Acerte o passo
Já tentou contar quantos passos você dá em meia hora de caminhada, na academia ou ao longo do dia? Não precisa nem fazer os cálculos, porque a gente sabe que os nossos pés não têm descanso mesmo! A dor e a dormência que vira e mexe sentimos são a prova disso. Portanto, nada mais justo e essencial do que cuidar bem dos nossos pés – a gente dá atenção a todo o resto, não é mesmo? E a saúde deles começa na escolha do melhor calçado. Então, antes de se exercitar, veja as dicas para você andar, correr, pedalar, ir ao clube ou entrar na academia com o pé direito!
Modelos, cores e tendências até ajudam a decidir qual tênis levar para casa, mas detalhes como o material, o solado, o sistema de amortecimento e a ventilação não podem passar despercebidos. É comprovado, inclusive, que muitas das lesões musculares e nas articulações causadas pela prática de exercícios físicos poderiam ser evitadas se déssemos atenção especial à escolha do calçado. Dessa forma, comprar um par de tênis não se resume em voltar os olhos apenas para a beleza do produto.
Segundo a ortopedista Flávia Junqueira, especialista em pés do CREB (Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo), no Rio, os calçados devem ser confortáveis, práticos e precisam se adaptar bem à nossa pisada. “É muito importante que eles tenham a forma dos pés e não que os pés se deformem para caber nos calçados”, frisa a médica.
De acordo com ela, está provado que sapatos apertados, por exemplo, causam deformidades nos pés. Assim, a principal “regra” na hora de escolher o calçado é: desde o primeiro momento em que você os coloca, sinta os seus pés confortáveis, sem nenhum ponto de pressão ou de atrito exagerado. “Procure comprar calçados no final da tarde ou no início da noite, depois de um dia normal de trabalho, porque nesse momento os pés estão um pouco inchados e sensíveis em virtude do esforço do dia”, ensina Flávia.
A ortopedista explica, ainda, que os calçados devem estar “folgados”, mesmo se você estiver usando meias. “Eles devem ter o formato dos seus pés e espaço suficiente para que você possa movimentar os dedos livremente. Além disso, o material deve permitir a ventilação e transpiração. Opte pelo couro ou pela lona, por exemplo, mas nunca pelo plástico”, aconselha a médica.
No caso dos calçados esportivos, cuja indústria deu um enorme salto de qualidade e tecnologia nos últimos anos, a especialista em pés do CREB condiciona a escolha do tênis ideal em função da atividade a ser praticada. “As diferentes coberturas, revestimentos internos, palmilhas, solas, tirantes e os mais variados modos de fixar o calçado nos pés visam à proteção do atleta ao mesmo tempo em que otimizam a sua atuação”, explica Flávia Junqueira.
De acordo com Christiane Elmazi, supervisora de varejo da rede Deny Sports, as empresas aprimoram cada vez mais os modelos de tênis levando em conta as características de cada esporte, mas é tanta variedade que é natural ficarmos perdidos em frente às vitrines. Por isso, ela nos deu as dicas de como escolher os melhores tênis para você se movimentar com conforto, alta performance e segurança.
Academia – os mais indicados são os cross training em nylon e couro, com amortecimento e reforço nos tornozelos e nas laterais dos pés. Os tênis são mais robustos para serem usados nas mais diversas atividades dentro da academia.
Corrida – os tênis devem ser em nylon, com bastante ventilação para que os pés não fiquem úmidos. Eles são mais leves e devem ter bom sistema de amortecimento para absorver o impacto do pé no chão.
Vôlei – opte pelos tênis em nylon com reforços em couro. O sistema de amortecimento também é importante para dar maior impulsão e amenizar o impacto na descida das cortadas.
Tênis – escolha um par de tênis em couro, com reforço na parte frontal, pois os tenistas raspam o bico do calçado na hora do saque. A sola deve ser lisa para que o atleta possa deslizar na quadra facilmente para pegar a bola.
Futebol – os calçados para futebol dividem-se em três categorias: campo, society e salão. Feitos em couro sintético (os top de linha são em couro de canguru), todos devem ter um bom sistema de amortecimento. As variações estão na sola. As chuteiras de futebol de campo têm travas mais altas para dar estabilidade no gramado. Já as de society têm travas mais baixas, ideais para grama sintética ou areia. As de futebol de salão têm solado em látex, oferecendo maior aderência ao piso.
