene, Rio de Janeiro, RJ)
Dor muscular crônica e difusa, associada a distúrbios do sono, alterações de humor e mudança de hábitos instestinais sugerem o diagnóstico de fibormialgia. É uma queixa frequente nos consultórios de reumatologia e o diangóstico exato requer uma avaliação com especialista, exames de imagem e laboratoriais. A prática de hidroterapia, técnica fisioterápica em piscinas térmicas, associada à acupuntura e medicação específica, que inclui analgésicos, relaxantes musculares e antidepressivos, alivia os sintomas – Haim Cesar Maleh, reumatologista e fisiatra do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo (CREB).
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Lesões por Esforço Repetitivo
LER/DORT. Essas pequenas siglas, que significam Lesões por Esforço Repetitivo e Distrúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho, trazem problemas tão grandes que em alguns países da Europa tomaram proporções epidêmicas em determinadas categorias profissionais. No Brasil, não há estatísticas oficiais sobre essas síndromes, mas sabe-se que trata-se de um dos principais motivos que leva o afastamento dos profissionais de seu trabalho.
Movimentos repetitivos, aplicação de força principalmente com as mãos, levantamento e transporte de peso, postura inadequada e stress relacionado às condições psicossociais do local de trabalho são alguns dos principais agentes causadores de LER/DORT. “Também é predominante e fator de risco a quantidade de tempo em que um trabalho é feito,a intensidade da força aplicada, exposição ao frio e o trabalho numa mesma posição por um longo período”, acrescenta Tatiana Matos Galvão de Barros, fisioterapeuta do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo a fisioterapeuta do CREB, diagnosticar a LER/DORT é difícil, pois são vários os sintomas apresentados. “As principais características da LER/DORT são queixas de dor, espontânea ou decorrente de movimentação, fraqueza, cansaço, dormência e formigamento, dificuldades no uso de membros, em particular das mãos, presença de tendinite, tenossinovite, peritendite, estenossante, síndorme do túnel do capor, síndorme cervical, entre outras doenças ortopédicas, além de presença de síndrome miofascial, mialgia, síndrome da tensa do pescoço, entre outras”.
A boa notícia, garante Tatiana, é que a fisioterapia dispõe, hoje, de vários recursos que podem vencer a luta contra a síndrome, como recursos eletrotermofototerapêuticos com ações antiinflamatórias, recursos manipulativos, alongamentos e recursos posturais. “No CREB, todo o trabalho de fisioterapia é coordenado por médicos fisiatras, reumatologistas e ortopedistas.E temos protocolos de tratamentos com resultados rápidos, como hidroterapia, acupuntura e RPG”, explica ela.
– O principal na luta contra a LER/DORT sem dúvidas é o trabalho de prevenção. É preciso buscar o fortalecimento dos músculos e a melhor postura. Temos um trabalho forte de prevenção e a utilização do RPG – Reeducação Postural Global – neste caso, por exemplo, é muito importante. Profissionais mais expostos, como aqueles que trabalham o dia inteiro sentados em frente a um computador, ou numa central de atendimento telefônico, devem procurar um médico para que se faça uma avaliação – finaliza Tatiana.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
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- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- LEBLON: Av. Ataulfo de Paiva, 355
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
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