Basquete – Os tênis devem ser em couro, ter cano alto para segurar a região dos tornozelos, evitando lesões, e amortecedor para absorver o impacto dos pulos.
Confira, ainda, algumas tecnologias empregadas por grandes marcas:
Olympikus – a tecnologia Tube é baseada nos sistemas antiterremoto usados em cidades como Los Angeles e Tóquio, onde as construções ficam apoiadas em blocos flexíveis tubulares capazes de absorver o impacto. Assim, os tênis com essa tecnologia possuem tubos em seu solado que permitem o deslocamento do ar, absorvendo grande parte do impacto.
Já o BoxSystem® é uma estrutura de sola com borracha resistente que garante aderência em pisos escorregadios. Além disso, o DuoFlow® protege os calcanhares. Essa tecnologia diminui o impacto na região, proporcionando estabilidade para as passadas e diminuindo o risco de lesões nas articulações e nos ligamentos.
Mizuno – a nova linha de tênis da Mizuno é baseada na tecnologia Dynamotion Fit, mecanismo que evita o estresse” do calcanhar, fazendo com que o movimento do pé interaja perfeitamente com o movimento do calçado, potencializando a performance e evitando o risco de lesões. O sistema especial de lingueta – 3D Tongue – proporciona ajuste a todos os tipos de pés.
Rainha – utilizando-se de moderna tecnologia de injeção e de uma formulação nobre de EVA, a marca apresenta a tecnologia Superleve de solados, que garante leveza, conforto, amortecimento, durabilidade e aderência. A marca conta, ainda, com o Rainha System, sistema de amortecimento interativo onde você escolhe a melhor combinação de acordo com o seu peso e condição de uso (tipo de terreno, frequência de uso, etc).
Reebok – são três novas linhas de tênis com tecnologias para diferentes tipos de atividades. A linha Diamond é ideal para caminhadas e para o uso em academia. Vem com cabedal em microfibra e acabamento em poliuretano, sendo bastante flexível e liberando a umidade facilmente. O fechamento é feito com duas tiras de velcro, permitindo ajuste exato ao pé, a entressola é em TPU, garantindo leveza, e a sola é feita em EVA 3D emborrachada, trazendo amortecimento e aderência ao solo. Além disso, há aplicação em refletivo, que traz segurança à noite.
A linha Equilibrium também é perfeita para academias e pistas de corrida, trazendo alta tecnologia na absorção de impacto, leveza e resistência. Já a linha SmoothFit Cushion é sem costura, feita com malha sintética de alta durabilidade, entressola de IMEVA para amortecimento, solado de borracha DMPRTEK, que também amortece, trazendo, além disso, tração e durabilidade, entre outras tecnologias.
Athletics – ponte de transição entre os elementos fashion e tecnológico, o sistema ATH Non Torsion (placa estabilizadora) tem a função de centralizar a pisada, além de dar uma levantada no look.
A dupla visual/funcionalidade também está presente na tecnologia Oxisys (bolhas de oxigênio). Composta por oito galerias de oxigênio interligadas, distribuídas pelo calcanhar, o sistema utiliza o deslocamento do ar entre as bolhas para potencializar a absorção de impacto.
A ATH Pro Gripp, solado emborrachado que cobre toda a região de contato com o chão, completa o solado. Sua função é aumentar a aderência ao solo, evitando escorregões e quedas. Para finalizar, os modelos contam com o reforço da palmilha ATH MAX. Por meio de uma camada de EVA de alta memória, a peça potencializa o amortecimento – chegando até a 90% – sem, no entanto, prejudicar a leveza dos tênis.
Uso da toxina botulínica na reabilitação neurológica
No dia 27 de novembro, quinta-feira, o Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo (CREB) promoverá a palestra “Aplicações e Indicações da Toxina Botulínica Tipo A em Reabilitação Neurológica”. O objetivo do evento, que contará com apresentações do neurologista Flávio H. R. Costa e da fisioterapeuta Patrícia Garcia Rocha, ambos do CREB, é discutir as contribuições da toxina botulínica tipo A para recuperar a qualidade de vida dos pacientes com distúrbios motores.
“A técnica de aplicação de Toxina Botulínica Tipo A já é considerada padrão ouro na reabilitação neurológica, mas deve vir sempre associada a um tratamento multidisciplinar”, explica o dr. Flávio, reforçando a importância do trabalho conjunto entre neurologista, ortopedista, fisiatra, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo e outros profissionais.
“O evento do dia 27 marca o início do uso da Toxina Botulínica Tipo A no CREB, que há 30 anos já oferece todo o tratamento multidisciplinar para a reabilitação motora”, comenta o dr. Arnaldo Libman, presidente e também médico do centro. A aplicação será disponibilizada, após avaliação e constatação da necessidade, aos portadores de espasticidade (aumento do tônus muscular), distonias (contração involuntária da musculatura), entre outras patologias, com cobertura de mais de 60 planos de saúde.
A palestra é gratuita e dirigida a médicos de todas as especialidades e fisioterapeutas.
Palestra “Aplicações e Indicações da Toxina Botulínica Tipo A em Reabilitação Neurológica”
Data: 27/11/08, quinta-feira
Horário: 19h30 (com coquetel de encerramento)
Local: CREB (auditório) – Rua Voluntários da Pátria, 408, Botafogo
Informações e inscrições gratuitas : (21) 3182-8282
* certificado para os participantes
Indicações Terapêuticas do Toxina Botulínica Tipo A
A toxina botulínica do tipo A é indicada e aprovada pela Anvisa para o tratamento de pacientes com distúrbios do movimento, como espasticidade e distonia.
De acordo com o Ministério da Saúde, a espasticidade compromete 67% dos portadores de lesão medular, 75% dos pacientes com paralisia cerebral, 84% das pessoas com TCE, além de pacientes vítimas de AVC e esclerose múltipla. A distonia também afeta os pacientes com estas patologias. Os sintomas destes distúrbios variam desde uma leve contração até uma deformidade severa, que afeta a mobilidade e a qualidade de vida dos pacientes.
Aprovado pela ANVISA para uso terapêutico, a Toxina Botulínica tipo A é considerada uma revolucionária opção pouco invasiva no tratamento dos portadores destes distúrbios. Aplicada diretamente nos músculos comprometidos, a toxina provoca um relaxamento e bloqueia a atividade motora involuntária, o que reduz a dor e aumenta a amplitude de movimento, favorecendo todo o trabalho de reabilitação e melhorando significativamente a qualidade de vida do paciente.
Sobre o CREB
Fundado há mais de 30 anos, o CREB oferece tratamentos de reumatologia, traumato-ortopedia e fisiatria – medicina física e reabilitação (fisioterapia), com o que há de mais moderno em tecnologia e técnicas médicas, além de conceituados especialistas comprometidos com a qualidade de vida dos pacientes.
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Tratamento de LER deve ser imediato
Não há estatísticas publicadas, mas sabe-se que no Brasil as Lesões por Esforço Repetitivo – LER – são a causa do maior número de afastamentos do trabalho. Na Europa, já é, inclusive, tratada como uma doença epidêmica. A ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo -, Dra. Renata Rosenfeld, sabe muito bem disso pois recebe inúmeros pacientes que se queixam de dores intensas nas mãos e punhos, vítimas de lesões por esforço repetitivo. “O problema é que, na maioria das vezes, o profissional só procura a ajuda médica quando sente muita dor e percebe que ela não é passageira. Isso torna o tratamento naturalmente mais longo. É preciso procurar um especialista o quanto antes, para o quadro não se agravar”, diz ela.
A médica do CREB lembra que em praticamente 100% dos casos que atende de pessoas com queixas provenientes de Lesões por Esforço Repetitivo a causa é o trabalho profissional. “Vamos citar o caso de uma pessoa que passa o dia todo digitando textos no computador. Se ela sentir dores nos dedos, mãos ou punhos, é quase certo que seja uma lesão por esforço repetitivo. Então, a orientação é que essa pessoa não espere a dor se intensificar e o quadro se agravar para procurar a ajuda de um médico. Se sentir dor, procure um especialista pois assim o tratamento será mais fácil, mais curto e a pessoa sentirá menos dor”, garante ela. Segundo a Dra. Renata, em muitas casos, se o paciente buscar um especialista logo no início, o tratamento pode durar de uma semana a dez dias. “E a pessoa fica curada e não sente mais dores”.
– Não há vantagens em esperar para procurar um médico, pelo contrário. No caso, por exemplo, de uma síndrome de túnel de carpo, que pode ser provocada por uma lesão de esforço repetitivo, um tratamento desde o início pode evitar até uma possível cirurgia. Há várias formas de tratamento e os resultados são geralmente muito satisfatórios – define a médica do CREB.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- LEBLON: Av. Ataulfo de Paiva, 355
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 2255 - âncora SS03 - Shopping Interlagos
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619